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A descoberta científica surpreendente de que as árvores também tiram uma soneca durante a noite

A descoberta científica surpreendente de que as árvores também tiram uma soneca durante a noite

Redação
Por: Redação
06/01/2026 às 06h00 Atualizada em 06/01/2026 às 09h00
A descoberta científica surpreendente de que as árvores também tiram uma soneca durante a noite
Foto: Reprodução
Estudos realizados com scanners a laser revelam que as plantas relaxam seus galhos e folhas em um ciclo de descanso similar ao sono humano

Quando o sol se põe, a natureza entra em um estado de repouso que vai muito além do que os olhos humanos captam sem ajuda tecnológica. Pesquisadores da Finlândia e da Áustria utilizaram scanners a laser de luz infravermelha para monitorar árvores durante a noite e descobriram que elas relaxam seus galhos, que chegam a pender até 10 centímetros em direção ao solo durante a madrugada. Esse movimento é sutil e ocorre de forma gradual, atingindo o ponto máximo de relaxamento antes do amanhecer.

O fenômeno está diretamente ligado à pressão interna de água nas células vegetais, conhecida como turgor. Durante o dia, as árvores mantêm seus galhos rígidos para otimizar a captura de luz solar e realizar a fotossíntese. À noite, sem a demanda de produção de energia e com a redução da perda de água por evaporação, a planta economiza energia relaxando sua estrutura física, recuperando a rigidez original assim que o sol nasce.

O ciclo de descanso das árvores

O monitoramento tecnológico permitiu identificar três fases distintas do comportamento noturno vegetal:

  • Início do declínio: Logo após o pôr do sol, as folhas e galhos começam a baixar lentamente.

  • Relaxamento máximo: Durante a madrugada, a árvore atinge sua posição mais baixa e relaxada.

  • Despertar matinal: Com os primeiros raios de sol, a planta recupera sua altura e rigidez rapidamente.

O uso de lasers infravermelhos foi crucial para a descoberta, pois essa tecnologia permite medir variações de poucos milímetros em árvores adultas sem interferir no seu ritmo biológico com luz artificial. O mapeamento em 3D revelou que o movimento é uma resposta interna do organismo e não uma consequência de fatores externos como o vento.


Com informações: Olhar Digital

 
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