
A capital federal registrou uma notícia positiva para o orçamento doméstico. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9/03) pela Conab e pelo DIEESE, o valor da cesta básica em Brasília fechou o mês de fevereiro de 2026 em R$ 712,06. O montante representa uma queda de 1,92% em relação ao mês de janeiro.
Dos 13 itens monitorados pela pesquisa, oito apresentaram redução de preço. Os destaques ficaram para a banana (-10,97%) e o tomate (-9,44%), que lideraram as quedas. No entanto, o consumidor sentiu o peso do feijão carioca, que subiu 10,11% no período.
| ? Itens em Queda | Variação (%) | ? Itens em Alta | Variação (%) |
| Banana | -10,97% | Feijão Carioca | +10,11% |
| Tomate | -9,44% | Arroz Agulhinha | +1,45% |
| Açúcar Cristal | -4,60% | Manteiga | +0,63% |
| Batata | -4,22% | Carne de 1ª | +0,14% |
| Farinha de Trigo | -3,02% | Pão Francês | +0,11%* |
*Diferença entre a queda de fevereiro e o acumulado do trimestre.
Um dos dados mais relevantes do relatório é o impacto do custo dos alimentos no salário mínimo. Graças à política de valorização real do salário e à deflação de itens básicos, o comprometimento da renda líquida do trabalhador para comprar a cesta caiu para 47,49%.
Para efeito de comparação, em fevereiro de 2025, o trabalhador precisava gastar 55% do seu salário para adquirir os mesmos produtos. Isso significa que, em um ano, o brasiliense passou a ter mais "sobra" no orçamento para outras despesas essenciais.
No olhar de longo prazo (fevereiro/25 a fevereiro/26), a tendência de queda é ainda mais nítida: 11 dos 13 produtos ficaram mais baratos. O arroz agulhinha (-37,72%) e o açúcar cristal (-26,48%) foram os protagonistas dessa redução anual, compensando as altas pontuais de itens como o feijão e o pão.
Cesta Básica / Brasília / Economia / DIEESE / Conab / Salário Mínimo / Preços de Alimentos / Deflação / Segurança Alimentar / Poder de Compra