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Saúde

ANS abre consulta pública para incluir novo tratamento de lúpus no rol de coberturas obrigatórias

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Medicamento imunobiológico pode ampliar opções terapêuticas para pacientes com LES refratário; contribuições podem ser enviadas até 29 de julho

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu a Consulta Pública nº 158 , que avalia a possível incorporação de uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos (maiores de 18 anos) com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais. A iniciativa busca ampliar o acesso a opções de tratamento para essa doença autoimune, crônica e multissistêmica, que afeta principalmente mulheres jovens e pode comprometer articulações, pele, rins, pulmões, coração e sistema nervoso central.

O que é o lúpus eritematoso sistêmico?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune complexa, de difícil diagnóstico e evolução imprevisível, caracterizada por períodos de atividade (flares) e remissão. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Fadiga intensa
  • Dores articulares
  • Lesões cutâneas em formato de “asa de borboleta” no rosto
  • Febre
  • Perda de peso
  • Queda de cabelo
  • Alterações renais e no sistema nervoso central

Segundo estudo conduzido com pacientes brasileiros, 92,5% dos diagnosticados são mulheres , com média de idade de 41,9 anos . Dados revelam ainda que 33,3% dos pacientes se aposentaram compulsoriamente devido às limitações impostas pela doença.

“Os sintomas do lúpus variam muito de pessoa para pessoa, mas costumam impactar profundamente o cotidiano dos pacientes, especialmente nos períodos em que a doença está mais ativa”, explica o Dr. Odirlei André Monticielo , médico reumatologista, professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

“O impacto emocional também é grande, mas com acompanhamento médico, tratamento adequado e cuidado com o estilo de vida, é possível manter a doença sob controle e ter qualidade de vida.”

Atual panorama terapêutico

Atualmente, o tratamento do LES envolve medicamentos como:

  • Antimaláricos
  • Corticoides
  • Imunossupressores

O objetivo é controlar a inflamação e prevenir os flares , episódios que agravam os sintomas e prejudicam a qualidade de vida. No entanto, cerca de 50% dos pacientes desenvolvem danos permanentes em órgãos importantes dentro de cinco anos após o diagnóstico , exigindo um manejo contínuo e personalizado.

Nesse contexto, a avaliação da ANS sobre a inclusão de um medicamento imunobiológico alvo específico representa um avanço significativo na ampliação das opções terapêuticas disponíveis para quem enfrenta formas mais graves e refratárias da doença.

“Há pacientes que continuam com sintomas ativos e dificuldades para alcançar o controle adequado da doença. Nesses casos, novas opções terapêuticas se tornam fundamentais para melhorar a qualidade de vida. Elas podem ajudar a estabilizar o quadro, proteger órgãos vitais e permitir uma vida mais estável e produtiva”, destaca Dr. Monticielo.

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Por que participar da Consulta Pública?

A Consulta Pública nº 158 da ANS oferece uma oportunidade rara para que profissionais de saúde, pacientes, familiares e a sociedade civil possam influenciar diretamente nas políticas de saúde. Relatar as dificuldades vividas pelos pacientes, as limitações dos tratamentos atuais e a importância de novas alternativas pode fazer toda a diferença na decisão final.

“A Consulta Pública é uma rara oportunidade para que todos possam contribuir com o processo de decisão. Quanto maior a mobilização, mais representativa será a decisão para quem convive com a doença todos os dias”, conclui o especialista.

As contribuições podem ser enviadas até 29 de julho de 2025 pelo site oficial da ANS: [Link].

Como participar?

É simples contribuir com a consulta pública:

  1. Acesse o site : Link
  2. Leia o relatório COSAÚDE e documentos de apoio da UAT 163
  3. Clique em “Consulta pública nº 158 – Contribua agora”
  4. Preencha seus dados e tipo de contribuinte
  5. Selecione a 1ª recomendação preliminar sobre tratamento para lúpus
  6. Inclua sua opinião e justificativa
  7. Clique em “Incluir contribuição” e depois em “Enviar contribuições”
Sobre a GSK

A GSK é uma empresa biofarmacêutica multinacional presente em mais de 75 países, com foco em ciência e inovação para impactar positivamente a saúde global. Atua no Brasil nas áreas de HIV, Respiratória e Vacinas , sendo líder nacional nestes segmentos. Para mais informações, visite www.gsk.com.br .


Material informativo dirigido ao público geral. Recomendamos sempre consultar um médico ou profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.

NP-BR-LPU-PRSR-250001 – JULHO/2025

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Comportamento

Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão

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O contato com cerdas venenosas pode causar desde irritações leves até hemorragias graves; o gênero Lonomia é o principal risco para a saúde pública no Brasil

Com a elevação das temperaturas e o aumento das atividades de lazer em áreas verdes, cresce também o risco de acidentes por erucismo — a reação provocada pelo contato da pele com as cerdas de lagartas. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 26 mil ocorrências entre 2019 e 2023, sendo que 20% das vítimas eram crianças de até 9 anos. O Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em pediatria, alerta que o público infantil é o mais vulnerável devido à menor massa corporal e à fragilidade do sistema imunológico.

O perigo reside nas cerdas pontiagudas que, ao serem tocadas, injetam veneno diretamente na pele. Em crianças, a dificuldade em relatar os sintomas precocemente e o hábito de brincar próximo a troncos e folhagens potencializam a toxicidade do acidente, exigindo vigilância constante de pais e responsáveis em parques, quintais e áreas arborizadas.

Identificação das lagartas e os sintomas hemorrágicos

As lagartas envolvidas em acidentes no Brasil dividem-se basicamente em duas famílias. As “cabeludas” (Megalopygidae) possuem pelos sedosos que escondem cerdas urticantes. Já as “espinhudas” (Saturniidae), com aparência de pequenos pinheiros, incluem o gênero Lonomia, o mais perigoso para a saúde humana.

Enquanto a maioria das lagartas causa apenas dor intensa, queimação e inchaço local, o veneno da Lonomia interfere diretamente na coagulação sanguínea. Se não houver tratamento rápido, o quadro pode evoluir para:

  • Manchas roxas pelo corpo e sangramentos nas gengivas;

  • Presença de sangue na urina;

  • Insuficiência renal aguda e risco de morte.

O Brasil é pioneiro e único produtor mundial do soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo SUS. O antídoto é a única forma de neutralizar os efeitos graves do envenenamento, que costumam apresentar piora progressiva nas primeiras 12 horas após o contato.

Procedimentos imediatos para reduzir a absorção do veneno

Ao identificar que uma criança teve contato com uma lagarta, a recomendação médica é agir com rapidez, mas sem aplicar substâncias caseiras. A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello orienta o uso de fita adesiva para remover cerdas que ainda estejam presas à pele, seguido de lavagem com água e sabão. Compressas frias podem ser utilizadas para aliviar a dor local.

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O que nunca fazer:

  • Não esfregar o local: Isso pode quebrar mais cerdas e espalhar o veneno.

  • Não aplicar álcool ou vinagre: Essas substâncias podem agravar a irritação.

  • Não usar aspirina ou anti-inflamatórios: Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento, o que é fatal em casos de acidente com Lonomia.

  • Não fazer torniquetes ou sucção: Tais práticas são ineficazes e danificam os tecidos.

Como evitar o contato e proteger as áreas de lazer

O aumento de lagartas em zonas urbanas está diretamente ligado ao desequilíbrio ambiental e ao desmatamento. Para prevenir acidentes, é essencial observar atentamente troncos e galhos antes de permitir que crianças se aproximem. O uso de luvas em atividades de jardinagem e a recomendação de nunca tocar em lagartas, mesmo as que pareçam mortas (pois as cerdas mantêm a toxicidade), são medidas eficazes.

Em caso de emergência, além de procurar uma unidade de saúde, é recomendável fotografar o inseto para auxiliar na identificação pela equipe médica. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) atende pelo telefone 0800 644 6774 para orientações específicas sobre animais peçonhentos em todo o país.


Com informações: Hospital Pequeno Príncipe, Ministério da Saúde

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Saúde

Check-up anual é essencial para detectar doenças silenciosas e garantir longevidade

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A negligência com exames preventivos pode atrasar o diagnóstico de condições graves como diabetes e hipertensão; especialistas recomendam revisões periódicas conforme a faixa etária

A busca por atendimento médico no Brasil ainda está fortemente atrelada ao surgimento de sintomas, deixando de lado a cultura da prevenção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a maior parte da população só procura serviços de saúde em situações de doença já instalada. No entanto, médicos alertam que este comportamento é um risco para o diagnóstico de enfermidades silenciosas, como a hipertensão arterial, o diabetes e as dislipidemias (alterações no colesterol), que muitas vezes não apresentam sinais claros em estágios iniciais.

De acordo com a médica Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o acompanhamento periódico é a ferramenta mais eficaz para identificar fatores de risco e evitar complicações que podem comprometer a qualidade de vida a longo prazo. O check-up atua como um mapeamento da saúde atual do paciente, permitindo intervenções precoces que aumentam significativamente as chances de sucesso em tratamentos e reduzem a necessidade de internações de emergência.

Orientações variam conforme o sexo e o histórico familiar

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabelecem diretrizes específicas para a realização do check-up, levando em conta que as necessidades do organismo mudam ao longo do tempo. A recomendação geral é dividida da seguinte forma:

  • Adultos de 18 a 40 anos: Devem realizar uma revisão clínica completa a cada três anos, caso sejam saudáveis e não possuam sintomas.

  • Acima de 40 anos: A orientação passa a ser de revisões bienais (a cada dois anos), com foco aumentado na saúde cardiovascular.

  • Idosos (acima de 60 anos): Devem realizar exames anuais, especialmente aqueles que já possuem fatores de risco conhecidos, como histórico familiar de doenças graves ou sedentarismo.

Os exames fundamentais incluem o hemograma completo, testes de glicemia, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), além da aferição da pressão arterial e avaliação do índice de massa corporal (IMC). Para as mulheres, somam-se os exames ginecológicos preventivos e a mamografia, essenciais para o diagnóstico precoce de câncer.

Revisão do cartão vacinal é etapa obrigatória do cuidado preventivo

Um aspecto frequentemente esquecido do check-up anual é a atualização da imunização. A prevenção de doenças infectocontagiosas contribui diretamente para a redução de casos graves, especialmente em grupos de risco. Durante a consulta, a revisão do cartão de vacinas permite identificar doses de reforço necessárias ou novas vacinas indicadas para a fase atual de vida do paciente.

Entre os imunizantes que devem estar no radar de adultos e idosos em 2026 estão os contra a Influenza (Gripe), COVID-19, Tríplice Bacteriana (dTpa) e as vacinas pneumocócicas. Manter o sistema imunológico atualizado é considerado por especialistas como um dos pilares da medicina preventiva moderna, funcionando como uma barreira extra contra complicações sistêmicas.

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Hábitos saudáveis potencializam os resultados dos exames

Para que o check-up não seja apenas uma formalidade burocrática, ele deve estar inserido em um contexto de cuidado integral. A Dra. Josie Scaranari ressalta que o estilo de vida influencia diretamente os indicadores laboratoriais. O planejamento de refeições nutritivas e a prática regular de atividades físicas são estratégias fundamentais para manter os níveis de glicose e colesterol sob controle, mesmo para quem possui uma rotina acelerada.

Além da saúde física, o sono de qualidade e o bem-estar emocional são pilares indissociáveis. O estresse crônico e a privação de sono podem desencadear alterações metabólicas e hipertensão, mascarando os benefícios de uma vida teoricamente saudável. Portanto, olhar para a saúde de forma holística — corpo e mente — é o caminho para garantir que os resultados do check-up reflitam uma longevidade real e sustentável.


Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde, Ministério da Saúde, IBGE

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Saúde

Mapeamento genético surge como novo pilar na prevenção ao melanoma

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Estudo genético complementa o uso de protetor solar ao identificar mutações hereditárias, auxiliando no combate ao câncer de pele mais agressivo, que pode registrar aumento de 80% em mortes até 2040

O cuidado com a pele durante o verão e as férias escolares ganhou um novo aliado tecnológico: o mapeamento genético. Embora a fotoproteção diária continue sendo a regra de ouro, especialistas ressaltam que a identificação de predisposições hereditárias é fundamental para enfrentar o melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. Projeções da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) indicam um cenário alarmante, com o número de óbitos pela doença no Brasil podendo chegar a 4 mil por ano até 2040.

Atualmente, a exposição solar inadequada e o uso de câmaras de bronzeamento são responsáveis por cerca de 75% dos casos mundiais. No entanto, o avanço da medicina personalizada permite agora que o histórico genético do paciente seja utilizado para traçar estratégias de vigilância muito mais rigorosas e eficazes, indo além das recomendações gerais de saúde pública.

Identificação de mutações e acompanhamento individualizado

O teste genético foca na busca por variantes patogênicas em genes específicos que predispõem o indivíduo ao melanoma. De acordo com a dermatologista Ana Cândida Bracarense, do Hospital Orizonti, o exame não é um substituto para o filtro solar, mas sim um guia para um cuidado personalizado. Quando uma mutação é detectada, o protocolo de atendimento muda drasticamente para garantir a detecção precoce.

As principais medidas para pacientes com risco genético incluem:

  • Dermatoscopia Digital: Realização do mapeamento corporal completo para monitorar a evolução de sinais e manchas ao longo do tempo.

  • Consultas Frequentes: Redução do intervalo entre as visitas ao dermatologista para exames clínicos minuciosos.

  • Autoexame Rigoroso: Orientação específica para que o paciente identifique novas lesões ou mudanças em sinais já existentes.

Critérios de indicação e síndromes de risco

Apesar de sua eficácia, o mapeamento genético não é indicado para a população em geral de forma indiscriminada, uma vez que a maioria dos melanomas é esporádica (causada por fatores externos). O teste é recomendado para grupos específicos que apresentam maior vulnerabilidade biológica:

  1. Histórico Familiar: Pessoas com parentes de primeiro grau que já tiveram melanoma.

  2. Histórico Pessoal: Pacientes que já foram diagnosticados com um melanoma primário anteriormente.

  3. Síndrome do Nevo Displásico: Indivíduos que possuem uma quantidade elevada de sinais irregulares espalhados pelo corpo.

A importância de manter os cuidados de rotina

Mesmo com o diagnóstico genético em mãos, a prevenção clássica permanece insubstituível. A radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo na pele, e a proteção física e química é a única barreira contra os danos ao DNA celular causados pelo sol. O uso de chapéus, óculos com proteção UV e roupas adequadas, somado à busca por sombra nos horários críticos, compõe o tripé da segurança cutânea.

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A integração entre a tecnologia de ponta e os hábitos saudáveis é, atualmente, a estratégia mais robusta para reduzir a mortalidade por câncer de pele. Como ressalta a equipe do Hospital Orizonti, o teste genético define a intensidade da vigilância, mas é a proteção diária que impede a formação de novas lesões, garantindo que mesmo os perfis mais vulneráveis possam desfrutar do período de verão com segurança.


Com informações: Hospital Orizonti, IARC, JeffreyGroup

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