
O Governo do Brasil, por meio de uma ação conjunta entre o Ministério das Mulheres e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), deu início a uma campanha nacional de combate à violência de gênero para o Carnaval 2026. Com o mote "Se liga, ou eu ligo 180", a iniciativa busca mobilizar foliões e viajantes sobre a importância de denunciar assédio, importunação sexual e agressões durante o período festivo.
A estratégia consiste na instalação de faixas e materiais informativos em postos da PRF nas 27 capitais brasileiras. No Distrito Federal, um dos pontos de maior visibilidade será a Unidade Operacional da PRF em Santa Maria, localizada no km 0 da BR-040. O objetivo é impactar o grande fluxo de pessoas que deixam ou chegam à capital federal durante o feriado.
A campanha não se restringe apenas à conscientização visual. A PRF utilizará seu braço de inteligência para intensificar a identificação e prisão de agressores que possuam mandados de prisão em aberto. Segundo a diretora de inteligência da corporação, Nadia Zilotti, a parceria fortalece as ações preventivas. "É uma atuação que reafirma o compromisso com a defesa da vida e com a garantia de proteção das mulheres em todo o país", destacou.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, levar a mensagem para as rodovias é uma forma de garantir que a informação chegue de forma direta. "Toda mulher precisa saber que não está sozinha", enfatizou a ministra, ressaltando que a ação integra um esforço maior que envolve secretarias estaduais e municipais em todo o território nacional.
O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) permanece como a principal ferramenta de auxílio. O serviço é gratuito, confidencial e opera 24 horas por dia, inclusive durante o feriado. Além da ligação telefônica, as mulheres podem acionar o canal via WhatsApp, proporcionando uma forma mais discreta de pedir ajuda ou realizar denúncias anônimas.
Telefone: 180 (Nacional)
WhatsApp: (61) 9610-0180
Serviços: Orientação sobre direitos, registro de denúncias e acolhimento.
A campanha de Carnaval está inserida no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado recentemente com o conceito "Todos juntos por todas". A iniciativa busca envolver não apenas as vítimas, mas mobilizar a sociedade como um todo — especialmente os homens — para que assumam um papel ativo no enfrentamento à violência e não sejam coniventes com comportamentos abusivos em blocos e festas.