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O Brasil encerrou o ano de 2025 com números que escancaram feridas históricas, mas que também revelam uma sociedade menos tolerante à impunidade. Foram mais de 4,5 mil denúncias de trabalho escravo registradas no Disque 100 — o maior volume da série histórica — e 8.730 novos processos por racismo na Justiça.
Especialistas e autoridades, reunidos no Encontro Nacional de Combate ao Racismo (realizado em 30 e 31 de janeiro de 2026, na sede do PT em Brasília), apontam que o aumento nos registros é reflexo de três fatores principais:
Consciência Social: O racismo deixou de ser visto como “algo normal” para ser nomeado como crime.
Equiparação Legal: A lei que equiparou a injúria racial ao crime de racismo tornou a punição mais rigorosa e facilitou a denúncia.
Redes de Apoio: A presença do debate racial em escolas, universidades e redes sociais encoraja especialmente a juventude negra a não se calar.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destaca que o país ainda luta contra práticas herdadas de quatro séculos de escravidão. Segundo o Painel de Monitoramento, no ambiente digital, 90% das vítimas de racismo são pessoas negras. No caso do trabalho escravo, o setor doméstico continua sendo um dos mais críticos, onde a informalidade e a falsa noção de “ajuda” escondem condições degradantes de trabalho.
Se você presenciar ou for vítima de racismo ou trabalho escravo, utilize os canais oficiais. A denúncia pode ser anônima:
Nacional (Disque 100): O principal canal para violações de Direitos Humanos.
No Distrito Federal (Disque 156 – Opção 7): Atendimento específico do GDF para situações de racismo e injúria racial.
Justiça do Trabalho (Sistema Ipê): Plataforma específica para denúncias de trabalho escravo.
Delegacias Especializadas: No DF, você pode procurar a DECRIN (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação).
“Denunciar o racismo é um direito e um ato de resistência coletiva. Cada denúncia ajuda a quebrar o ciclo da impunidade”, afirma Martvs das Chagas, secretário nacional de Combate ao Racismo do PT.
Com informações: Agência Brasil / Ministério dos Direitos Humanos / PT
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