
O programa Desenrola Fies registrou um balanço expressivo em seu início de vigência. Em apenas dez dias, a iniciativa do governo federal renegociou R$ 2,8 bilhões em contratos de financiamento estudantil que se encontravam em atraso. O principal objetivo da ação é combater a inadimplência, facilitar a regularização financeira dos beneficiários e permitir que milhares de profissionais recuperem o acesso ao crédito no mercado.
Até a última quinta-feira (21 de maio), 48.587 pessoas já haviam aderido ao programa. Esse fluxo inicial de negociações garantiu o retorno imediato de R$ 148 milhões aos cofres públicos, montante arrecadado exclusivamente por meio do pagamento das parcelas de entrada dos acordos firmados. No total, o Desenrola Fies tem potencial para beneficiar mais de 1 milhão de estudantes que assinaram seus contratos de financiamento até o ano de 2017.
Regulamentada pela Resolução nº 66/2026, esta edição do programa oferece abatimentos agressivos que variam conforme o tempo de atraso e o perfil socioeconômico do estudante:
Atraso de até 90 dias (ou sem atraso): Desconto de 12% para pagamentos realizados à vista;
Atraso superior a 90 dias: Desconto de 12% no saldo devedor e perdão de 100% dos encargos acumulados, como juros e multas;
Atraso superior a 360 dias: Desconto de 77% sobre o saldo devedor total;
Atraso superior a 360 dias (inscritos no CadÚnico): O desconto sobe para 92% sobre o saldo total da dívida;
Atraso superior a 5 anos (inscritos no CadÚnico): Condição máxima com 99% de desconto sobre o saldo devedor total.
Para além dos descontos à vista, o programa disponibiliza a opção de parcelamento estendido em até 150 meses, a depender da modalidade de renegociação escolhida pelo usuário.
Os interessados têm até o dia 31 de dezembro de 2026 para formalizar seus acordos de maneira totalmente digital. O processo foi desenhado para evitar o deslocamento físico até as agências bancárias:
Acesso ao Canal Digital: O estudante deve acessar o aplicativo ou o portal do banco onde o seu contrato foi originalmente firmado — Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil;
Solicitação: Dentro da plataforma, basta selecionar a opção "Renegociação do Fies" para visualizar as propostas disponíveis para o seu perfil;
Validação: O usuário deve ler e aceitar o termo aditivo de forma eletrônica. Caso o contrato original exija fiadores, o próprio sistema emitirá as instruções para as assinaturas;
Pagamento da Entrada: A validação final do acordo ocorre após o pagamento do boleto da parcela de entrada ou por meio do débito autorizado em conta;
Regularização: Uma vez confirmado o pagamento da entrada, a retirada do nome do estudante e de seus fiadores dos órgãos de proteção ao crédito (como Serasa e SPC) é processada automaticamente.
Criado originalmente em 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) subsidia graduações em instituições privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação. A partir das reformulações de 2018, o fundo passou a oferecer juros zero para os candidatos de menor renda. Para ingressar no programa atual, exige-se do candidato nota média igual ou superior a 450 pontos no Enem (a partir da edição de 2010), nota acima de zero na redação e renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.
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Palavras Chaves: Desenrola Fies / MEC / Renegociação de Dívidas / Caixa / Banco do Brasil / Financiamento Estudantil