
O cenário diplomático em torno da crise no Oriente Médio ganhou um novo e polêmico capítulo nesta terça-feira (20). O governo da China, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, confirmou que recebeu um convite oficial do presidente Donald Trump para integrar o chamado Conselho de Paz em Gaza. A iniciativa busca reunir uma coalizão global de cerca de 60 nações para gerir o território e coordenar a reconstrução pós-conflito.
Além de Pequim, Trump estendeu o convite a líderes de países como Brasil, Argentina, Rússia, Turquia e Bielorrússia. Enquanto Vladimir Putin foi instado a participar, o presidente francês Emmanuel Macron teria recusado a oferta. O conselho já conta com nomes de peso na sua formação interna, incluindo o secretário de Estado americano Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner, genro de Trump e figura central em acordos anteriores na região.
A estrutura do conselho, no entanto, levanta debates sobre a soberania e a governança de Gaza. Segundo minutas analisadas pela Bloomberg, o órgão seria presidido pelo próprio líder da Casa Branca, que deteria o poder de veto final sobre todas as decisões tomadas por maioria de votos entre os estados-membros. Washington nega a existência de uma "taxa de adesão" de US$ 1 bilhão, chamando os relatos de enganosos e afirmando que a participação depende do compromisso com a prosperidade regional.
A proposta de Trump desenha um modelo de administração internacional inédito para o enclave, mas enfrenta resistências internas e externas:
Poder Centralizado: De acordo com o estatuto proposto, o presidente dos EUA decidiria quem seria convidado e teria a palavra final em todas as deliberações.
Rejeição em Israel: Grupos extremistas israelenses já manifestaram oposição ao conselho, defendendo a continuidade das operações militares em vez de uma administração internacional.
Financiamento da Reconstrução: Embora a Casa Branca negue valores fixos, o custo da reconstrução de Gaza é estimado em dezenas de bilhões de dólares, o que exige a entrada de parceiros com grande capacidade financeira, como a China e os países do Golfo.
A estratégia de Trump parece focar em um modelo de "negócio para a paz", trazendo grandes potências para dividir os custos e a responsabilidade política de um território devastado.
{ "action": "image_generation", "action_input": "A cinematic photograph of a high-level diplomatic meeting in a modern, grand hall in Washington D.C. Large flags of the United States, China, Brazil, and other nations are visible in the background. At the center, a large circular table with nameplates for 'Gaza Peace Council'. The lighting is professional and dramatic, symbolizing a global effort to redefine the future of the Middle East. High quality, 8k resolution." }
Com informações: Opera Mundi, Bloomberg e Ministério das Relações Exteriores da China