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Agropecuária

Normas de vacinação contra brucelose no Distrito Federal são atualizadas

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Medida fortalece as ações de prevenção e controle dessa doença

Uma nova portaria publicada pelo Governo do Distrito Federal visa aprimorar a luta contra a brucelose no DF. A Portaria nº 161, já em vigor, atualiza as normas relacionadas à obrigatoriedade da vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas. A medida fortalece as ações de prevenção e controle dessa doença infecciosa que representa riscos tanto para a saúde animal quanto para a humana.

A obrigatoriedade da vacinação é uma das medidas para unidades da Federação com a classificação de risco B, como o Distrito Federal, dentro do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). O objetivo principal é controlar e, a longo prazo, erradicar a brucelose dos rebanhos do DF.

“Esta portaria representa um grande avanço do Governo do Distrito Federal nas estratégias de defesa sanitária animal”, afirmou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. “A obrigatoriedade da vacinação nas fêmeas jovens é um passo crucial para interromper o ciclo da doença e proteger não apenas os nossos rebanhos, mas também a saúde da população do Distrito Federal.”

A vacinação só pode ser realizada por médicos veterinários devidamente cadastrados no Órgão Executor de Sanidade Agropecuária do DF (OESA/DF). A portaria esclarece sobre o uso das duas vacinas: a B19, destinada somente a bezerras entre 3 e 8 meses; e a RB51, que pode ser utilizada em animais a partir de 3 meses, conforme orientação técnica. É importante ressaltar que a vacina RB51 não é recomendada para fêmeas bubalinas.

“As campanhas de vacinação permanecem semestrais, nos períodos de 1º de janeiro a 30 de junho e de 1º de julho a 31 de dezembro”, explicou Pablo Marsiaj, Gerente de Sanidade Animal da Seagri. “Os produtores que possuem bezerras em idade vacinal terão até o final de cada etapa para apresentar ao OESA/DF o atestado de vacinação emitido por médico veterinário e a nota fiscal da compra da vacina. O descumprimento dessas exigências poderá resultar no bloqueio da movimentação dos animais e na aplicação de multas.”

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Agropecuária

Fitossanidade brasileira: lições de 2025 projetam futuro promissor para o agronegócio

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Especialistas do CCAS destacam eficiência regulatória, recordes no registro de bioinsumos e a importância de dados oficiais para a sustentabilidade do setor

O ano de 2025 consolidou-se como um marco para a fitossanidade no Brasil, revelando maturidade institucional e avanços estratégicos em três frentes principais: a modernização do registro de defensivos, a expansão acelerada dos bioinsumos e o fortalecimento da vigilância sanitária. Segundo Luis Eduardo Pacifici Rangel e Carlos Ramos Venâncio, membros do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), o país conseguiu equilibrar a pressão internacional com uma agenda regulatória funcional, mesmo diante de incertezas legais. O balanço do ano aponta que a integração entre órgãos como Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura permitiu destravar filas históricas, garantindo maior competitividade e diversidade tecnológica no campo.

Um dos grandes destaques foi o setor de bioinsumos, que manteve um crescimento acelerado e culminou na apresentação da primeira minuta do decreto regulador pela pasta da Agricultura. Paralelamente, os registros de agrotóxicos atingiram números recordes — mais de 800 novas marcas —, o que, segundo os especialistas, reflete a liberação de demanda reprimida e não necessariamente um aumento no consumo, mas sim uma redução na concentração de mercado. O uso de evidências científicas e dados oficiais de comercialização e resíduos de alimentos (PARA) reforçou a segurança dos produtos brasileiros, com os menores índices de risco agudo da série histórica.

Avanços e desafios da agenda fitossanitária

O cenário de 2025 mostrou que a tecnologia e a vigilância são os pilares da credibilidade internacional do agro:

  • Inovação Digital: A entrada em operação do primeiro módulo do SISPA e da plataforma Flora (Anvisa) trouxe agilidade e transparência ao ciclo de vida dos produtos.

  • Bioinsumos em Foco: O Brasil se consolidou como um dos maiores mercados mundiais de controle biológico, com a criação de marcos regulatórios específicos para o setor.

  • Vigilância Fitossanitária: A atuação decisiva do Vigiagro foi essencial para conter pragas quarentenárias, como a mosca-da-carambola, protegendo polos exportadores de frutas.

  • Dados Oficiais: A integração de estatísticas do Ibama e do MAPA permitiu a criação de indicadores de desempenho regulatório superiores aos de muitos países europeus.

Riscos internacionais e prevenção silenciosa

Apesar do otimismo interno, o ambiente global exige cautela redobrada. O aumento do fluxo de mercadorias e as mudanças climáticas elevaram o risco de disseminação de pragas que podem gerar barreiras comerciais imediatas. Notificações sobre pragas quarentenárias em cargas de soja e a detecção de espécimes suspeitos na região Norte serviram como alertas para a necessidade de triplicar a atenção na logística de exportação. A resposta institucional consistente em 2025 provou que a prevenção silenciosa é a melhor defesa contra crises reputacionais no mercado externo.


Com informações: CCAS e Alfapress Comunicações

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Agropecuária

Greenpeace critica saída da Abiove da Moratória da Soja após fim de benefícios fiscais em MT

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Associação abandonou acordo de desmatamento zero após entrada em vigor da Lei 12.709/2024; entidade ambientalista alerta para riscos ambientais e reputacionais

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída da Moratória da Soja, acordo que desde 2006 impede a comercialização de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia. A decisão foi motivada pela entrada em vigor da Lei estadual 12.709/2024, em Mato Grosso, que retira benefícios fiscais de empresas que participam de pactos restritivos à expansão agrícola em áreas legalmente passíveis de exploração. Com a medida, a Abiove e suas associadas optaram por preservar incentivos bilionários — estimados em R$ 4,7 bilhões nos últimos anos — em detrimento do compromisso ambiental.

O Greenpeace Brasil reagiu duramente à decisão, classificando-a como uma escolha empresarial e não uma imposição legal. Segundo Rômulo Batista, coordenador de campanhas da organização, a saída do acordo coloca em xeque a credibilidade das empresas perante investidores e mercados internacionais. A Moratória da Soja é amplamente reconhecida por ter reduzido o desmatamento em 69% nos municípios monitorados entre 2009 e 2022, sendo um pilar fundamental para a governança ambiental na Amazônia.

Impactos da decisão e o dilema das tradings

A saída do pacto gera preocupações sobre o futuro da preservação do bioma e a imagem do setor:

  • Riscos Reputacionais: Ao abandonar o acordo, as empresas assumem o risco de entregar ao mercado global uma soja vinculada ao desmatamento pós-2008.

  • Questionamento Judicial: A constitucionalidade da lei de Mato Grosso está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal (ADI 7774), sob o argumento de que ela penaliza quem vai além da proteção mínima exigida por lei.

  • Dilema Econômico: As empresas signatárias enfrentaram a escolha entre manter o compromisso de desmatamento zero ou perder o acesso a benefícios fiscais estaduais em Mato Grosso, o maior produtor do grão no país.

  • Precedente Perigoso: Ambientalistas alertam que a medida premia o retrocesso ambiental e enfraquece iniciativas voluntárias de sustentabilidade que historicamente ajudaram a proteger a Amazônia e o Cerrado.

O papel da Moratória da Soja

A Moratória foi estabelecida em 2006 como resposta à pressão de consumidores internacionais e organizações da sociedade civil. O mecanismo monitora áreas desmatadas e impede que tradings comprem soja dessas propriedades, garantindo que a expansão da cultura ocorra em áreas já convertidas. O fim da participação da Abiove na iniciativa representa um dos maiores golpes ao acordo desde a sua criação, ocorrendo após tentativas anteriores de suspensão pelo Cade que haviam sido barradas pela Justiça.


Com informações: ECO

 

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Agropecuária

Cultivo de cacau com espécies nativas revoluciona produção sustentável na Bahia

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Integração estratégica entre o cacau e árvores da Mata Atlântica gera lucro com madeira de alto valor e protege plantações contra pragas

No Sul da Bahia, uma nova visão sobre a silvicultura está transformando a paisagem produtiva. Produtores locais estão adotando um modelo que une o cultivo do cacau ao plantio de árvores nativas selecionadas, inspirando-se no tradicional sistema Cabruca. A prática, que antes era vista como de alto custo e longo prazo, agora se consolida como uma estratégia de sociobioeconomia que permite o corte seletivo de madeiras valiosas no futuro, sem recorrer ao desmatamento.

O diferencial deste modelo é a seleção rigorosa de matrizes da Mata Atlântica que passam por melhoramento genético. Ao plantar essas espécies junto ao cacaueiro, o agricultor cria um sistema produtivo otimizado: as árvores nativas fornecem o sombreamento ideal, protegem o solo e ajudam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, a biodiversidade atraída por essas árvores, como polinizadores naturais, impacta diretamente na qualidade e na quantidade dos frutos colhidos.

Benefícios ambientais e combate a pragas

A integração florestal funciona como uma barreira natural e melhora o microclima, o que tem se mostrado eficiente no combate à vassoura-de-bruxa, praga que historicamente assola a região. O enriquecimento do solo e a manutenção da umidade reduzem a dependência de insumos químicos, tornando o cacau baiano mais resistente e atrativo para o mercado internacional, que valoriza produtos de baixo carbono.

Vantagens do sistema consorciado

  • Renda extra: Venda futura de madeira tropical de origem sustentável e certificada.

  • Serviços ambientais: Proteção de nascentes, melhoria da qualidade da água e atração de abelhas.

  • Controle biológico: Redução de pragas e doenças através do equilíbrio do ecossistema.

  • Conservação: Fortalecimento do corredor de biodiversidade da Mata Atlântica.

Ao ampliar a oferta de madeira legal e livre de desmatamento, o modelo reduz a pressão sobre as florestas nativas e oferece um caminho viável para o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.


Com informações: ECO

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