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Holocausto climático: o oceano como peça-chave para evitar o ponto de não retorno

Holocausto climático: o oceano como peça-chave para evitar o ponto de não retorno

Redação
Por: Redação
19/01/2026 às 17h00 Atualizada em 19/01/2026 às 20h00
Holocausto climático: o oceano como peça-chave para evitar o ponto de não retorno
Foto: Reprodução
Pesquisadores defendem a implementação do programa "Florestas Marinhas para Sempre" para captar recursos e restaurar ecossistemas vitais como recifes de corais e florestas de algas

O planeta enfrenta uma ameaça sem precedentes de atingir o "ponto de não retorno" em ecossistemas fundamentais, como a Amazônia e os recifes de corais. Segundo especialistas, o aquecimento recorde registrado em 2025 e a acidificação dos oceanos podem levar ao colapso total dos corais em menos de 15 anos. Diante deste cenário de "holocausto climático", a COP30, realizada em Belém, marcou um momento histórico ao colocar o oceano no centro da agenda climática global. A principal aposta para mitigar esses danos é o programa Florestas Marinhas para Sempre, iniciativa publicizada em 2025 que busca financiamento multilateral para a conservação e restauração da biodiversidade costeira e marinha.

Inspirado no fundo para florestas tropicais, o programa foca no papel das algas e manguezais como "soluções azuis". As florestas de algas, por exemplo, são potentes sumidouros de carbono e ajudam a reduzir a acidificação da água, protegendo a maricultura e a segurança alimentar de comunidades artesanais. O desafio agora reside na governança e no financiamento: enquanto o mundo gasta US$ 2,7 trilhões em armamentos, a agenda oceânica precisa de US$ 116 bilhões anuais para ser efetiva. A implementação do "Pacote Azul" é vista como a última oportunidade para honrar os compromissos da Década do Oceano e da Restauração até 2030.

O papel das florestas azuis na resiliência climática

Ecossistemas marinhos oferecem serviços ambientais essenciais para a sobrevivência humana:

  • Mitigação e Sequestro: Florestas de algas e manguezais absorvem grandes quantidades de CO₂, ajudando a frear o aquecimento global.

  • Segurança Alimentar: A aquicultura multitrófica integra a produção de biomassa marinha com alimentos terrestres, gerando emprego e renda.

  • Proteção Costeira: Recifes e gramas marinhas reduzem riscos de erosão e alagamentos causados pela subida do nível do mar.

  • Inovação Médica: A biodiversidade marinha é fonte para o desenvolvimento de novos fármacos e princípios ativos essenciais para a ciência.

Próximos passos e desafios políticos

A viabilização do programa depende de uma mudança de prioridades no orçamento nacional e internacional:

Iniciativa Objetivo Principal
Programa Florestas Marinhas Arrecadação de fundos para conservação e restauração costeira.
Planos de Ação Aquática (PAS) Fortalecer sistemas alimentares aquáticos resilientes à acidificação.
Pacote Azul (COP30) Acelerar soluções baseadas na natureza e elevar a soberania nacional sobre os mares.
Letramento Oceânico Informar a sociedade sobre os riscos da exploração de combustíveis fósseis.

Com informações: ECO

 
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