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O texto destaca uma dicotomia de valores entre a geração Z: enquanto mulheres nessa faixa etária (18-30 anos) são mais conscientes das pautas feministas, os homens se mostram expressivamente mais conservadores. Essa assimetria alimenta tendências como as tradwives (“esposas-troféu”), que buscam docilizar a autenticidade feminina para um modelo patriarcal “palatável”.
A Fraude do “Homem Provedor”: A fantasia do “homem provedor” mascara uma frustração de gênero, pois esse modelo é financeiramente insuficiente na realidade neoliberal e cobra das mulheres “dívidas simbólicas” em troca de sustentação.
Corrosão dos Vínculos: A precariedade e a terceirização do trabalho comprometem a formação de vínculos saudáveis. A indisponibilidade afetiva masculina é vista como um “investimento psíquico enorme” que aprofunda polarizações tóxicas, levando a uma regressividade relacional (formas infantis de demanda).
O esvaziamento do campo afetivo enfraquece a resistência afetiva (a força interna para sustentar vínculos e acolher a vulnerabilidade). Nesse ambiente, expectativas femininas legítimas são confundidas com o ideal masculinista do “provedor-reformado” – exemplificado na figura do “calvo do Campari”.
Naturalização da Violência: Sujeitos nesse contexto naturalizam e exploram a violência como uma espécie de “criptomoeda sexual”, seja em microviolências cotidianas ou em atos sexuais violentos, como tentativa de restaurar uma ordem imaginária de dominância.
Monetização do Ódio: Inúmeros conteúdos online sobre “conquista” são monetizados, ensinando abordagens de humilhação e rebaixamento da mulher. A rejeição feminina é tratada como “incompetência” delas, e não do homem, convertendo o consentimento negado em ressentimento masculino destrutivo.
Propaganda Extremista: A extrema direita articula essa dinâmica como propaganda política, tentando recuperar valores patriarcais rejeitados por novas gerações (liderança autoritária, tutela moral e controle da subjetividade feminina). A violência simbólica e relacional deixa de ser apenas sintoma para se tornar uma ferramenta política autodirigida.
O texto conclui que a violência contra a mulher não é apenas cultural ou simbólica, mas econômica e estrutural.
“Produzir desigualdade de gênero é assegurar o próprio funcionamento interno do capitalismo.”
A sustentação das crises e a imposição de modelos contraditórios de representatividade feminina (como a candidatura de Michelle Bolsonaro) servem ao domínio conservador. O desafio é reconhecer que a disputa pelo desejo, corpo e afetividade está interligada à disputa pelo poder, e resistir exige a reconstituição coletiva de um horizonte de dignidade e liberdade.
Com informações: Diplomatique
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