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A história da luta pela terra no Brasil é também uma história de disputa de sentidos. Desde o início do século XX, a forma como a sociedade percebe a reforma agrária tem sido influenciada por uma cobertura jornalística que, segundo analistas e movimentos populares, reflete os interesses dos grandes latifundiários e do agronegócio.
Neste cenário, ocupações e protestos são frequentemente tratados como “casos de polícia”, silenciando as motivações sociais e a vida cotidiana dentro dos acampamentos e assentamentos.
Uma das principais críticas à cobertura tradicional é a omissão sobre a organização interna dos territórios. Perguntas fundamentais para entender o movimento raramente chegam ao grande público:
Como se organiza a educação das crianças em áreas de ocupação?
Como funciona a produção de alimentos via agroecologia?
De que forma as assembleias decidem o futuro da comunidade?
Para os movimentos de base, a invisibilidade desses processos é uma forma de violência simbólica, pois impede que o trabalhador rural seja visto como um sujeito político e propositivo.
Entre 19 e 23 de janeiro de 2026, Salvador (BA) foi palco do 14º Encontro Nacional do MST, celebrando 42 anos de existência do movimento. O evento não foi apenas um espaço de balanço, mas de conquistas políticas concretas:
Novos Assentamentos: Foram anunciados decretos, posteriormente assinados pelo presidente Lula, que destinam áreas de antigas fazendas para a reforma agrária.
Internacionalismo: O encontro serviu de palanque para denúncias internacionais, incluindo o caso do sequestro de autoridades venezuelanas, citado nominalmente por Lula em seu discurso de indignação.
A comunicação surge, neste contexto, como uma arma estratégica. Veículos como o Brasil de Fato defendem um jornalismo que parte do ponto de vista do trabalhador, tratando a reforma agrária não como um problema jurídico-policial, mas como uma solução para o colapso ambiental e social.
A aposta é na agroecologia e na soberania alimentar como caminhos para um futuro sustentável, contrapondo-se ao modelo de concentração de terras.
Com informações: Brasil de Fato
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