
O tabuleiro eleitoral para o Senado em São Paulo começou a ser desenhado com tons de preocupação para a direita. Lideranças conservadoras avaliam que, se chegarem às urnas com muitos nomes, podem entregar uma das vagas "de bandeja" para a esquerda. O nome de Fernando Haddad (PT) é visto como o mais competitivo, dada sua visibilidade como Ministro da Fazenda e seu histórico eleitoral no estado.
Diferente da esquerda, que tende a afunilar em torno de nomes estratégicos do primeiro escalão de Lula, a direita paulista lida com pré-candidaturas consideradas "irreversíveis":
Guilherme Derrite (PP): Ex-secretário de Segurança de Tarcísio de Freitas, com forte apelo na pauta policial.
Ricardo Salles (Novo): Ex-ministro do Meio Ambiente, que busca consolidar o voto bolsonarista mais ideológico.
PL (Partido de Jair Bolsonaro): A sigla ainda bate cabeça entre nomes como Marco Feliciano, Rosana Valle, Mário Frias e Ricardo Mello Araújo.
Essa abundância de opções pode dividir o eleitorado conservador, permitindo que um candidato de esquerda com votação consolidada garanta uma das duas cadeiras.
Outro ponto de tensão é o futuro de Simone Tebet (MDB). Embora seja do Mato Grosso do Sul, sua projeção nacional e possível mudança de domicílio eleitoral ou partido a tornam uma peça perigosa para a oposição. Além dela, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Marina Silva (Rede) são nomes que circulam nos bastidores, embora Alckmin também seja cotado para tentar o Palácio dos Bandeirantes.
6 de abril de 2026: Prazo final para filiações partidárias e trocas de domicílio eleitoral.
15 de agosto de 2026: Data limite para o registro oficial das candidaturas.
Vagas em disputa: Estão saindo do cargo as senadoras Mara Gabrilli (PSD) e o senador Giordano (MDB).
"Tanto Lula quanto Bolsonaro tratam a disputa pelo Senado como estratégica em 2026, visando o controle das pautas legislativas e possíveis processos de impeachment no futuro", avalia o cenário político.
Com informações: Folha de S.Paulo / DCM