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Saúde

TDAH: Psiquiatra destaca que conhecimento aprofundado é essencial para diagnóstico e acolhimento

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O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é um distúrbio complexo do neurodesenvolvimento que vai além da inquietação, exigindo avaliação que considere fatores biológicos e comorbidades para evitar rótulos equivocados

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um tema de crescente popularidade nas redes sociais, o que ajudou a ampliar sua visibilidade. No entanto, o psiquiatra Daniel Vasques, médico consultor da Libbs, alerta que essa popularidade pode gerar mais preocupações do que respostas, visto que muitos sintomas do TDAH podem ser causados por outras condições, como ansiedade, insônia e estresse.

Estima-se que entre $5\%$ e $8\%$ da população mundial tenha TDAH, e $70\%$ das crianças com o transtorno apresentam outra condição associada (comorbidade), como ansiedade ou dificuldades de aprendizagem.

Complexidade do TDAH

O TDAH é um distúrbio do neurodesenvolvimento, ligado a alterações no funcionamento e na maturação do cérebro. Essas alterações interferem na capacidade de atenção, no controle dos impulsos e na regulação emocional.

Vasques explica que o transtorno é mais complexo do que a ideia popular de “inquietação e impulsividade”, pois envolve fatores biológicos, genéticos e ambientais que interferem em sua manifestação. Conhecer essas nuances é crucial para um diagnóstico preciso e para evitar rótulos equivocados.

Tipos de Manifestação e Critérios de Diagnóstico

O primeiro desafio para o diagnóstico é a identificação dos sintomas, que se dividem de acordo com os três tipos de manifestação do transtorno:

  1. Predominantemente Desatento: Sintomas como falta de atenção a detalhes, erros por descuido e não terminar tarefas.

  2. Predominantemente Hiperativo-Impulsivo: Sintomas como agitar pés e mãos, remexer-se constantemente e não conseguir esperar sua vez.

  3. Combinado: Presença simultânea de sintomas de desatenção e hiperatividade-impulsividade.

Para confirmar o diagnóstico, os sintomas devem ser intensos, persistentes, estar presentes por tempo prolongado e causar prejuízo nas atividades diárias em mais de um ambiente (como em casa e no trabalho/escola).

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O especialista conclui que o cuidado com o TDAH não é focado em corrigir comportamentos, mas sim em criar um ambiente acolhedor e estruturado que promova o bem-estar do paciente.


Com informações: Daniel Vasques, médico consultor da Libbs

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