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Para muitas pessoas trans e travestis, a jornada em busca de um teto começa com uma ruptura traumática. Dados da Habitat para a Humanidade Brasil revelam que, em São Paulo, quase um terço das pessoas trans é expulsa ou sai de casa antes dos 15 anos. Sem o apoio da rede familiar e enfrentando barreiras no mercado formal de aluguel, o destino frequente são ocupações, abrigos ou o mercado informal em áreas periféricas.
A precariedade habitacional não é apenas sobre a falta de uma parede firme; é sobre onde essas moradias estão localizadas. A reportagem destaca que essa população é empurrada para:
Áreas de Risco: Encostas e regiões sujeitas a alagamentos, onde o valor do aluguel “de boca” é o único acessível.
Insalubridade: Prédios com infiltrações, mofo e saneamento precário, que agravam problemas de saúde como alergias e rinite.
Insegurança Social: Exposição a assédios e violências de vizinhos, sem a proteção do Estado ou de contratos formais.
“A moradia talvez seja um dos pontos mais latentes para essas injustiças climáticas, porque é um nível de insegurança que eu nem sei explicar”, desabafa Sareh Benjamin, professor e biólogo.
Um dos maiores desafios para 2026 é a ausência de dados oficiais. O Brasil ainda não realiza um levantamento quantitativo adequado sobre a realidade habitacional trans, o que torna as soluções “tímidas” ou inexistentes.
Mercado de Aluguel: Muitas imobiliárias recusam-se a alugar para pessoas trans, mesmo quando há renda, forçando-as à informalidade.
Falta de Recorte Específico: Programas de habitação do governo, como o Minha Casa Minha Vida, ainda carecem de cotas ou recortes que priorizem essa população vulnerável.
Diante da proximidade da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) no Brasil, movimentos como a Liga João W. Nery lançaram a Agenda de Políticas Públicas para Pessoas Trans 2030. As propostas incluem:
Justiça Climática Interseccional: Soluções que considerem raça, gênero e território.
Programas de Abrigo e Aluguel Social: Benefícios voltados especificamente para a comunidade trans, priorizando profissionais do sexo e famílias LGBTQIA+.
Moradia Digna como Direito Humano: Combate à discriminação em imobiliárias e criação de redes de acolhimento estatais.
Com informações: Carín Nuru / Diplomatique / Habitat para a Humanidade
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