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Acessibilidade digital é pilar da cidadania moderna, defende especialista

Dia Municipal da Acessibilidade Digital em Suzano (11/03) traz à tona exclusão de 17 milhões de brasileiros com deficiência no ambiente online

Por: Gutemberg Silva Fonte: Defensoria Pública Federal / André Naves / Lei Municipal de Suzano (SP)
10/03/2026 às 19h00
Acessibilidade digital é pilar da cidadania moderna, defende especialista

Nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, o município de Suzano (SP) celebra pela primeira vez o Dia Municipal da Acessibilidade Digital. A data, instituída por lei, joga luz sobre uma barreira invisível, mas paralisante: a dificuldade que milhões de brasileiros enfrentam para navegar em sites, aplicativos e serviços públicos digitais.

Para o defensor público federal André Naves, a iniciativa paulista é um exemplo que deveria ser seguido em escala nacional. Ele argumenta que, em um mundo onde o acesso a bancos, benefícios sociais e até consultas médicas é feito pelo celular, a falta de acessibilidade digital não é apenas uma falha técnica, mas uma violação de direitos humanos.

As barreiras do "mundo invisível"

Segundo o Censo de 2022, cerca de 17,3 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. No ambiente online, as barreiras são diversas e muitas vezes ignoradas por desenvolvedores e gestores:

  • Ausência de Leitores de Tela: Impede o acesso de pessoas cegas a conteúdos textuais.

  • Falta de Descrição de Imagens: Exclui quem não enxerga o contexto visual de uma página.

  • Navegação Rígida: Dificulta a vida de quem possui limitações motoras e não consegue usar um mouse, dependendo apenas do teclado.

  • Falta de Tradução em Libras: Barreira para pessoas surdas que têm a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua.

Acessibilidade como Dever do Estado

André Naves destaca que o avanço da digitalização dos serviços públicos — o chamado Governo Digital — torna a acessibilidade uma exigência democrática fundamental.

"Se o Estado digitaliza serviços, ele também precisa garantir que todos consigam utilizá-los. Caso contrário, a inovação tecnológica acaba ampliando desigualdades", alerta o defensor.

A lei de Suzano não foca apenas na data comemorativa, mas prevê a capacitação de designers, programadores e gestores públicos para que as plataformas já nasçam inclusivas. Para Naves, o "ambiente digital precisa ser pensado para todos desde o início", evitando adaptações tardias e ineficazes.


Acessibilidade Digital / André Naves / PCD / Inclusão Social / Suzano / Direitos Humanos / Cidadania / Tecnologia Assistiva / Governo Digital / Censo 2022

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