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Um ato grevista em frente à multinacional Brose do Brasil, em São José dos Pinhais (PR), terminou em confronto e violência policial na manhã desta quarta-feira (4). Imagens registradas no local mostram agentes da Polícia Militar do Paraná (PMPR) utilizando spray de pimenta contra manifestantes e imobilizando com um “mata-leão” o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Nelson Silva de Souza, de 60 anos.
A greve, iniciada em 28 de janeiro, busca melhorias nas condições de trabalho e remuneração na fabricante de peças automotivas. Segundo o sindicato, a empresa tem adotado práticas antissindicais, utilizando a força policial para impedir a realização de assembleias e pressionar os funcionários a retornarem aos postos de trabalho.
A confusão ocorreu na Rua Max Brose, via de acesso exclusivo à fábrica. Relatos e vídeos apontam que policiais dispararam spray de pimenta diretamente no rosto de trabalhadoras, que precisaram de atendimento emergencial do Samu. O dirigente detido, conhecido como Nelsão da Força, foi algemado pelas costas enquanto estava caído ao solo, sem apresentar reação visível à detenção.
Em nota oficial, a PMPR justificou a ação alegando que Souza teria desacatado ordens policiais e impedido o livre exercício do trabalho de cerca de 30 funcionários que desejavam entrar na unidade. A corporação afirmou ter utilizado o “uso diferenciado e seletivo da força” para cumprir a lei após resistência à prisão.
Os metalúrgicos da Brose do Brasil decidiram pela paralisação devido à defasagem salarial e à ausência de benefícios comuns no setor automotivo. Atualmente, o salário médio na planta é de R$ 2.500,00, acrescido de um vale-mercado de R$ 500,00.
As principais pautas do movimento incluem:
PLR: Implementação da Participação nos Lucros e Resultados, que não é paga pela empresa;
Reajuste Salarial: Reposição da inflação (INPC) mais um aumento real de 2,5%;
Equiparação: Ajuste do vale-mercado aos valores praticados por outras empresas do mesmo segmento na região metropolitana de Curitiba;
Jornada de Trabalho: Discussão sobre a carga horária e escalas.
A conduta da polícia sob o governo de Ratinho Junior (PSD) foi duramente criticada por entidades de classe e partidos políticos. A CUT e o diretório estadual do PT manifestaram repúdio à agressão, classificando a ação como uma violação do direito constitucional à greve. O PT cobrou o afastamento dos policiais envolvidos e a libertação imediata do dirigente sindical.
Até o fechamento desta edição, a multinacional Brose do Brasil e o Ministério Público do Trabalho não haviam se manifestado sobre as agressões ou sobre o andamento das negociações com os grevistas.
Com informações: ICL Notícias
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