Presidente dos EUA propõe “compra pacífica” do território após ameaças recentes; especialistas alertam para estratégia de intimidação permanente na agenda global.
O cenário diplomático internacional foi novamente pautado pela imprevisibilidade de Donald Trump nesta quarta-feira (21). Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente dos Estados Unidos moderou o discurso em relação à Groenlândia, sugerindo agora uma negociação pacífica para a aquisição do território. O movimento ocorre dias após declarações agressivas de que tomaria a ilha “a qualquer custo”, gerando tensões com a Dinamarca e aliados europeus. No entanto, para analistas de relações internacionais, o aparente recuo não significa uma mudança de intenção, mas sim a aplicação de um método de negociação baseado no choque.
Segundo o professor Gilberto Maringoni, da Universidade Federal do ABC (UFABC), a postura de Trump não deve ser lida como errática. Pelo contrário, faz parte de uma tática deliberada de abrir múltiplas frentes de conflito simultâneas para “sequestrar” a atenção mundial e colocar adversários e aliados em posição defensiva. Ao lançar propostas escandalosas — como a renomeação do Golfo do México ou ameaças sobre o Canal do Panamá —, o líder norte-americano estabelece um teto de negociação extremamente alto, onde qualquer concessão subsequente parece um gesto de boa vontade, embora mantenha a essência da coerção.
A estratégia de “paz através da força” tem sido o pilar do mandato iniciado em 2025. Trump defende que medidas extremas, como a anexação da Groenlândia, seriam garantias de estabilidade global. Para Maringoni, essa lógica força o mundo a viver em constante estado de alerta, tentando prever até onde o presidente dos EUA está disposto a chegar. Esse comportamento gera trajetórias erráticas nos outros países, enquanto a bússola de Washington permanece fixada na ofensiva constante e na reafirmação da hegemonia americana sobre territórios estratégicos.
No vídeo a seguir, entenda as implicações geopolíticas da cobiça dos Estados Unidos pela Groenlândia e como o controle do Ártico tornou-se a nova fronteira da disputa por recursos naturais e rotas comerciais em 2026.
A isonomia nas relações diplomáticas parece estar em xeque sob esta nova ordem. Ao tratar territórios soberanos como ativos imobiliários passíveis de compra ou tomada, a Casa Branca desafia normas internacionais estabelecidas desde o pós-guerra. A resistência da Dinamarca e da própria população groenlandesa tem sido firme, classificando a ideia como absurda, mas a persistência de Trump em manter o assunto na pauta de Davos demonstra que ele não pretende abandonar o objetivo, apenas ajustar a retórica para diminuir o isolamento diplomático imediato.
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O impacto humanizado dessa política reflete-se na incerteza vivida pelas populações dos territórios mencionados nas ameaças de Trump. Seja na Venezuela ou no Panamá, a retórica de intervenção direta gera instabilidade econômica e medo. O método Trump de “ser violento para trazer tranquilidade” é uma inversão da diplomacia tradicional, transformando a segurança global em uma mesa de apostas onde o presidente dos EUA detém a maioria das cartas. A agenda global, antes focada em cooperação climática e desenvolvimento, agora se vê obrigada a reagir a cada novo rompante vindo do Salão Oval.
Para o Brasil e outros países do Sul Global, essa postura exige um pragmatismo redobrado. O realinhamento das forças internacionais e o uso da intimidação como ferramenta de governança indicam que o ano de 2026 será de desafios profundos para a manutenção da soberania e do direito internacional. A capacidade de Trump de pautar o que é discutido em Davos, mesmo sob críticas, prova que seu método de intimidação permanente continua sendo sua arma política mais eficaz.
Enquanto o mundo assiste ao ensaio de recuo sobre a Groenlândia, a pergunta que paira nos corredores de Davos é: qual será o próximo alvo? A estratégia de Trump garante que ninguém tenha a resposta, mantendo o poder de iniciativa concentrado em suas mãos enquanto o relógio da geopolítica corre conforme suas próprias regras.
Banco Central mantém juros no maior nível em quase 20 anos, mas comunicado unânime abre caminho para flexibilização monetária caso cenário econômico permaneça estável
Em sua primeira reunião de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a Taxa Selic em 15% ao ano. O resultado já era aguardado pelo mercado financeiro, consolidando a quinta manutenção consecutiva dos juros básicos no patamar mais elevado desde julho de 2006.
A grande novidade, no entanto, veio no comunicado oficial. O Banco Central confirmou a intenção de iniciar a redução dos juros na próxima reunião, em março, desde que a inflação continue sob controle e não surjam novos choques econômicos.
O Cenário da Inflação em 2026
A decisão de manter os juros altos ocorre em um momento de alívio nos preços. Em 2025, a inflação oficial (IPCA) fechou em 4,26%, o menor índice anual desde 2018, situando-se dentro do teto da meta estabelecida.
Indicador
Situação Atual
Taxa Selic
15% ao ano
IPCA (Acumulado 2025)
4,26%
Meta de Inflação
3% (tolerância até 4,5%)
Projeção PIB 2026
1,6% a 1,8%
O Novo Sistema de Meta Contínua
Desde janeiro de 2026, o Brasil opera sob o sistema de meta contínua. Diferente do modelo anterior, onde a meta era verificada apenas no fechamento de dezembro, agora a apuração é feita mês a mês, considerando sempre os últimos 12 meses acumulados. Isso dá ao Banco Central mais flexibilidade para ajustar a política monetária sem a pressão do calendário civil.
Impacto no Bolso do Consumidor
A manutenção da Selic em 15% significa que o crédito continua caro para o cidadão comum e para o empresário. Juros altos servem para frear o consumo e segurar a inflação, mas também dificultam o financiamento de imóveis, veículos e investimentos produtivos.
“O Comitê antevê iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou a nota do BC.
Desfalque na Diretoria
A reunião ocorreu com o colegiado incompleto, já que os mandatos de dois diretores expiraram no fim de 2025. As novas indicações do presidente Lula devem ser enviadas ao Senado em fevereiro, após o recesso parlamentar, o que pode influenciar o tom das discussões na reunião decisiva de março.
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Com informações: Agência Brasil, Banco Central do Brasil
Polícia Civil de Santa Catarina monta esquema de segurança no aeroporto para evitar linchamentos no retorno dos jovens; três adultos foram indiciados por coação de testemunhas
O caso que chocou o país pela crueldade contra animais em Florianópolis ganhou um novo capítulo. Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha e pela tentativa de afogamento de outro cachorro, batizado de Caramelo, estão atualmente nos Estados Unidos em uma viagem de formatura para a Disney.
Segundo a Polícia Civil, a viagem já estava planejada há cerca de um ano e não teria relação direta com a fuga das investigações. No entanto, o retorno dos jovens preocupa as autoridades: o delegado-geral Ulisses Gabriel confirmou que será montada uma operação especial no aeroporto de Florianópolis para garantir a segurança dos 115 estudantes que compõem o grupo, já que há convocações de protestos inflamados para a data do desembarque.
Detalhes das agressões e novas provas
As investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção ao Animal revelaram que os atos de “pura maldade”, como definiu o governador Jorginho Mello, foram registrados por câmeras e confirmados por testemunhas.
Cão Orelha: O animal não resistiu aos ferimentos após o ataque brutal dos jovens.
Cão Caramelo: Outro animal foi arremessado ao mar pelo grupo. Felizmente, ele conseguiu escapar e foi adotado pelo próprio delegado-geral da Polícia Civil catarinense.
Perfil dos envolvidos: O governador destacou que os suspeitos são jovens de “famílias estruturadas”, reforçando que “não importam os sobrenomes, a lei será cumprida”.
Coação de testemunhas e influência
A Polícia Civil indiciou nesta terça-feira (27) três adultos que estariam tentando obstruir a justiça. De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, os indiciados utilizaram frases de efeito como “você sabe com quem está falando?” e fizeram ameaças diretas, incluindo a destruição de veículos, para intimidar quem presenciou os crimes.
O caso tomou proporções nacionais, mobilizando celebridades e ativistas da causa animal, como Luisa Mell, que acompanhou a última coletiva de imprensa na sede da Polícia Civil.
O que diz a Lei (ECA) para casos de maus-tratos:
Como os principais agressores são menores de idade, o processo segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):
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Ato Infracional: A agressão a animais é tipificada como crime de maus-tratos, mas para menores é tratada como ato infracional.
Medidas Socioeducativas: Podem variar de advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação em casos graves.
Responsabilidade dos Pais: Os responsáveis podem responder civilmente pelos danos causados pelos filhos.
Palavras-Chave: caso cão orelha Florianópolis, maus-tratos animais Santa Catarina, adolescentes Disney cão Orelha.
Com informações: ICL Notícias, FolhaPress, Polícia Civil de SC
Medida garante tempo extra para quem foi prejudicado por instabilidades no sistema; cerca de 4,2 milhões de brasileiros já receberam o ressarcimento de mensalidades não autorizadas
O Governo Federal anunciou a prorrogação do prazo para que aposentados e pensionistas do INSS solicitem a devolução de descontos indevidos em seus benefícios. Agora, os segurados têm até o dia 20 de março de 2026 para registrar o pedido de ressarcimento.
A decisão foi tomada após o portal e o aplicativo Meu INSS apresentarem instabilidades técnicas que dificultaram o acesso na última semana. Além disso, uma paralisação programada nos sistemas da Dataprev entre os dias 28 e 30 de janeiro motivou a extensão do prazo para garantir que nenhum beneficiário seja prejudicado.
Balanço do Ressarcimento
O esforço para corrigir cobranças abusivas de associações e entidades já apresenta resultados expressivos:
4,2 milhões de beneficiários já foram ressarcidos.
R$ 2,8 bilhões já retornaram ao bolso dos aposentados.
850 mil pessoas ainda estão habilitadas a solicitar a devolução.
Quem tem direito ao acordo?
O ressarcimento é destinado a quem se enquadra nos seguintes critérios estabelecidos pelo INSS:
Período: Sofreu descontos de mensalidades associativas não autorizadas entre março de 2020 e março de 2025.
Tentativa de Solução: Contestou o valor junto à entidade e não obteve resposta em 15 dias úteis, ou recebeu uma resposta com provas inválidas (como assinaturas falsas).
Processos Judiciais: Quem já possui ação na justiça pode aderir ao acordo administrativo, desde que desista do processo judicial.
Passo a Passo: Como solicitar a devolução
Para garantir o seu dinheiro de volta, siga este roteiro simplificado:
Registre a Reclamação: Acesse o “Meu INSS”, ligue para o 135 ou vá a uma agência dos Correios.
Aguarde 15 dias: É o prazo para a entidade responder. Se não houver retorno ou a resposta for irregular, o sistema liberará a opção de acordo.
Assine o Acordo: A adesão deve ser feita exclusivamente pelo Meu INSS ou nos Correios (o telefone 135 não faz este serviço).
No app, vá em “Consultar Pedidos” -> “Cumprir Exigência”.
No final da página, marque “Sim” no campo “Aceito receber” e envie.
Alerta de Segurança
O INSS reforça que não entra em contato por telefone ou WhatsApp para pedir senhas ou dados bancários para este ressarcimento. Todo o processo deve ser feito pelos canais oficiais para evitar novos golpes.
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Com informações: Ministério da Previdência Social, PT e Agência Brasil
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