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Clima

Cidade do Rio de Janeiro atinge nível 4 de calor nesta segunda-feira

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Marco é caracterizado por temperaturas que podem chegar a 44ºC

A cidade do Rio de Janeiro atingiu o nível 4 de calor – o segundo mais crítico definidos pela prefeitura – às 12h35 desta segunda-feira (17). De acordo com o serviço de meteorologia da prefeitura, há um sistema de alta pressão no oceano influenciando o tempo e aumentando as temperaturas na cidade.

A máxima prevista é de 42°C, com índice de calor mediano acima de 40°C. Se essa máxima for atingida, a capital vai bater o recorde histórico de calor para o mês de fevereiro, que é de 41,8º, registrado em 2023.

Pouco antes das 13h, os moradores da cidade receberam um aviso por mensagem de celular da Defesa Civil com a seguinte mensagem: “Alerta de onda de calor. Beba e ofereça água. Em caso de náusea, vômito ou desmaio, procure uma unidade de saúde”.

O nível de calor 4 é acionado quando a temperatura fica entre 40°C a 44°C, com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Em coletiva de imprensa neste domingo (16), o prefeito Eduardo Paes e outras autoridades municipais já haviam alertado que a cidade teria calor extremo esta semana.

Orientações

Com o acionamento do nível 4, a prefeitura abriu 58 pontos de resfriamento, com áreas de sombra, pontos de hidratação e banheiros que podem ser utilizados livremente pela população em diversos bairros da cidade. Os endereços estão disponíveis no aplicativo e no site do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio – COR.

O COR também orienta que os moradores aumentem a ingestão de água ou sucos de frutas naturais; consumam alimentos leves; utilizem roupas leves e frescas; evitem bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; evitem a exposição direta ao sol, em especial, de 10h às 16h e protejam as crianças com chapéu de abas.

Além disso, as aulas de educação física da rede municipal devem ser feitas apenas em locais fechados, e todos os trabalhadores que realizam atividades profissionais em áreas abertas devem realizar paradas para hidratação.

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Em caso de mal-estar, tontura ou demais sintomas provocados pelo estresse térmico, a recomendação é procurar uma unidade municipal de saúde. De acordo com a prefeitura, só no mês de janeiro, cerca de 3 mil pessoas foram atendidas por problemas ligados ao calor ou à desidratação.


Fonte: Agência Brasil

Clima

Vórtice Polar nos EUA: Por que o aquecimento global causa frio extremo?

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Uma tempestade histórica atinge 230 milhões de pessoas nos Estados Unidos, com ventos de -45°C e nevascas catastróficas, reacendendo o debate sobre a influência das mudanças climáticas na Corrente de Jato

Os Estados Unidos enfrentam nesta semana uma das tempestades de inverno mais perigosas das últimas décadas. De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (NWS), o sistema se estende do sudoeste ao nordeste do país, submetendo dois terços da população a um “congelamento profundo”. As planícies do norte registram sensações térmicas de até -50 graus Fahrenheit (-45,5°C), condições que podem causar congelamento em minutos.

A causa direta é o deslocamento do Vórtice Polar, uma massa de ar gélido que normalmente permanece confinada no Ártico. No entanto, o fenômeno conhecido como Amplificação do Ártico — onde o Polo Norte aquece quatro vezes mais rápido que o restante do planeta — está alterando essa dinâmica.

A Dinâmica do Vórtice Polar e a Corrente de Jato

Para entender por que o calor global gera frio extremo, é preciso olhar para a interação entre o Ártico e as latitudes médias:

  1. O Confinamento: Normalmente, a Corrente de Jato (ventos fortes em altas altitudes) age como uma barreira, mantendo o ar frio no norte.

  2. O Enfraquecimento: Com o derretimento do gelo marinho, o contraste de temperatura entre o Ártico e o sul diminui. Isso faz com que a Corrente de Jato perca força e comece a “serpentear”.

  3. A Invasão: Essas ondulações permitem que o ar ártico escape para o sul, atingindo regiões que normalmente não enfrentariam tais temperaturas.

Mudanças Climáticas: O Combustível da Tempestade

Embora a relação direta entre o aquecimento e a oscilação da Corrente de Jato ainda seja alvo de debates científicos devido aos registros limitados (estudos de aprendizado de máquina sugerem que ondulações ocorreram no início do século XX), há consenso sobre outros fatores:

  • Umidade Extra: Águas excepcionalmente quentes no Golfo do México e no Pacífico carregam a atmosfera com mais umidade. Quando essa umidade colide com o ar frio do Ártico, a precipitação (neve e gelo) é intensificada.

  • Capacidade Atmosférica: Uma atmosfera mais quente retém mais vapor de água, o que “sobrecarrega” eventos extremos, tornando-os mais volumosos e catastróficos.

“Julgar as alterações climáticas por uma tempestade fria é como julgar uma temporada de beisebol por um único turno.” — Kaitlyn Trudeau, Climate Central.

Impactos e Riscos Imediatos

Risco Descrição
Saúde Risco de hipotermia e congelamento em segundos nas planícies do norte.
Infraestrutura Acúmulo de gelo “catastrófico” ameaça derrubar linhas de energia em massa.
Transporte Interrupções generalizadas em voos e estradas do Texas ao Maine.
Energia Aumento súbito na demanda por aquecimento pode sobrecarregar redes elétricas locais.

Com informações: Grist e Climate Central

 

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Brasil

São Paulo registra 37,2°C e bate recorde histórico de calor para dezembro

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Massa de ar quente estacionada sobre a Região Sudeste impede a chegada de frentes frias e eleva temperaturas em todo o estado; Pedro de Toledo atinge 42,1°C.


A cidade de São Paulo atingiu, neste domingo (28), a marca de 37,2°C, estabelecendo o novo recorde de temperatura para o mês de dezembro desde que as medições oficiais começaram, em 1943. O registro foi feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte, por volta das 16h. O recorde anterior havia sido estabelecido apenas dois dias antes, na sexta-feira (26), quando os termômetros marcaram 36,1°C.

O calor intenso não ficou restrito à capital, afetando severamente diversas cidades do interior e do litoral paulista. Em Pedro de Toledo, os termômetros chegaram aos 42,1°C, enquanto Miracatu registrou 41,6°C e Registro marcou 39,8°C. A persistência de uma massa de ar quente e seco sobre o Sudeste tem bloqueado o avanço de sistemas frontais, mantendo as temperaturas atípicas para o período.


Impactos da onda de calor no Sudeste

A atual condição climática abrange uma vasta área que inclui, além de São Paulo, partes de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

  • Bloqueio Atmosférico: Uma massa de ar quente estacionária atua como uma barreira, impedindo a passagem de frentes frias que poderiam trazer alívio térmico.

  • Recordes Sucessivos: A frequência de novos recordes em um curto intervalo de tempo acende o alerta para a intensidade desta onda de calor.

  • Temperaturas no Interior: Cidades do Vale do Ribeira apresentaram os índices mais elevados do estado, ultrapassando a marca dos 40°C.

Previsão e cuidados

Enquanto a massa de ar quente não se dissipa, a recomendação das autoridades de saúde é reforçar a hidratação, evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico e manter ambientes ventilados. A ausência de chuvas significativas e a baixa umidade relativa do ar também aumentam o risco de problemas respiratórios e queimadas em áreas de vegetação.


Com informações: Agência Brasil

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Clima

Finlândia divulga relatório sobre danos históricos e climáticos contra o povo Sámi

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Documento de reconciliação vincula a preservação da cultura indígena à luta contra o aquecimento global e propõe autonomia sobre o território ártico

O governo finlandês apresentou o relatório final de sua Comissão da Verdade e Reconciliação, detalhando décadas de abusos e integração forçada impostos ao povo indígena Sámi. Diferente de comissões realizadas em outros países, o documento finlandês destaca as alterações climáticas como um fator central de opressão atual. O relatório argumenta que o aquecimento do Ártico, somado à exploração mineira e energética, ameaça o estilo de vida tradicional baseado na criação de renas e na pesca.

Historicamente, os Sámi foram submetidos a internatos residenciais e à imposição da língua finlandesa, o que resultou em perda cultural e territorial significativa. Atualmente, a população de cerca de 10 mil indígenas na Finlândia enfrenta invernos mais quentes e instáveis. O aumento das chuvas sobre a neve cria camadas de gelo que impedem as renas de alcançar o alimento, enquanto a redução das populações de salmão compromete a segurança alimentar das comunidades.

Recomendações para a justiça climática e territorial

O relatório contém quase 70 recomendações práticas para reformular a relação entre o Estado e os indígenas. A proposta central é garantir que os Sámi tenham maior autoridade sobre a gestão de suas terras e recursos naturais.

  • Fundo Climático: Criação de um Fundo Empresarial e Climático Sámi para apoiar ações de adaptação e proteger meios de subsistência.

  • Proteção Florestal: Proibição da exploração de florestas antigas em território indígena e pagamento de reparações pela indústria florestal aos pastores de renas.

  • Conhecimento Tradicional: Exigência de que planos de adaptação climática utilizem tanto a pesquisa científica quanto o saber ancestral para a restauração de ecossistemas.

  • Impacto Militar: Coordenação com as Forças de Defesa Finlandesas para reduzir os danos causados por exercícios de treinamento militar no Ártico.

O caminho para a reconciliação real

Após a publicação dos dados, o primeiro-ministro da Finlândia sinalizou que o governo deve desculpas formais ao povo Sámi. No entanto, lideranças indígenas e membros da comissão alertam que palavras de contrição podem ser puramente performáticas se não forem acompanhadas por compromissos legais de mudança estrutural.

Para especialistas, a verdade descrita no relatório é apenas o primeiro passo de um longo processo. A reconciliação dependerá da capacidade do Estado finlandês de ceder poder de decisão aos Sámi, reconhecendo que a sobrevivência dessa cultura é indissociável da proteção do ecossistema ártico contra a exploração predatória e o aquecimento global.


Com informações: Grist

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