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A derrota assustadora de Trump no campo de petróleo e gás

A derrota assustadora de Trump no campo de petróleo e gás

Redação
Por: Redação
21/04/2025 às 13h00 Atualizada em 21/04/2025 às 16h00
A derrota assustadora de Trump no campo de petróleo e gás
Foto: Reprodução

Na guerra comercial, tiro de Washington saiu pela culatra no setor energético

Neste sábado (19), foi confirmado que a China interrompeu completamente a compra de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos em março de 2025, uma medida sem precedentes desde junho de 2022 e que marca um novo capítulo na guerra comercial imposta por Donald Trump contra os chineses. Segundo informações da agência RIA Novosti, com base em dados alfandegários chineses, os EUA — um dos principais fornecedores de gás para Pequim — viram suas exportações do combustível despencarem no início deste ano. Em janeiro, os americanos venderam 194.200 toneladas por US$ 125,4 milhões. Em fevereiro, o volume caiu para 65.800 toneladas (US$ 31,4 milhões), e em março, os EUA desapareceram completamente da lista de fornecedores. Em resposta, Pequim ampliou significativamente suas importações de países vizinhos. A Indonésia aumentou suas exportações de GNL à China em 70% em relação ao mês anterior, totalizando US$ 330,7 milhões. A Austrália também teve um crescimento de 18% nos fornecimentos, alcançando US$ 778,4 milhões. Brunei, que havia interrompido os envios, voltou a exportar para a China, com um volume de US$ 51 milhões, afirma o levantamento da RIA Novosti. Entre outros problemas, aponta a Fortune, é que os EUA não tem para onde destinar gases como etano e propano além da China, por conta da falta de mercados dependentes destes materiais.
“As duas indústrias precisam uma da outra”, afirmou ao veículo Kristen Holmquist, diretora administrativa de análise da RBN Energy. “Os EUA precisam conseguir enviar seu propano para a China. Para grande parte dele, o propano não tem para onde ir, exceto para a China", completou.
Além disso, outros exportadores de hidrocarbonetos, como Rússia e Venezuela também podem se beneficiar do redirecionamento comercial chinês no setor de energia.
Com informações de RIA Novosti, Venezuelanalysis e Fortune.
Fonte: Revista Fórum
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