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Rede pública do DF adota teste molecular de DNA-HPV para prevenir câncer de colo do útero

Mais sensível que o Papanicolau tradicional, exame reduz exames desnecessários e permite que mulheres com resultado negativo fiquem até cinco anos sem repetir a coleta.

Redação
Por: Redação Fonte: Reportagem da Agência Brasília com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
02/06/2026 às 15h00
Rede pública do DF adota teste molecular de DNA-HPV para prevenir câncer de colo do útero

A rede pública de saúde do Distrito Federal deu um salto tecnológico na linha de cuidado e prevenção do câncer de colo do útero. A Secretaria de Saúde (SES-DF) já colocou em operação o novo teste de DNA-HPV, um exame de biologia molecular mais moderno, preciso e sensível que o método citopatológico convencional (Papanicolau). A tecnologia é capaz de identificar, por meio da técnica de PCR, 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) que possuem alto risco oncogênico. Isso garante maior velocidade no diagnóstico precoce da doença e no tratamento imediato de lesões precursoras.

Neste estágio inicial, as coletas de amostras estão centralizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das regiões administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. O GDF planeja estender a oferta do novo protocolo preventivo para as demais regiões do Distrito Federal de forma gradual.

Conforto para as pacientes e eficiência clínica

Uma das principais vantagens práticas da nova abordagem molecular é a mudança no intervalo de monitoramento das pacientes. O exame citopatológico tradicional costumava gerar dúvidas sobre sua periodicidade, induzindo muitas mulheres a realizarem a coleta anualmente sem que houvesse necessidade clínica real.

Com o teste de DNA-HPV, a rotina foi simplificada:

  • Segurança ampliada: Devido à alta sensibilidade do teste molecular, o índice de erros é drasticamente reduzido, minimizando intervenções ou exames complementares desnecessários;

  • Janela de cinco anos: Quando o resultado do exame laboratorial dá negativo para o vírus, a paciente recebe alta para passar até cinco anos sem precisar repetir o procedimento, garantindo maior conforto físico e psicológico.

Foi o que vivenciou Letícia dos Santos, de 42 anos, que realizou o procedimento preventivo na rede de saúde: “O enfermeiro me explicou direitinho como funciona, e eu achei ótimo. Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos”, comemorou. Na visão do enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa, a tecnologia acelera a precisão diagnóstica, otimizando o encaminhamento oncológico.

Metas globais e o fluxo do diagnóstico

A implementação do teste de DNA-HPV faz parte de um plano estratégico global capitaneado pela SES-DF para tentar eliminar a doença. A estratégia se apoia em três eixos integrados: cobertura vacinal, rastreamento organizado e tratamento oportuno. Segundo a gerente de Apoio à Saúde da Família da pasta, Simone Lacerda, o câncer de colo do útero permanece como um grave problema de saúde pública, figurando entre os tipos mais frequentes na população feminina do país, apesar de ser altamente evitável se for detectado a tempo. A meta do Distrito Federal é atingir, até o ano de 2030, a marca de 90% de adolescentes vacinados contra o HPV e garantir que pelo menos 70% das mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos realizem o rastreamento periódico padronizado.

O fluxo de atendimento nas UBSs foi desenhado para dar resolutividade à mesma amostra de material biológico coletada. Se o resultado der negativo, o retorno ocorre em cinco anos. Caso o laboratório detecte a presença dos genótipos de maior gravidade oncogênica (HPV 16 ou HPV 18), a paciente é imediatamente encaminhada para o exame de colposcopia. Se for identificado qualquer um dos outros tipos de HPV de alto risco, a própria amostra já guardada é submetida a uma análise de citologia complementar. Todas as análises moleculares do DF são centralizadas e processadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF).

Palavras-chaves: DNA-HPV / Câncer de Colo do Útero / Secretaria de Saúde / SES-DF / Rastreamento / Lacen-DF / Atenção Primária / Distrito Federal

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