
Em uma demonstração de rigor institucional e agilidade política, a governadora Celina Leão (PP) determinou, nesta quarta-feira (1º), o afastamento imediato dos dirigentes do Banco de Brasília (BRB) citados em relatórios técnicos de investigação. A medida tem caráter preventivo e visa blindar a instituição de interferências externas, assegurando que as apurações sobre a saúde financeira e as operações recentes do banco ocorram com total independência.
De acordo com nota oficial do Palácio do Buriti, o afastamento não antecipa julgamento de culpa, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa. O objetivo central é preservar a credibilidade do BRB perante o mercado e os correntistas, garantindo que a "verdade dos fatos" prevaleça acima de interesses individuais. A decisão marca o novo tom da gestão de Celina, que assumiu o comando do Distrito Federal com a missão de pacificar as instituições e recuperar a confiança pública.
Além das mudanças no comando, a governadora anunciou uma alteração fundamental no plano de capitalização do banco. Celina Leão decidiu retirar a Serrinha do Paranoá da proposta de reforço patrimonial. A área de 716 hectares, que antes seria transferida ao BRB para valorizar seus ativos, agora será destinada à criação de um parque de preservação ambiental.
Esse recuo atende a demandas históricas de ambientalistas e moradores da região, sinalizando que a recuperação do banco não será feita à custa de patrimônios ecológicos sensíveis. A estratégia de capitalização agora deve focar em ativos imobiliários urbanos e aportes financeiros diretos, buscando um equilíbrio entre a solidez bancária e a responsabilidade socioambiental.
Em um movimento de aproximação com o Governo Federal, Celina fez um apelo público à Caixa Econômica Federal e à União para que colaborem no processo de recuperação do BRB. Durante agenda oficial, a governadora destacou a importância de um apoio federativo sem motivações políticas. “Seria muito positivo para mostrar que se fala uma coisa e se faz o que se fala, sem revanchismo”, afirmou Celina, buscando evitar que a crise do banco regional seja utilizada como munição em disputas partidárias nacionais.
O diálogo com a União é visto como peça-chave para destravar linhas de crédito e parcerias institucionais que possam acelerar o saneamento das contas do BRB. Com o afastamento dos dirigentes sob suspeita e a definição do futuro ecológico da Serrinha, a governadora tenta estabilizar o "navio" do banco público antes que a inadimplência junto à CVM e as restrições do Banco Central provoquem danos irreversíveis à economia do Distrito Federal.
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