
A situação em Cuba atingiu um ponto de ruptura na primeira semana de fevereiro de 2026. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva de emergência nacional em 29 de janeiro, o fornecimento de energia na ilha entrou em colapso parcial. A medida estabelece tarifas comerciais severas contra qualquer país ou empresa que forneça petróleo a Havana, isolando o país de seus principais parceiros energéticos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, por meio de seu porta-voz Stéphane Dujarric, afirmou que a situação humanitária — já fragilizada por décadas de embargo — irá piorar drasticamente.
Necessidades Básicas: Sem petróleo, o país não consegue gerar eletricidade, produzir alimentos em larga escala ou manter serviços de saúde essenciais.
Direito Internacional: A ONU lembrou que a Assembleia Geral pede o fim do bloqueio há mais de 30 anos e insta os EUA a buscarem o diálogo em vez da "pressão máxima".
A nova ofensiva ocorre logo após o sequestro de Nicolás Maduro por tropas americanas no início de janeiro, o que cortou o envio de petróleo venezuelano para Cuba.
O "Acordo" de Trump: O presidente americano afirmou no último sábado (31) que acredita em um "acordo" com Cuba, condicionando o alívio da pressão à rendição política do regime. "Eles não têm dinheiro. Não têm petróleo", declarou.
Impacto no México: Trump também pressionou o governo de Claudia Sheinbaum para interromper os carregamentos humanitários de petróleo mexicano para a ilha, sob risco de sanções comerciais ao México.
Relatórios apontam que Cuba possui estoques de combustível para apenas 15 a 20 dias. A crise já se traduz em:
Apagões Crônicos: Cortes de energia que chegam a 20 horas diárias em algumas províncias.
Paralisia no Transporte: Filas quilométricas em postos de gasolina e interrupção do transporte público.
Escassez de Alimentos: A falta de óleo combustível impede o funcionamento de padarias e usinas de processamento.
Com informações de: Opera Mundi