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Acessibilidade: MPDFT promove debate sobre estratégias de inclusão nas escolas

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Seminário discutiu os avanços da Lei Brasileira de Inclusão, que completou 10 anos, e os desafios enfrentados por instituições de ensino para garantir inclusão plena e aprendizagem para todos os alunos

O procurador-geral de justiça, Georges Seigneur, destacou que a inclusão precisa ser tratada em todas as esferas e níveis sociais para possibilitar a construção de uma sociedade justa e solidária. “É um dever nosso como Estado e como sociedade atuar de forma conjunta, buscando a integração para que todas as pessoas possam ter acesso à educação, e não pode ser diferente com a pessoa com deficiência. Eventos como esse são fundamentais para garantir o exercício da cidadania a todos”, disse.

Presente no evento, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou que a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) é uma conquista histórica e um marco legal fundamental para assegurar o direito das pessoas com deficiência em todo o território nacional, especialmente no que se refere à garantia de uma trajetória escolar acessível e de qualidade. “A LBI é uma declaração de compromisso do Estado com a equidade e a justiça social, além da educação, como direito inegociável. A inclusão não é um favor, é um dever. A escola é um dos principais locais onde esse direito se concretiza. É na sala de aula, nos corredores e nos recreios que aprendemos o valor da convivência com a diversidade”, pontuou.

O promotor de justiça da Proped, José Theodoro Carvalho, enfatizou que cooperação, inclusão e diversidade são importantes para a formação contínua da sociedade. Ele avaliou que o objetivo do seminário foi possibilitar que todos pudessem aprender, além de discutir as dificuldades e os desafios em relação à educação inclusiva. “Muitos passos já foram dados, entretanto há muito por vir e podemos ter algum vislumbre do que possa surgir a partir dos debates deste evento”, afirmou.

O evento foi promovido em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), Secretaria de Educação do DF (SEE-DF) e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sinepe/DF). O superintendente de educação do Sesi, Wisley Pereira, falou sobre a importância da inclusão na educação e ressaltou que “as pessoas são diversas, seja qual for a dificuldade de aprendizagem, ela não pode ser a limitadora ao direito de aprender”.

Já a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal (Sinepe/DF), Ana Elisa Dumont, avaliou que eventos como o seminário não só trazem informações importantes como também enriquecem os debates. “A inclusão tem que ser feita de forma responsável na sociedade como um todo, desenvolvendo o aluno nas escolas para ele criar as habilidades necessárias”, acrescentou.

Aspectos jurídicos

A primeira palestra explicou os aspectos jurídicos da educação inclusiva. O promotor de justiça da Proeduc Anderson Andrade ressaltou que “há alguns anos, não se falava de educação inclusiva, tratar desse tema foi uma conquista social. Estamos conquistando direitos e temos que comemorar os 10 anos da Lei de Inclusão”. O promotor de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) João Paulo Faustinoni pontuou que “o ambiente tem influência na liberdade da pessoa com limitação funcional” e que “a sociedade é corresponsável pela eliminação de barreiras e inclusão das pessoas com deficiência”.

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Em seguida, a gerente de educação tecnológica do Sesi, Katia Marangon, deu início a palestra “Educação e inclusão: lugar de avanços e possibilidades”. Para tratar do tema, foram convidados a doutora em educação, especialista em educação especial e pedagoga, Denise de Oliveira Alves, e o professor, pesquisador e doutor em educação, Eduardo Lanutti.

Panorama e desafios

Os desafios na educação inclusiva do DF foram debatidos em uma mesa-redonda moderada pelo promotor de justiça José Theodoro Carvalho. O debate contou com a participação da gerente executiva do Sesi-DF, Valéria Silva, da diretora de educação inclusiva e especial da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), Jane Carrijo, da professora e representante da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, e da neurocientista, professora e vice-presidente da ONG Orgulho Autista Brasil, Viviani Guimarães.

Valéria Silva enfatizou a importância da inclusão, que começa na matrícula, da necessidade de estratégias de ensino individualizadas e da participação ativa da família no processo educativo. Ela destacou ainda o desafio de garantir acesso e permanência a todos os alunos na escola, com ênfase na melhoria da acessibilidade e na capacitação de práticas pedagógicas para garantir uma educação transformadora.

“Os desafios são grandes, mas acreditamos bastante no potencial da educação, pensando na escola que temos hoje e naquela que queremos ter. Acreditamos no poder transformador da educação, e é nosso papel valorizar o potencial de cada um. Além disso, a escola precisa garantir o acesso e permitir a permanência de todos”, reforçou Valéria.

Rede de ensino

A diretora de educação inclusiva da SEE-DF, Jane Carrijo, destacou a estrutura da educação inclusiva no DF, que atualmente atende mais de 30 mil estudantes com algum tipo de deficiência na rede pública de ensino. “Temos mais de 500 salas de recurso generalistas nas escolas, que atendem não apenas alunos com deficiência física, mas também com múltiplas deficiências e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além disso, oferecemos salas específicas nos polos de atendimento das 14 regionais de ensino, com foco nas deficiências visual, auditiva e em altas habilidades”, detalhou.

A professora Amábile Pacios reforçou a longa trajetória da educação inclusiva nas escolas particulares, que já existe há 25 anos, as adaptações curriculares e a importância da capacitação contínua dos professores. Além disso, ela considerou o uso de inteligência artificial como uma ferramenta importante na consolidação dos perfis dos alunos, capaz de ajudar a identificar as necessidades e permitir a construção de um Plano Educacional Individualizado (PEI) que atenda às especificidades de cada estudante.

A representante da Fenep também sinalizou desafios que ainda precisam ser enfrentados, como a parceria com as famílias e o impacto dos laudos e da capacitação dos professores. “Atualmente, lidamos com cerca de 40 tipos de laudos diferentes nas escolas, o que impacta diretamente a formação de nossos professores, que precisam de capacitação continuada, especialmente aqueles que estão em formação inicial”, considerou Amábile.

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Ativismo e inclusão 

Para a neurocientista Viviani Guimarães, é importante garantir a participação ativa das pessoas com deficiência não só nos debates sobre educação, mas em todos os aspectos da sociedade. “A acessibilidade precisa ser pensada de forma ampla: desde sites até mobiliário urbano, além das tecnologias assistivas e de desenhos universais nos produtos e espaços. Precisamos garantir que todos se sintam representados em cada parte do dia a dia”, afirmou. Ela acrescentou: “por mais que a LBI seja um avanço, ainda vemos questões graves no cotidiano. Nós, como ativistas, recebemos denúncias diárias de que muitas vezes as crianças estão apenas dentro da sala de aula, sem integração com as atividades da escola. Isso mostra que a inclusão escolar não está sendo feita da maneira correta, a aprendizagem efetiva não está acontecendo”.

Viviani também alertou que as políticas públicas têm sido focadas principalmente nas crianças com deficiência, mas que também é necessário olhar para os adultos. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) 2021, 13,8% da população de 25 anos ou mais com deficiência concluiu o ensino superior. Em contrapartida, esse percentual foi de 35,9% entre aquelas sem deficiência na mesma faixa etária.

O nível de escolarização acaba tendo reflexos no mercado de trabalho. De acordo com a Pdad, somente uma a cada quatro pessoas com alguma deficiência residentes no DF possui ocupação (24,5%), sendo a maioria na iniciativa privada (39%). Já no setor público e militar, o percentual chegou a 15,8%. A renda média observada foi de R$ 2.246,96.

Experiências educacionais

A pedagoga e consultora em educação especial Rosângela Machado, de Santa Catarina, encerrou a programação com a palestra“Experiências Educacionais Inclusivas”. Ela foi enfática ao reafirmar um dos pilares da educação inclusiva: todos aprendem. E completou: “o que faz uma escola ser, de fato, escola, dentro de uma perspectiva inclusiva?’ Não é apenas sobre estar na escola, mas ser reconhecido como estudante legítimo – do seu jeito, do seu modo”.

Para a pedagoga, é essencial respeitar o tempo de cada estudante. “A pedagogia ‘normalizadora’ embrutece a gente”, criticou, chamando atenção para os riscos de práticas escolares que priorizam a padronização em detrimento da singularidade de cada aluno.  Para mudar esse cenário, ela defendeu uma abordagem que garanta acessibilidade ao currículo comum, com parte de uma educação inclusiva que não se restrinja aos estudantes com deficiência.

“Igualdade é garantir acesso público para todos. No momento em que eu deixo alguém de fora, estou ferindo a própria democracia. Isso não melhora a sociedade, todos nós somos prejudicados com isso. Despertar atenção para o dia a dia, para a prática da escola, é o passo mais importante para aprender a viver com a pluralidade de alunos”, concluiu.

10 anos da Lei Brasileira de Inclusão

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, completa 10 anos em 2025 e representa um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. Entre os principais avanços proporcionados pela lei está a obrigação de que instituições de ensino ofereçam atendimento adequado e recursos de acessibilidade para garantir o direito de todos os estudantes a uma educação inclusiva e de qualidade.

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Além da LBI, o Brasil conta com outras legislações e acordos importantes sobre o tema, como a Lei nº 10.098/2000, que estabelece normas para a acessibilidade, a Lei nº 7.853/89, que estabelece normas gerais para o apoio às pessoas com deficiência, e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi incorporada ao direito brasileiro pelo Decreto nº 6.949/2009, com status de norma constitucional.


Fonte: MPDFT

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Segurança Pública: MPDFT e PMDF capacitam policiais de Ceilândia e Sol Nascente para fortalecer provas criminais

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Treinamento focado em agentes do 8º e 10º Batalhão e da Rotam busca alinhar a atuação policial às decisões dos tribunais superiores e evitar a anulação de processos judiciais

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Militar (PMDF) uniram forças para aprimorar a qualidade das investigações e prisões na região oeste do DF. Nos dias 23 e 26 de janeiro de 2026, policiais do 8º Batalhão (Ceilândia), 10º Batalhão (Sol Nascente) e da Rotam participaram da capacitação “A atuação probatória na atividade policial militar”.

Ministrado pelo promotor de justiça Rafael Leandro Ribeiro, o treinamento foca em um ponto crucial para a justiça: a transformação da abordagem policial em provas sólidas que resistam ao julgamento nos tribunais. A meta é garantir que a repressão ao crime seja eficiente, mas sempre respeitando as garantias constitucionais.

Do Flagrante ao Tribunal: A importância da Prova Qualificada

Um dos pilares da instrução foi a diferenciação entre “mera suspeita” e “razões objetivas”. O promotor alertou que, para que uma prisão ou busca domiciliar seja mantida pela Justiça, o policial precisa registrar detalhes claros que justifiquem a ação.

Pontos de destaque no treinamento:

  • Cadeia de Custódia: Orientações para garantir que vídeos, áudios e depoimentos colhidos na hora do crime não sejam invalidados por falhas na coleta.

  • Casos Sensíveis: Instruções específicas para o registro de provas em situações de feminicídio e violência doméstica, onde a qualidade da informação inicial é determinante para a condenação do agressor.

  • Tecnologia e Redes Sociais: Técnicas para lidar com provas digitais, como o rastreamento de celulares e a identificação de crimes ostentados em redes sociais (armas e drogas).

  • Busca Domiciliar e Reconhecimento: Alinhamento com os novos entendimentos do STF e STJ para evitar que criminosos sejam soltos devido a nulidades processuais (erros na forma como a prova foi obtida).

Foco na Saúde Mental

Além da técnica jurídica, a capacitação trouxe uma reflexão necessária sobre a saúde mental dos profissionais de segurança pública. Atuar em regiões de alta periculosidade exige preparo emocional, e o MPDFT reforçou que o equilíbrio do agente reflete diretamente na qualidade da prestação do serviço à comunidade.

Expansão da Capacitação

O programa, que teve início em 2025, já é considerado um sucesso na integração institucional. A próxima etapa ocorre no dia 30 de janeiro, voltada para os policiais do Batalhão de Samambaia. Ao final desta fase, cerca de 800 agentes da PMDF terão sido capacitados para atuar de forma mais técnica e integrada com o Ministério Público.

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Para a população de Ceilândia e do Sol Nascente, essa parceria significa uma segurança pública mais inteligente: prisões mais bem fundamentadas resultam em menos impunidade e em um processo penal mais ágil e seguro.


Com informações: Secretaria de Comunicação do MPDFT

 

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Crime Ambiental no Café Sem Troco: PMDF flagra destruição de 10 hectares de Cerrado nativo

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Batalhão de Policiamento Rural identifica parcelamento irregular de solo e derrubada de espécies protegidas, como o pequizeiro; um homem de 42 anos foi detido durante a operação

Uma nova operação do Batalhão de Policiamento Rural expôs a gravidade do avanço de crimes ambientais na região do Café Sem Troco, no Distrito Federal. Durante patrulhamento realizado nesta terça-feira (26 de janeiro de 2026), equipes do Grupamento de Operações no Cerrado confirmaram a reincidência de irregularidades em uma área que já vinha sendo monitorada desde o dia 22.

A ação resultou na descoberta de uma área degradada estimada em 10 hectares. No local, os policiais flagraram a supressão recente de vegetação nativa, incluindo espécies fundamentais do bioma, como barbatimão, sucupira, embaúba e pequizeiros — este último protegido por lei devido à sua importância ecológica e cultural.

Indícios de Grilagem e Parcelamento Irregular

O que mais chamou a atenção da corporação foi a organização da ocupação. Além do desmatamento, a fiscalização identificou:

  • Piquetamento do terreno: Marcações que indicam a divisão de lotes para venda ilegal.

  • Barracões de lona: Estruturas improvisadas para consolidar a posse da terra.

  • Materiais apreendidos: Arame farpado e ferramentas utilizadas para o cercamento do solo público.

Segundo a Polícia Militar (PMDF), a fuga de dois suspeitos ao avistarem a viatura reforça o caráter criminoso da atividade. Após perseguição pela mata, um homem de 42 anos foi alcançado e detido.

[Image showing a drone view of the 10-hectare deforested area in the Café Sem Troco region, highlighting the contrast between the preserved Cerrado and the cleared soil with makeshift tents]

Consequências Legais

O suspeito, que não possuía antecedentes criminais, foi conduzido à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). Ele foi autuado em flagrante por:

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  1. Esbulho Possessório: Atentar contra a posse de propriedade alheia (neste caso, pública).

  2. Crime contra a Flora: Destruição de vegetação nativa sem autorização dos órgãos competentes.

As autoridades alertam que o parcelamento irregular de solo em áreas de preservação compromete o lençol freático e a sobrevivência da fauna local, além de alimentar o mercado ilegal de terras na capital federal.


Com informações: Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Jornal de Brasília

 

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Segurança na Academia: Bluefit Brasília é condenada após aluna sofrer queda em esteira

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Justiça concluiu que houve falha na prestação do serviço e falta de manutenção nos equipamentos; academia deverá pagar indenização por danos morais e materiais à consumidora

O 4º Juizado Especial Cível de Brasília condenou a Bluefit Brasília Academias de Ginástica e Participações a indenizar uma aluna que sofreu um acidente durante o uso de uma esteira ergométrica. A sentença baseou-se na conclusão de que a empresa falhou em garantir o dever de segurança aos seus clientes, configurando responsabilidade objetiva conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A autora da ação relatou que, enquanto realizava seu exercício, o equipamento apresentou uma aceleração involuntária e repentina, provocando sua queda. O acidente resultou em lesões físicas, além de constrangimento e abalo emocional no ambiente da academia.

Falha na manutenção e confissão extrajudicial

Em sua defesa, a academia alegou culpa exclusiva da consumidora e solicitou a realização de perícia técnica. No entanto, a magistrada descartou a necessidade de perícia devido ao “conjunto documental robusto” apresentado no processo.

Um dos pontos decisivos para a condenação foi a existência de documentos que revelaram uma espécie de confissão extrajudicial por parte da empresa. Segundo os autos, as provas demonstraram que a academia tinha ciência de que seus equipamentos estavam desgastados e que as manutenções realizadas até então eram insuficientes para garantir o bom funcionamento das máquinas.

Detalhes da Condenação

A juíza pontuou que a situação ultrapassou o mero aborrecimento, uma vez que a aluna experimentou dor física e abalo psicológico decorrentes de um serviço defeituoso.

  • Danos Morais: R$ 4.000,00 (quatro mil reais), pela lesão e constrangimento.

  • Danos Materiais: R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais), para reparação de prejuízos financeiros imediatos da autora.

Direitos do Consumidor em Academias

Este caso serve como um alerta para os frequentadores de academias no Distrito Federal e no Entorno. O fornecedor de serviços é responsável pela segurança e integridade física de seus alunos, devendo manter os aparelhos em perfeitas condições de uso. Em caso de acidentes causados por defeitos em máquinas:

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  1. Registre o ocorrido: Tire fotos do aparelho e, se possível, grave vídeos ou peça o contato de testemunhas.

  2. Guarde comprovantes: Notas fiscais de medicamentos ou despesas médicas decorrentes do acidente são essenciais para o ressarcimento.

  3. Busque o Judiciário: Pequenas causas (até 40 salários mínimos) podem ser resolvidas nos Juizados Especiais Cíveis.

A decisão ainda cabe recurso.


Com informações: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

 

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