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Ciência

Supernovas “fantasmas” podem revelar a velocidade real da expansão do Universo

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Fenômeno de lente gravitacional fará com que a luz de uma explosão ocorrida há 10 bilhões de anos retorne à Terra daqui a 60 anos; cientistas usam o James Webb para prever o futuro

Imagine ver uma explosão hoje e saber, com precisão matemática, que ela “reaparecerá” no céu daqui a 60 anos. É exatamente isso que pesquisadores do programa VENUS anunciaram durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana.

As supernovas SN Ares e SN Athena foram capturadas através de uma “lupa cósmica” natural: aglomerados de galáxias tão massivos que dobram o espaço-tempo, criando múltiplas imagens do mesmo evento em tempos diferentes.

O Mistério da Expansão: A Tensão de Hubble

Atualmente, a ciência tem um problema: dependendo de onde olhamos, o Universo parece expandir-se a velocidades diferentes.

  • Radiação Cósmica (Universo jovem): Indica uma taxa de 67 km/s por megaparsec.

  • Estrelas Cefeidas (Universo local): Indica uma taxa de 73 km/s por megaparsec.

Essa diferença de 9% é o que os astrônomos chamam de “Tensão de Hubble”. As supernovas com lentes gravitacionais são a “terceira via” para conferir esses dados de forma independente.

SN Ares e SN Athena: As Mensageiras

  • SN Ares: Explodiu há quase 10 bilhões de anos. Sua luz foi dividida em três imagens. Uma já chegou; as outras duas, que viajam por um caminho mais “curvo” e demorado, só chegarão em 2086 (60 anos de atraso).

  • SN Athena: Um caso mais próximo. Os cientistas preveem que sua imagem atrasada aparecerá nos telescópios nos próximos 1 ou 2 anos.

O Destino do Universo

Ao medir o atraso exato entre essas imagens, os cientistas podem calcular a distância física real e a taxa de expansão do cosmos. Isso ajudará a prever o fim de tudo:

  1. Big Crunch: O Universo para de crescer e colapsa sobre si mesmo.

  2. Big Freeze: O Universo se expande para sempre até ficar frio e escuro.

“A lente gravitacional transforma aglomerados de galáxias nos telescópios mais poderosos da natureza”, afirma Seiji Fujimoto, astrofísico da Universidade de Toronto.

[Image comparing the Hubble and James Webb views of the same deep space field, showing the incredible detail and depth of the new observations]

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Com informações: Live Science / NASA / ESA / Sociedade Astronômica Americana

 

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