
A China concluiu o ano de 2025 consolidando sua posição como potência econômica resiliente, atingindo um superávit comercial histórico de US$ 1,2 trilhão. De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu aproximadamente 5%, cumprindo a meta oficial estabelecida pelo governo. O resultado foi impulsionado pela rápida transição para setores de alta tecnologia, como veículos elétricos e energia limpa, que compensaram a desaceleração no mercado imobiliário e as barreiras comerciais impostas por Washington. Com exportações totais de US$ 3,77 trilhões, o país diversificou seus parceiros, ampliando a presença no Sudeste Asiático, África e América Latina.
O desempenho econômico reflete o encerramento bem-sucedido do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O modelo, coordenado pelo Partido Comunista Chinês (PCC), conseguiu manter a taxa de desemprego urbano estável em torno de 5% e promover um avanço de 6% na produção industrial. Além disso, o consumo interno mostrou vigor, com as vendas no varejo crescendo 4%, sustentadas por políticas de preservação de renda e fomento ao comércio eletrônico. Para o Brasil, a estabilidade chinesa garante a continuidade da demanda por commodities essenciais e abre novas frentes de cooperação tecnológica e energética.
A estratégia de Pequim focou na autonomia tecnológica e na estabilidade social:
Indústria de Ponta: O crescimento de 6% foi liderado por manufatura avançada, baterias de lítio e tecnologias de descarbonização.
Diversificação Comercial: A queda nas vendas para os EUA foi superada pelo aumento das exportações para a Europa e países do Sul Global.
Segurança Social: O governo priorizou o apoio a pequenas e médias empresas, mantendo o desemprego sob controle e incentivando o turismo interno.
Planejamento Estatal: O cumprimento das metas do Plano Quinquenal reforçou a eficiência do modelo de "socialismo com características chinesas".
O vigor da economia chinesa fortalece a parceria estratégica com os países latino-americanos:
| Setor Beneficiado | Impacto no Brasil |
| Commodities | Manutenção da demanda recorde por soja, minério de ferro e petróleo. |
| Investimentos | Previsibilidade para aportes em infraestrutura logística e energia renovável. |
| Tecnologia | Oportunidades de cooperação em digitalização industrial e inovação verde. |
| Comércio Sul-Sul | Consolidação da China como um parceiro confiável em oposição à volatilidade do Norte Global. |
Com informações: Brasil de Fato e TV Brics