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Disputa pelo TCU: Danilo Forte ganha força como alternativa técnica equilibrada

Com votação secreta marcada para março, parlamentares buscam unificação em torno do deputado cearense para garantir independência do tribunal e evitar fragmentação de votos

Redação
Por: Redação
25/02/2026 às 17h24
Disputa pelo TCU: Danilo Forte ganha força como alternativa técnica equilibrada

A corrida para a sucessão do ministro Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas da União (TCU) entrou em sua fase mais crítica na Câmara dos Deputados. Com a votação prevista para o início de março, o cenário de bastidores revela uma disputa que vai além dos nomes: trata-se de um embate sobre o equilíbrio de forças entre o Legislativo e o Palácio do Planalto.

Quatro candidatos oficializaram suas intenções, mas a polarização entre o perfil político e o técnico domina as conversas:

  • Danilo Forte (União-CE): Apontado como o nome de maior consistência técnica e defensor da autonomia orçamentária do Parlamento.

  • Odair Cunha (PT-MG): Candidato oficial do PT, conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta.

  • Hélio Lopes (PL-RJ): Representante da ala bolsonarista.

  • Hugo Leal (PSD-RJ): Articulado pela bancada do PSD.

Resistência ao nome petista

A indicação de Odair Cunha tem enfrentado uma barreira crescente entre deputados de centro e direita. O receio é que a ocupação de uma vaga vitalícia por um quadro orgânico do PT possa comprometer a independência fiscalizatória do TCU, órgão auxiliar do Congresso responsável por vigiar as contas do próprio Governo Federal.

Para muitos parlamentares, o tribunal deve atuar como um contrapeso técnico, e não como uma extensão do Poder Executivo.

Danilo Forte como fiel da balança

Nesse contexto, o deputado Danilo Forte tem se consolidado como o candidato da "unificação". Sua defesa histórica do orçamento impositivo e das prerrogativas parlamentares garantiu a ele a confiança de líderes que buscam um perfil que conheça profundamente as engrenagens do Estado, mas que mantenha firmeza diante do Executivo.

Lideranças partidárias alertam que a fragmentação de votos no campo da direita e do centro (entre Forte, Lopes e Leal) é o maior trunfo do governo para eleger o candidato petista. Por isso, intensificou-se o movimento para que Danilo Forte seja o nome de consenso desse bloco, dada a sua interlocução transversal e currículo técnico.

O peso da votação secreta

Diferente de outros projetos, a eleição para o TCU é por voto secreto. Isso permite que muitos deputados votem de acordo com convicções pessoais e técnicas, sem a pressão direta de suas legendas ou do governo. A expectativa é que o resultado de março defina não apenas um novo ministro, mas a postura da Câmara em relação ao controle das contas públicas pelos próximos anos.


 

 

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