
O Distrito Federal deu um passo importante no combate à pobreza energética neste mês de março. A nova etapa de expansão do programa Gás do Povo, do Governo Federal, incluiu 5.004 novas famílias brasilienses no sistema de recarga gratuita de botijão de 13 quilos. O investimento apenas para esta nova parcela de beneficiários na capital ultrapassa os R$ 483 mil, consolidando a transição do antigo auxílio em dinheiro para a entrega direta do insumo.
Diferente do modelo anterior, o Gás do Povo funciona de forma digital e direta nas revendas credenciadas. No DF, o perfil dos beneficiários reforça o caráter social da medida: 93% dos lares atendidos são chefiados por mulheres. A lógica do programa é simples: famílias de 2 a 3 pessoas recebem um vale a cada três meses, enquanto lares com 4 ou mais integrantes têm direito a uma recarga a cada dois meses.
A expansão do programa, que triplicou o número de beneficiários em março, alcançando 15 milhões de famílias no Brasil, tem um objetivo que vai além da economia doméstica. Trata-se de uma política de saúde pública. Ao garantir o acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o governo busca erradicar o uso de lenha e carvão em ambientes fechados, prática que expõe mulheres e crianças a doenças respiratórias graves e riscos de explosões e queimaduras.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destaca que o programa agora é uma Lei Federal, o que garante sua continuidade como política de Estado. "Estamos triplicando o atendimento e fortalecendo a organização do mercado local de revendas", afirmou. A meta nacional é viabilizar 65 milhões de recargas por ano.
Para as famílias de Santa Maria, Ceilândia, Sol Nascente e demais regiões administrativas que possuem Cadastro Único atualizado, o acesso é facilitado. Não é preciso ir ao CRAS. Todo o controle é feito pelo aplicativo "Meu Social – Gás do Povo".
Nas revendas identificadas com o selo do programa, basta apresentar o cartão do Bolsa Família com chip ou o CPF do responsável familiar na maquininha "Azulzinha". O sistema valida o benefício na hora e libera a recarga sem custos para o cidadão.
Para manter o benefício ativo, o Responsável Familiar (RF) deve garantir que o Cadastro Único tenha sido atualizado nos últimos 24 meses e que o CPF não possua pendências. O programa prioriza famílias já vinculadas ao Bolsa Família com renda per capita de até meio salário-mínimo. No cenário nacional, o investimento de março superou os R$ 957 milhões, com estados como Bahia e São Paulo liderando o volume de recursos devido à densidade populacional.
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