
O tradicional churrasco com cerveja está mudando de cara. Uma pesquisa recente da Worldpanel by Numerator revelou que o consumo de cerveja nos lares brasileiros despencou 19,4% no último ano (dados até junho de 2025). O impacto é ainda mais visível no período de descanso: entre sextas-feiras e domingos, a queda foi de 25,4%.
De acordo com o especialista em gestão de supermercados Leandro Rosadas, o movimento é um reflexo direto da "geração saúde". O consumidor não parou de socializar, mas está trocando o impacto do álcool por alternativas que não comprometam a rotina e o bem-estar.
Enquanto as bebidas tradicionais recuam, o setor de bebidas não alcoólicas vive uma era de ouro. Segundo a consultoria global IWSR, o volume de bebidas sem álcool cresceu 9% apenas em 2025. A projeção é de um salto de 36% até 2029.
As principais motivações para a troca:
Saúde: Citada por 40% dos compradores de vinhos e destilados sem álcool.
Rotina: Busca por menor impacto no dia seguinte.
Novas Opções: Melhoria na qualidade de sucos integrais, energéticos e refrigerantes premium.
Para os donos de supermercados, o aviso é claro: é preciso adaptar as gôndolas. As bebidas alcoólicas possuem um ticket médio elevado e são essenciais para o faturamento mensal. "Ampliar o mix de opções zero álcool pode compensar a queda nas categorias tradicionais", afirma Rosadas.
A pesquisa mostra que refrigerantes, sucos e energéticos estão ganhando o espaço que antes era das latas de cerveja. Para o varejo, o desafio é liderar essa transição, oferecendo informação e variedade para o novo perfil de consumo.