
O cenário em Gaza neste início de 2026 revela que, embora a intensidade dos ataques tenha diminuído após o cessar-fogo de outubro de 2025, a realidade da população palestina permanece crítica. Dados da ONU indicam que a trégua tem sido instável, com registros de centenas de violações, incluindo incursões terrestres e restrições severas à entrada de ajuda humanitária. A vida cotidiana é marcada pela destruição quase total da infraestrutura, mantendo 2,1 milhões de pessoas em um estado de vulnerabilidade absoluta.
A situação é agravada pela crise política, com Israel mantendo o controle sobre a maior parte do território e impedindo a reconstrução das instituições locais. Agências internacionais, como a UNRWA, relatam que o bloqueio nas fronteiras impede que o fluxo de caminhões atinja os níveis acordados, aprofundando a fome e o colapso dos serviços básicos de saúde e educação.
As Nações Unidas monitoram quatro pilares fundamentais que demonstram a gravidade do momento:
Habitação: Estima-se que 92% das moradias foram destruídas. A população vive em tendas ou abrigos improvisados em meio a escombros que podem levar décadas para serem limpos de bombas não detonadas.
Alimentação e Água: A entrada de ajuda média é de apenas 216 caminhões por dia, quando o necessário seriam 600. Cerca de 77% da população enfrenta insegurança alimentar aguda.
Saúde: Hospitais operam de forma parcial e precária. Apesar das dificuldades, 168 novos médicos se formaram nas ruínas do hospital al-Shifa no último Natal.
Educação: Mais de 97% das escolas foram danificadas, deixando 700 mil crianças sem acesso ao ensino formal por dois anos consecutivos.
Com informações: Opera Mundi