
Quando o sol se põe, a natureza entra em um estado de repouso que vai muito além do que os olhos humanos captam sem ajuda tecnológica. Pesquisadores da Finlândia e da Áustria utilizaram scanners a laser de luz infravermelha para monitorar árvores durante a noite e descobriram que elas relaxam seus galhos, que chegam a pender até 10 centímetros em direção ao solo durante a madrugada. Esse movimento é sutil e ocorre de forma gradual, atingindo o ponto máximo de relaxamento antes do amanhecer.
O fenômeno está diretamente ligado à pressão interna de água nas células vegetais, conhecida como turgor. Durante o dia, as árvores mantêm seus galhos rígidos para otimizar a captura de luz solar e realizar a fotossíntese. À noite, sem a demanda de produção de energia e com a redução da perda de água por evaporação, a planta economiza energia relaxando sua estrutura física, recuperando a rigidez original assim que o sol nasce.
O monitoramento tecnológico permitiu identificar três fases distintas do comportamento noturno vegetal:
Início do declínio: Logo após o pôr do sol, as folhas e galhos começam a baixar lentamente.
Relaxamento máximo: Durante a madrugada, a árvore atinge sua posição mais baixa e relaxada.
Despertar matinal: Com os primeiros raios de sol, a planta recupera sua altura e rigidez rapidamente.
O uso de lasers infravermelhos foi crucial para a descoberta, pois essa tecnologia permite medir variações de poucos milímetros em árvores adultas sem interferir no seu ritmo biológico com luz artificial. O mapeamento em 3D revelou que o movimento é uma resposta interna do organismo e não uma consequência de fatores externos como o vento.
Com informações: Olhar Digital