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Os governos do Brasil, Chile e México formalizaram, nesta segunda-feira (2), a indicação da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio, realizado pelo presidente chileno Gabriel Boric no Palácio de La Moneda, contou com o endosso direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente mexicana Claudia Sheinbaum.
A articulação busca garantir que a organização, em seus 80 anos de história, seja liderada por uma mulher. Bachelet, de 74 anos, possui uma trajetória consolidada no sistema multilateral, tendo sido a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Em suas redes sociais, o presidente Lula destacou que o currículo de Bachelet a credencia para o posto máximo da diplomacia global. Além de ter presidido o Chile por dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018), ela foi pioneira ao ocupar os ministérios da Defesa e da Saúde em seu país.
Segundo a nota oficial do Itamaraty, a candidatura reflete o compromisso dos três países com o fortalecimento do multilateralismo em um cenário global de conflitos crescentes e crises climáticas. A experiência de Bachelet em mediar diálogos complexos é vista como um diferencial para uma gestão que se iniciará em 1º de janeiro de 2027.
O atual secretário-geral, o português António Guterres, encerra seu segundo mandato em 31 de dezembro de 2026. O processo de escolha do sucessor iniciou-se formalmente no final de 2025, seguindo o cronograma:
Apresentação de Candidaturas: Os nomes devem ser indicados por Estados-membros.
Recomendação do Conselho de Segurança: Prevista para julho de 2026, a indicação precisa de consenso entre os membros permanentes (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).
Eleição na Assembleia Geral: Após a recomendação, os 193 países membros votam a aprovação do nome.
A sucessão de Guterres promete ser uma das mais disputadas da história da organização. Embora o cargo seja rotativo entre as regiões do globo, existe um forte consenso internacional de que é o momento de uma liderança feminina e, preferencialmente, da América Latina.
Além de Bachelet, outros nomes da região figuram como potenciais candidatos ou já formalizaram interesse:
Rafael Grossi (Argentina): Atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Rebeca Grynspan (Costa Rica): Secretária-geral da Unctad.
Mia Mottley (Barbados): Primeira-ministra e voz ativa na pauta climática.
Alicia Bárcena (México): Ex-secretária-executiva da Cepal.
A candidatura tripartite de Bachelet (Chile, Brasil e México) tenta consolidar um bloco de peso para evitar divisões no continente e fortalecer a influência da região na reforma das instituições globais.
Com informações: Agência Brasil
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