
O continente europeu continua sob o domínio do futebol francês. Em uma decisão dramática e eletrizante disputada neste sábado (30) na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, o Paris Saint-Germain faturou o segundo título de UEFA Champions League de sua história. A equipe de Paris derrotou o Arsenal por 4 a 3 na disputa por pênaltis, após um empate persistente por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. O grande herói — e vilão — do desfecho foi o zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, que isolou a última cobrança dos ingleses e garantiu a festa do clube francês.
O confronto começou em ritmo frenético e favorável aos Gunners. Logo aos seis minutos de partida, após uma pane no sistema defensivo do PSG, o atacante alemão Kai Havertz aproveitou a sobra e finalizou com extrema força, sem chances para o goleiro Safonov, abrindo o placar. A vantagem inicial do Arsenal forçou o time francês a adiantar suas linhas, iniciando uma intensa pressão baseada na posse de bola. Contudo, o trio ofensivo montado por Luis Enrique, composto por Dembélé, Doué e Kvaratskhelia, esbarrou em uma marcação impecável montada pelo técnico Mikel Arteta na primeira etapa.
No segundo tempo, a tônica do jogo mudou e ganhou contornos de dramaticidade aos 19 minutos. Após uma jogada individual em velocidade, Kvaratskhelia foi derrubado dentro da grande área. O árbitro assinalou a penalidade máxima e Ousmane Dembélé assumiu a responsabilidade, deslocando o goleiro para deixar tudo igual no placar húngaro.
A partir do empate, a intensidade do duelo atingiu o ápice:
Pressão parisiense: O meia Vitinha e o atacante Kvaratskhelia criaram chances reais de virada, com o jogador georgiano carimbando a trave do Arsenal;
Resposta inglesa: Os Gunners assustaram em lances de bola parada e abafas na área francesa;
Prorrogação tensa: Nos 30 minutos extras, o desgaste físico e o nervosismo ditaram o ritmo. O Arsenal chegou a reclamar de um pênalti não marcado sobre Madueke, mas o placar permaneceu imóvel em 1 a 1.
A glória europeia precisou ser decidida na marca da cal. Na série de cobranças, o fantasma do erro rondou os dois lados, com Nuno Mendes desperdiçando pelo PSG e o meia Eberechi Eze errando pelo Arsenal. A disputa seguiu parelha até a quinta e decisiva cobrança do time londrino. Responsável por uma partida impecável na zaga até então, o brasileiro Gabriel Magalhães sentiu a pressão, isolou a bola por cima do travessão e decretou a vitória francesa nas penalidades por 4 a 3.
Com a conquista épica em Budapeste, o Paris Saint-Germain sacramenta o seu bicampeonato consecutivo na maior competição de clubes do planeta. Sob o comando técnico do espanhol Luis Enrique, a equipe repete o sucesso obtido na temporada de 2025 — quando bateu a Inter de Milão na grande final — e enterra de vez a fama de amadorismo em mata-matas continentais. Por outro lado, o Arsenal amarga mais um vice-campeonato doloroso em sua história, frustrando o sonho de sua torcida de levantar a inédita "Orelhuda" após uma campanha brilhante ao longo do ano.
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