Sexta, 26 de Junho de 2026
15°C 24°C
Brasília, DF
Publicidade

O mistério da consciência: A ciência pode explicar por que sentimos o que sentimos?

Novo livro de Michael Pollan, “A World Appears”, desafia a visão de que a mente humana é apenas um produto de neurônios e sugere que a sensibilidade pode estar presente até nas plantas.

Redação
Por: Redação Fonte: Nature / Michael Pollan (A World Appears).
17/02/2026 às 07h00
O mistério da consciência: A ciência pode explicar por que sentimos o que sentimos?

O que nos torna humanos não é apenas a nossa inteligência, mas a nossa capacidade de ter uma vida interior. Ver cores, sentir o tédio de uma tarde chuvosa ou o medo do futuro são experiências subjetivas que a ciência física ainda não consegue explicar totalmente. Em sua nova obra, A World Appears (2026), o jornalista Michael Pollan mergulha em uma busca de cinco anos para entender o "problema difícil" da consciência: como processos físicos — como neurônios disparando eletricidade — se transformam em "sentimentos".

A obra parte de uma premissa provocadora: a percepção comum é apenas uma construção do cérebro que pode ser alterada. Pollan utiliza o exemplo de compostos orgânicos e psicodélicos que, em pequenas doses, "embaçam o vidro da percepção normal", permitindo-nos ver a consciência cotidiana sob uma nova luz.

A mente fora do cérebro: Plantas são inteligentes?

Um dos pontos mais polêmicos do livro é a discussão sobre a senciência — a capacidade básica de sentir e estar vivo. Ao entrevistar biólogos de plantas, Pollan levanta a hipótese de que a importância dos neurônios pode estar sendo superestimada por nós, humanos.

  • Inteligência Vegetal: Cientistas argumentam que plantas resolvem problemas e podem até ser anestesiadas, o que indicaria uma forma de inteligência sem a necessidade de um cérebro central.

  • Incerteza Sentida: A consciência seria, na verdade, uma ferramenta biológica para lidar com a incerteza e prever o futuro, algo presente desde bactérias até mamíferos.

Emoções e a barreira da Inteligência Artificial

Pollan também investiga a origem das emoções, sugerindo que elas estão enraizadas em sensações corporais (fome, frio, prazer) processadas no tronco cerebral, uma parte muito antiga da nossa evolução. Isso levanta um desafio imenso para a tecnologia: Uma Inteligência Artificial pode ser consciente?

Enquanto grandes modelos de linguagem (LLMs) mostram uma fluidez verbal impressionante, Pollan é cético. Para ele, sentimentos como desejo, nojo ou medo estão tão ancorados na biologia do corpo que dificilmente seriam reproduzidos por um software. Ele propõe um desafio aos desenvolvedores: treinar uma IA sem qualquer referência textual sobre consciência e ver se ela ainda seria capaz de discutir o tema de forma convincente.

O Futuro da Pesquisa

O livro destaca que, embora tenhamos mapas detalhados dos circuitos cerebrais, a "faísca" que transforma informação em sentimento permanece em disputa entre filósofos e neurocientistas. Para o leitor do Fato Novo, a mensagem de Pollan é um convite à humildade: a vida e a consciência podem estar muito mais entrelaçadas em todas as criaturas do que nossa visão "cérebro-cêntrica" permite admitir.


Palavras-Chave: Michael Pollan consciência 2026, senciência vegetal, inteligência artificial e emoções, neurociência.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
20°
Chuvas esparsas
Mín. 15° Máx. 24°
19° Sensação
2.39 km/h Vento
47% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h38 Nascer do sol
17h50 Pôr do sol
Sábado
25° 15°
Domingo
25° 15°
Segunda
25° 15°
Terça
26° 15°
Quarta
26° 15°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,17 -0,16%
Euro
R$ 5,88 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 327,916,83 +0,48%
Ibovespa
173,295,14 pts 0.76%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias