
O Distrito Federal acaba de riscar uma meta importante de sua lista: 100% das escolas públicas de educação básica estão conectadas à internet. Os dados, revelados pelo Censo Escolar 2025 e divulgados no final de fevereiro de 2026, mostram que a capital federal superou a média nacional (93,1%) e consolidou um avanço que começou há dez anos, quando o índice era de 95,9%.
O destaque absoluto vai para as escolas rurais. Em 2015, apenas 77,9% dessas instituições possuíam conexão. Em 2025, o DF alcançou a marca total, garantindo que o CEP da escola não seja mais um empecilho para o acesso à informação digital.
Embora todas as escolas tenham internet "no prédio", o foco agora mudou para a internet em sala de aula. O Censo aponta que o número de escolas onde a rede está disponível para atividades de ensino (fins pedagógicos) subiu de 45,6% em 2019 para 73,5% em 2025.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o objetivo da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é garantir que o Wi-Fi chegue onde o aluno está. "O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. A tecnologia deve ser um elemento complementar para auxiliar a aprendizagem", destacou o ministro.
O salto nos indicadores reflete o investimento federal de R$ 3 bilhões entre 2023 e 2025. A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas não foca apenas no cabo de rede, mas em um conjunto de infraestrutura:
Melhoria elétrica: Para suportar novos laboratórios e roteadores.
Wi-Fi de alta qualidade: Cobertura em todo o ambiente escolar, não apenas na secretaria.
Monitoramento técnico: Medição constante da velocidade para garantir que a internet suporte o uso simultâneo de muitos dispositivos.
Os dados do Censo são fundamentais, pois servem de base para o repasse de recursos do Fundeb e para o cálculo do Ideb, ajudando o MEC a entender onde o investimento em tecnologia está gerando melhores resultados de aprendizagem.
Censo Escolar 2025 / Distrito Federal / Educação Pública / Escolas Conectadas / MEC / Tecnologia na Educação / Internet Rural / Inep / Camilo Santana / Inovação