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Natureza

O “Calcanhar de Aquiles” do Tubarão: Acidificação dos oceanos está corroendo os dentes do predador

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Estudo inédito de cientistas alemães revela que o aumento de CO₂ na água enfraquece a estrutura dentária dos tubarões, ameaçando seu papel no topo da cadeia alimentar

Cientistas da Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf, na Alemanha, publicaram um alerta na revista Frontiers in Marine Science que pode mudar o futuro dos oceanos. Segundo a pesquisa, a acidificação das águas — causada pela absorção de dióxido de carbono (CO₂) proveniente da queima de combustíveis fósseis — está provocando rachaduras, perfurações e corrosão nos dentes dos tubarões.

Como o dente do tubarão é afetado?

Os pesquisadores analisaram mais de 600 dentes de tubarões-de-pontas-negras-de-recife. Ao expô-los aos níveis de acidez projetados para o futuro, o resultado foi alarmante:

  • Corrosão Estrutural: Os dentes ficaram mais frágeis e propensos a quebrar durante a caça.

  • Impacto Ecológico: Sem dentes afiados e resistentes, o tubarão perde a capacidade de controlar as populações de peixes, o que pode causar um colapso em todo o ecossistema marinho.

  • Projeção Sombria: Estima-se que os oceanos se tornem 10 vezes mais ácidos até o ano de 2300 se o ritmo atual de emissões continuar.

Sobreviventes de 400 milhões de anos

Apesar da descoberta, especialistas lembram que os tubarões são “mestres da sobrevivência”. Eles já passaram por diversas extinções em massa e mudanças climáticas drásticas ao longo de centenas de milhões de anos.

  • O lado positivo: Como os dentes dos tubarões se desenvolvem dentro do tecido da boca e são trocados constantemente, eles possuem uma proteção natural temporária contra a química da água.

  • A maior ameaça: Para muitos biólogos, embora a acidificação seja preocupante, a sobrepesca ainda é o perigo mais imediato, sendo responsável por colocar um terço das espécies de tubarões em risco de extinção hoje.

O “Efeito Dominó” nos Mares

A acidificação não afeta apenas os dentes dos predadores. Ela é devastadora para:

  1. Mariscos e Ostras: Dificulta a formação das conchas.

  2. Peixes Comuns: Torna as escamas mais fracas e quebradiças.

  3. Corais: Impede o crescimento dos recifes, que são o “berçário” da vida marinha.


Com informações: Associated Press (AP) / Universidade Heinrich Heine / ECO

 

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