Ondas de calor intenso e poluição agravam doenças cardiovasculares e respiratórias, exigindo cuidados redobrados com hidratação e ambiente
O avanço acelerado do aquecimento global deixou de ser uma ameaça distante para se tornar um perigo imediato à saúde pública, especialmente para a população idosa. Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmam que os últimos oito anos foram os mais quentes da história, com um aumento crítico de dias em que os termômetros ultrapassam os 35 °C no Brasil. Esse cenário de calor extremo, somado à baixa umidade e ao aumento da poluição por queimadas, tem provocado um salto nas internações por crises de asma, bronquite e doenças pulmonares obstrutivas, além de elevar a incidência de infartos e derrames em pessoas acima de 60 anos.
De acordo com a Dra. Josie Velani Scaranari, médica clínica geral do Sabin Diagnóstico e Saúde, a vulnerabilidade dos idosos às mudanças climáticas decorre de uma alteração fisiológica natural do envelhecimento. O organismo senescente perde parte da capacidade de armazenar água e de regular a temperatura corporal, o que torna a percepção de sede menos aguda. Essa combinação é perigosa: sem sentir sede, o idoso se desidrata rapidamente, o que pode levar a episódios de confusão mental, oscilações bruscas na pressão arterial e falência renal se não houver intervenção imediata.
Para mitigar esses riscos, especialistas reforçam que a prevenção deve ser uma tarefa compartilhada entre familiares e cuidadores. O foco central deve ser a hidratação proativa. Não se deve esperar que o idoso peça água; é necessário oferecer líquidos como água mineral, água de coco e chás leves em intervalos regulares ao longo do dia. Além disso, a adequação do ambiente doméstico é vital para garantir o bem-estar térmico, mantendo as casas bem ventiladas e utilizando, sem receio, recursos como ventiladores e ar-condicionado para estabilizar a temperatura interna.
No vídeo a seguir, especialistas em geriatria demonstram como identificar os sinais silenciosos de desidratação em idosos e dão dicas práticas para manter a casa fresca durante as ondas de calor extremo que atingem o Brasil em 2026.
[video_generation: Um vídeo informativo apresentando uma médica geriatra explicando os sinais de desidratação, como pele seca e letargia. O vídeo alterna entre imagens de idosos se hidratando em ambientes arejados, gráficos sobre o aumento da temperatura global e dicas de alimentação leve, com trilha sonora suave e informativa.]
A atenção ao comportamento também é um diferencial na salvaguarda da vida. Mudanças súbitas na disposição, apatia ou sonolência excessiva podem ser sinais de que o corpo está sofrendo com o estresse térmico. O Sabin Diagnóstico e Saúde, com sua vasta experiência em medicina preventiva, ressalta que check-ups geriátricos frequentes são ferramentas essenciais para monitorar doenças pré-existentes que podem ser descompensadas pelo calor. A identificação precoce de pequenas alterações laboratoriais pode evitar complicações graves que exigiriam hospitalização.
A isonomia no cuidado com o idoso pressupõe que todos, independentemente da condição física, tenham acesso a ambientes climatizados e proteção contra a poluição atmosférica. Em períodos de seca severa e fumaça de queimadas, a orientação médica é evitar atividades ao ar livre entre 10h e 17h e manter as janelas fechadas nos horários de maior concentração de poluentes, utilizando umidificadores de ar dentro dos dormitórios. O uso de roupas leves, de tecidos naturais como o algodão, também auxilia na transpiração e no controle térmico.
O Grupo Sabin, que nasceu em Brasília e hoje completa 41 anos de atuação nacional, reforça seu compromisso com o envelhecimento saudável através de práticas sustentáveis. A instituição entende que cuidar da saúde individual é indissociável do cuidado com o planeta. Com mais de 350 unidades distribuídas pelo país, o grupo oferece desde análises clínicas até genômica, focando em um atendimento humanizado que entende as particularidades de um clima em transformação e as necessidades específicas da terceira idade.
Em suma, a adaptação às novas realidades climáticas exige uma mudança de hábito imediata. O monitoramento constante da urina (que deve estar clara) e do nível de consciência são os melhores termômetros para a saúde do idoso. Com o suporte médico adequado e uma rede de apoio atenta, é possível atravessar os períodos de calor intenso com segurança, garantindo que o envelhecimento seja marcado pela qualidade de vida e não pelas crises evitáveis causadas pelo clima.
*Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde e Organização Meteorológica Mundial (OMM).