
O Tribunal do Júri do Paranoá condenou, na última quinta-feira (29 de janeiro), o réu Cosmo Cesar da Silva a 14 anos de reclusão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por duas tentativas de homicídio qualificado contra um casal de vizinhos. O motivo do crime? Reclamações rotineiras sobre o som alto que o condenado colocava em seu veículo, incomodando os moradores do condomínio.
Uma das vítimas era a síndica do residencial no Paranoá Parque, que exercia seu papel de fiscalização das normas de convivência.
Os jurados aceitaram a tese do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de que o crime foi cometido por motivo torpe, em razão de desavenças banais de coabitação. O promotor de justiça Daniel Bernoulli reforçou que o ataque aconteceu simplesmente porque a síndica estava cumprindo seu dever.
As agressões ocorreram na noite de 6 de novembro de 2024. Após agredir a mulher em via pública, o marido dela interveio, momento em que Cosmo passou a desferir golpes de faca contra ambos. O crime só não se consumou porque pessoas que passavam pelo local agiram para conter o agressor, que fugiu logo em seguida.
O caso do Paranoá Parque reflete uma realidade preocupante enfrentada por muitos gestores condominiais no DF e Entorno. De acordo com o MPDFT, a agressão a síndicos no exercício de suas funções é uma afronta à organização da comunidade.
Sentença: 14 anos de reclusão.
Regime: Inicialmente fechado, sem direito a responder em liberdade.
As Vítimas: O casal recebeu atendimento hospitalar e sobreviveu aos ferimentos.
Se você é síndico ou morador e está sofrendo ameaças ou enfrentando conflitos graves de vizinhança, o MPDFT e a Polícia Civil orientam:
Boletim de Ocorrência: Registre toda e qualquer ameaça, mesmo que verbal.
Canais de Denúncia: Utilize o 197 (Polícia Civil) ou as Promotorias de Justiça do seu bairro.
Mediação: Muitos conflitos podem ser resolvidos em núcleos de mediação comunitária antes que escalem para a violência física.
Com informações: MPDFT