
O empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, permanecerá preso. Em audiência de custódia realizada neste sábado (31), a Justiça do DF decidiu manter a prisão preventiva do jovem, acusado de lesão corporal grave contra um adolescente de 16 anos. A briga, motivada pelo arremesso de um chiclete, deixou a vítima em estado de coma na UTI do Hospital Águas Claras.
Embora Turra tivesse pago uma fiança de R$ 24 mil inicialmente, novos fatos apresentados pela Polícia Civil levaram à sua nova prisão:
Uso de Taser: Surgiram provas de que o piloto teria usado uma arma de choque contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a beber álcool em uma festa.
Reincidência: Um homem procurou a delegacia relatando ter sido agredido por Turra em junho de 2025, indicando um histórico de violência.
Risco à Ordem Pública: A gravidade do estado de saúde da vítima de Vicente Pires e o risco de novas agressões pesaram na decisão da juíza.
A defesa de Pedro Turra, liderada pelo advogado Eder Fior, adotou uma linha de ataque contra a conduta policial:
Exposição Indevida: Acusa a polícia de "espetacularização" ao exibir a imagem do preso, o que teria desrespeitado uma decisão judicial prévia.
Ameaças de Morte: Turra relatou estar sofrendo ameaças e a defesa afirma que os policiais falharam em garantir sua integridade física no momento da prisão.
Corregedoria: A juíza determinou que a Corregedoria da Polícia Civil apure se houve descumprimento de deveres funcionais pelos agentes.
O impacto do caso foi imediato na vida profissional do jovem. A organização da Fórmula Delta anunciou o desligamento oficial de Pedro Turra da competição, repudiando os atos de violência.
Com informações: Agência Brasil