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Fim do PSDB: Partido histórico tem 'morte' melancólica com fusão

Fim do PSDB: Partido histórico tem 'morte' melancólica com fusão

Redação
Por: Redação
04/05/2025 às 21h33 Atualizada em 05/05/2025 às 00h33
Fim do PSDB: Partido histórico tem 'morte' melancólica com fusão
Foto: Reprodução

A sigla que um dia dividiu poder no país com o PT se juntará com o Podemos. É o ponto final de um grupo político que se uniu à extrema direita e foi engolido por ela

O PSDB e o Podemos tiveram sua fusão aprovada pela cúpula tucana nesta terça-feira (29), após reunião entre parlamentares e o presidente Marconi Perillo (PSDB). Haverá, ainda, uma convenção nacional prevista para 5 de junho, com o objetivo de debater a fusão e alterações no estatuto do partido. Ao todo, a fusão entre os partidos fará com que detenham 5% dos membros da Câmara dos Deputados – um total de 28 deputados federais. Serão também 7 senadores, 2 governadores e 400 prefeitos. Entenda O PSDB é um dos partidos ameaçados de perderem financiamento público e tempo de propaganda televisiva, já que está na lista das 11 legendas ameaçadas na Câmara. Com isso, foi necessário buscar alternativas e negociações foram feitas nos últimos meses com inúmeros partidos – desde MDB, PSD, Republicanos, e outros. Hoje, a legenda carrega apenas 13 deputados em 8 estados e, em 2026, a cláusula de barreira é de 2,5% de votos válidos ou 13 deputados distribuídos em 9 unidades federativas. Histórico do PSDB no passado Após a derrota do então tucano Geraldo Alckmin nas eleições presidenciais de 2018, o PSDB enfrentou um período de retração política. A sigla perdeu espaço em diversas esferas, incluindo a Câmara dos Deputados, e quase desapareceu nas eleições municipais de 2024. Em 2014, o partido atingiu um dos momentos mais decisivos de sua trajetória recente ao disputar a presidência: na época, disputavam o tucano Aécio Neves e a petista Dilma Rousseff (PT). No segundo turno, já com uma eleição conturbana e polarizada, o PSDB perdeu e adotou uma postura de oposição agressiva, questionando a legitimidade da vitória de sua oponente agora eleita e apoiando ativamente os movimentos que pediam seu impeachment. Essa decisão arriscada foi vista como o início da ruptura do partido, que até então era visto como de centro. A sigla começou a perder espaço para a direita mais radical (com figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro).
Fonte: Revista Fórum
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