Domingo, 23 de Agosto de 2026
19°C 32°C
Brasília, DF
Publicidade

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo após bombardeios a ilhas

Presidente Masoud Pezeshkian denuncia ataques às ilhas de Lavan e Siri; Donald Trump afirma que o Líbano está fora do acordo enquanto Israel intensifica ofensiva

Por: Gutemberg Silva Fonte: Reuters / CNN Brasil / Al Jazeera / Metrópoles
08/04/2026 às 17h53
Irã acusa EUA de romper cessar-fogo após bombardeios a ilhas

O frágil acordo de paz entre Washington e Teerã parece estar à beira do colapso total. Nesta quarta-feira (8/4), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo anunciado recentemente por Donald Trump foi rompido após bombardeios atingirem as ilhas de Lavan e Siri, localizadas em pontos estratégicos do Golfo Pérsico. Embora o líder iraniano não tenha atribuído a autoria direta dos ataques em seu pronunciamento, a imprensa estatal relatou explosões coordenadas que sinalizam o retorno das hostilidades em território soberano.

A crise diplomática escalou rapidamente após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disparar um ultimato: "Os EUA devem escolher entre cessar-fogo ou guerra contínua por meio de Israel. Não podem ter ambos". Teerã sustenta que aceitou a trégua sob a premissa de um encerramento definitivo das agressões, mas a continuidade dos massacres no Líbano e os ataques às ilhas iranianas invalidariam o compromisso.

Líbano: O ponto cego do acordo

O grande entrave para a paz reside na interpretação do alcance geográfico do cessar-fogo. Em entrevista à emissora PBS, o presidente Donald Trump elevou o tom e declarou explicitamente que o Líbano não está incluído no acordo. A exclusão foi confirmada pelo mediador do conflito, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, gerando uma onda de indignação no governo libanês e entre os aliados regionais do Irã.

Enquanto a diplomacia patina, o campo de batalha ferve. Israel intensificou sua ofensiva contra o grupo Hezbollah, resultando na morte de mais de 112 pessoas apenas nesta quarta-feira — o dia mais sangrento no Líbano desde o início da guerra. O premiê Benjamin Netanyahu reiterou que as operações não vão parar, enquanto o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, minimizou a trégua ao classificá-la como uma "pausa temporária".

Ameaça ao petróleo mundial e o Estreito de Ormuz

As repercussões econômicas do conflito já começam a ser sentidas globalmente. Diante da pressão, o Irã voltou a ameaçar o fechamento do Estreito de Ormuz, gargalo por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. A tensão na rota marítima foi agravada por um ataque com drones ao oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, afetando diretamente as exportações da região.

O Paquistão, atuando como o principal canal de diálogo, tenta desesperadamente manter a trégua por ao menos mais duas semanas para viabilizar uma mesa de negociações direta. Contudo, com a Guarda Revolucionária Islâmica prometendo uma "resposta lamentável" contra alvos norte-americanos e a intransigência de Israel no Líbano, o cenário caminha para uma regionalização da guerra que pode redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Médio em 2026.

----------------------------------------------------------

 Irã / Estados Unidos / Donald Trump / Golfo Pérsico / Estreito de Ormuz / Guerra 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
27°
Tempo nublado
Mín. 19° Máx. 32°
26° Sensação
2.06 km/h Vento
32% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h24 Nascer do sol
18h05 Pôr do sol
Segunda
31° 21°
Terça
32° 21°
Quarta
32° 22°
Quinta
34° 22°
Sexta
34° 21°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,14 -0,03%
Euro
R$ 6,00 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 421,760,49 -0,61%
Ibovespa
171,031,73 pts 1.85%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias