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Escolas superam “fase da proibição” e focam em formação digital crítica

Na volta às aulas pós-Carnaval de 2026, especialistas avaliam que restringir o celular só funciona se houver mediação pedagógica e diálogo com as famílias.

Redação
Por: Redação Fonte: Rede Santa Catarina / Lei nº 15.100/2025 / Paulo Henrique Lopes de Aquino
01/03/2026 às 21h00
Escolas superam “fase da proibição” e focam em formação digital crítica

A volta às aulas em 2026 consolida uma mudança de paradigma nas escolas brasileiras. Após o primeiro ano de vigência da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares em sala de aula, o foco dos educadores mudou: a meta agora não é apenas proibir o aparelho, mas ensinar o aluno a conviver com a tecnologia de forma consciente.

Segundo especialistas, a restrição pura e simples é ineficaz se não estiver conectada a um projeto pedagógico. Escolas de referência, como as da Rede Santa Catarina, relatam que o limite de telas permitiu a retomada de três dimensões essenciais no ambiente escolar: atenção, engajamento e convivência presencial.

Tecnologia com intencionalidade

O diretor corporativo de Educação da Rede Santa Catarina, Paulo Henrique Lopes de Aquino, defende que a escola deve ser um "porto seguro" contra a hiperestimulação digital. No entanto, isso não significa banir a tecnologia, mas sim usá-la com intencionalidade.

Como as escolas estão aplicando a educação digital:

  • Uso mediado: Tablets e computadores em laboratórios são utilizados apenas quando potencializam a aprendizagem.

  • Educação Midiática: Ensinar o estudante a filtrar informações, identificar fake news e entender algoritmos.

  • Foco na Autonomia: O objetivo é formar jovens capazes de fazer escolhas conscientes sobre quando e como se desconectar.

"Limites geram liberdade. Ao limitarmos o acesso digital, libertamos o estudante para explorar o mundo real", pontua Aquino.

O papel fundamental da família

Um dos grandes avanços de 2026 é a intensificação do diálogo entre escola e casa. As instituições têm promovido encontros para discutir saúde mental e os riscos da exposição excessiva às telas, embasados em evidências científicas.

A ideia é que a regra da escola seja um reflexo de uma política de proteção à infância. Quando a família entende que o limite não é um castigo, mas uma ferramenta para garantir o foco e a aprendizagem profunda, a resistência dos alunos diminui e a cultura institucional se fortalece.


Educação Digital / Celular na Escola / Rede Santa Catarina / Pedagogia / Educação Midiática / Volta às Aulas 2026 / Saúde Mental Escolar / Tecnologia na Educação / Formação Crítica / Convivência Escolar

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