
O ambiente escolar é, estatisticamente, o primeiro lugar onde uma criança deixa escapar um pedido de ajuda. Sabendo disso, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) consolidou para 2026 o projeto Escuta Protetora na Escola. A meta é transformar o professor de um "observador" em um agente técnico e juridicamente preparado para acolher denúncias de violência doméstica e abuso sexual.
A iniciativa, promovida pelas Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e o núcleo Nevesca, foca em evitar a chamada "revitimização" — quando a criança precisa repetir o trauma várias vezes para diferentes órgãos.
O projeto iniciou sua fase prática em unidades estratégicas que refletem a diversidade do DF:
Ceilândia: CEF 07 de Ceilândia.
Paranoá (Área Rural): Escola Classe Café sem Troco.
Plano Piloto: Colégio Polivalente.
Lançado em dezembro de 2025, o portal é o braço digital dessa rede de proteção. Ele foi desenhado para três públicos distintos:
Para Crianças/Adolescentes: Linguagem acessível para que eles mesmos identifiquem se o que estão vivendo é violência e como pedir ajuda.
Para Pais e Responsáveis: Guia de sinais comportamentais que podem indicar que o filho está sofrendo algum abuso externo.
Para Profissionais: Reúne a Cartilha Digital Escuta Protetora, com formulários e fluxos de encaminhamento para Conselhos Tutelares e Promotorias.
"A ideia é promover a integração e padronização. Capacitar quem está na ponta faz diferença real na proteção", destaca a promotora Giselle Trevizo.
O MPDFT abriu um canal direto para que gestores escolares de todo o DF solicitem informações e capacitações para suas equipes:
E-mail Oficial: [email protected]
Denúncias: Podem ser feitas diretamente pelo Portal ou pelos canais da Ouvidoria do MPDFT (127).
Com informações: MPDFT / Secretaria de Comunicação