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Defesa alega que técnica de enfermagem presa no DF é vítima de “sedutor habilidoso”

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Advogado de Amanda Rodrigues de Sousa, investigada por mortes na UTI do Hospital Anchieta, sustenta que ela foi enganada pelo principal suspeito e que também sofreu tentativa de homicídio

O caso que chocou o Distrito Federal em janeiro de 2026 ganha novos desdobramentos com a estratégia de defesa de Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos. Presa temporariamente sob suspeita de cumplicidade nas mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, Amanda afirma, por meio de seu advogado Liomar Torres, ser mais uma vítima do colega Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

A defesa descreve Marcos Vinícius como um “sedutor habilidoso” que teria enganado Amanda emocional e profissionalmente. Além de negar qualquer participação nos crimes, o advogado sustenta que o técnico de enfermagem tentou tirar a vida da própria Amanda durante uma cirurgia bariátrica, o que resultou em graves complicações renais e sua internação no final de 2025.

Argumentos Centrais da Defesa

O advogado Liomar Torres apresentou pontos fundamentais para tentar desvincular Amanda das ações de Marcos Vinícius:

  • Alibi no dia do crime: No dia 1º de dezembro, data de um dos óbitos investigados, Amanda não estava trabalhando, mas sim internada como paciente no Hospital Anchieta após complicações cirúrgicas.

  • Vítima de tentativa de homicídio: A defesa relata que, em 3 de dezembro, Marcos teria aplicado uma medicação indevida em Amanda enquanto ela estava no hospital, fazendo-a passar mal e provocando uma briga com a enfermeira-chefe da unidade.

  • Cronologia do Relacionamento: A polícia aponta que os dois eram amigos de longa data, mas a defesa afirma que eles se conheceram apenas em fevereiro de 2025 e tiveram um breve relacionamento amoroso, durante o qual Marcos teria mentido sobre ser solteiro e estudante de fisioterapia.

  • Interpretação de Imagens: O advogado contesta a perícia policial que vê “atitude de vigilância” em Amanda nas câmeras da UTI. Segundo ele, olhar para os lados é um movimento natural de quem opera equipamentos hospitalares complexos.

O Caso Hospital Anchieta (Operação Anúbis)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o extermínio de ao menos três pacientes — Miranilde (75), João Clemente (63) e Marcos Raymundo (33) — por meio da aplicação de substâncias letais (incluindo desinfetantes).

Suspeitos Presos Idade Situação Atual
Marcos Vinícius S. B. de Araújo 24 anos Principal suspeito (apontado como psicopata pela PCDF)
Amanda Rodrigues de Sousa 28 anos Presa (alega ser vítima e nega cumplicidade)
Marcela Camilly Alves da Silva 22 anos Presa (teria confessado omissão por medo)

Desdobramentos e Auditoria

Após a prisão do trio na Operação Anúbis, cerca de seis novas famílias procuraram a polícia relatando mortes suspeitas ocorridas na mesma UTI entre novembro e dezembro de 2025. O hospital afirma que colabora integralmente com as investigações e que o inquérito corre sob sigilo de Justiça.


Com informações: Jornal de Brasília, PCDF, G1 e Correio Braziliense

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Distrito Federal

Franchising em alta: Distrito Federal fatura R$ 1,7 bilhão com franquias no 3º trimestre de 2025

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Setor registra crescimento de 8,5% no DF, impulsionado pelos segmentos de Saúde, Beleza e Serviços Automotivos; estabilidade no número de lojas mostra maturidade do mercado local

O mercado de franquias no Distrito Federal continua a demonstrar força e resiliência. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelam que o setor movimentou R$ 1,7 bilhão entre julho e setembro de 2025 na capital federal. O resultado representa uma alta de 8,5% em comparação ao mesmo período de 2024, acompanhando o fôlego do cenário nacional, que faturou R$ 76,6 bilhões no trimestre.

Com 4.727 unidades em operação no DF, o setor apresentou estabilidade no número de lojas, mas um ganho expressivo em eficiência e faturamento. Para especialistas, esse cenário indica que as redes instaladas em Brasília e nas Regiões Administrativas estão mais maduras e conseguindo extrair maior rentabilidade de suas operações.

Os setores que mais cresceram no DF

A expansão do faturamento na capital foi puxada por três pilares principais que refletem as novas prioridades de consumo da população:

  1. Saúde, Beleza e Bem-Estar: O desejo por autocuidado e qualidade de vida manteve as clínicas de estética e saúde no topo da lista.

  2. Limpeza e Conservação: Reflete a tendência de terceirização de serviços profissionais para empresas e residências.

  3. Serviços Automotivos: Com o aumento da frota e a necessidade de manutenção rápida, as redes especializadas ganharam a confiança do motorista brasiliense.

DF como polo estratégico de investimentos

Eduardo Santinoni, diretor regional da ABF Centro-Oeste, destaca que o Distrito Federal possui um perfil urbano e de alto poder aquisitivo que atrai marcas nacionais e internacionais. Segundo ele, a estabilidade no número de operações — com avanço de apenas 0,4% — prova que o mercado local não está apenas “abrindo lojas”, mas consolidando marcas que já funcionam.

“O DF apresenta um mercado sólido e grande demanda por serviços. O crescimento consistente do faturamento mostra maturidade das redes e confiança do consumidor”, avalia Santinoni.

Oportunidades para o Entorno

A pujança do franchising no DF transborda para cidades como Novo Gama e Valparaíso. Com o mercado saturado em algumas áreas do Plano Piloto, muitas franqueadoras estão olhando para o Entorno Sul como a próxima fronteira de expansão, buscando empreendedores locais que desejam investir em modelos de negócio testados e com suporte de marca.


Com informações: Associação Brasileira de Franchising (ABF), DFREIRE Comunicação

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Distrito Federal

Distrito Federal emplaca 3 unidades entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil

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Estudo inédito realizado pelo Ibross e OPAS/OMS destaca a qualidade da gestão e assistência na capital federal; Hospital Materno Infantil, Hospital Regional Leste e HUB estão na lista dos centros de excelência

O Distrito Federal acaba de receber um importante selo de qualidade para a sua rede pública de saúde. Um levantamento nacional conduzido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a OPAS/OMS, revelou que três hospitais do DF figuram na lista das 100 melhores unidades de saúde 100% SUS do país.

O estudo é o mais abrangente do gênero e considerou critérios rigorosos como acreditação hospitalar (certificações de qualidade), taxas de mortalidade controladas, eficiência no uso de leitos e tempo médio de internação. Para os moradores de Brasília e do Entorno, a notícia reforça a existência de polos de alta complexidade e atendimento humanizado dentro da rede pública.

Os destaques do Distrito Federal

As três unidades do DF selecionadas para o prêmio representam diferentes frentes de atendimento, desde a pediatria até a alta complexidade universitária. Confira quem são (em ordem alfabética):

  • Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB): Referência em partos de alto risco, neonatologia e atendimento pediátrico especializado.

  • Hospital Regional Leste (HRL – Paranoá): Unidade que tem se destacado pela gestão eficiente e atendimento à população da Região Leste do DF.

  • Hospital Universitário de Brasília (HUB): Gerido pela Ebserh, é um centro de inovação, pesquisa e tratamentos de alta complexidade.

Goiás também brilha no ranking

Para quem vive no Entorno, como em Novo Gama e Valparaíso, o estudo traz mais notícias positivas: o estado de Goiás detém 10% da lista, com 10 hospitais entre os melhores do país. Isso demonstra um fortalecimento da rede pública na região Centro-Oeste, que agora compete diretamente com o eixo Sul-Sudeste em termos de eficiência hospitalar.

Como os melhores foram escolhidos?

Diferente de pesquisas de opinião comuns, este ranking baseou-se em dados técnicos registrados no Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025. Os critérios incluíram:

  • Acreditação: Hospitais que possuem processos auditados e seguros.

  • Eficiência: Cruzamento entre o volume de atendimentos e os recursos financeiros utilizados.

  • Segurança do Paciente: Baixas taxas de infecção hospitalar e mortalidade.

  • Satisfação: Agora, na fase final, uma pesquisa independente ouvirá os usuários para definir o “Top 10” em maio de 2026.

O que vem por aí: O Prêmio Top 10

A lista dos 100 é apenas o primeiro passo. Até maio, as entidades realizadoras farão um refinamento para escolher os 10 melhores hospitais públicos do Brasil. Segundo Renilson Rehem, idealizador do projeto, o objetivo é disseminar as boas práticas dessas unidades para que outros hospitais do SUS possam elevar seu padrão de atendimento.

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Com informações: Ibross, OPAS/OMS, Conass e Conasems

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Guia de Reabilitação Pós-AVC: Onde buscar ajuda no DF e no Entorno

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode deixar sequelas, mas a reabilitação precoce é a chave para recuperar a autonomia. Se você ou um familiar precisa de fisioterapia, fonoaudiologia ou terapia ocupacional, confira os locais de atendimento na nossa região:

1. Referência Nacional em Brasília

Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação O SARAH é o centro de excelência mais procurado para casos de sequelas neurológicas.

  • Como acessar: Não precisa de encaminhamento de outros médicos. O próprio paciente ou familiar deve solicitar a primeira consulta pelo site oficial ou telefone.

  • Localização: Unidades no SMHS (Asa Sul) e no Lago Norte.

  • Site: www.sarah.br

  • Telefone: (61) 3319-1111

2. Centros Especializados em Reabilitação (CER) – DF

A Secretaria de Saúde do DF possui centros que oferecem atendimento multidisciplinar pelo SUS.

  • CER II – Taguatinga: Atende diversas especialidades de reabilitação.

  • CER II – Guará: Focado em reabilitação física e intelectual.

  • Como acessar: É necessário ir primeiro à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa para conseguir um encaminhamento via sistema de regulação.

3. Atendimento no Entorno e Novo Gama

Para quem mora no Novo Gama, o acesso imediato costuma ser via as unidades municipais ou cidades vizinhas:

  • Novo Gama: Procure o Centro de Reabilitação e Fisioterapia (Crefi) da cidade. O atendimento geralmente requer encaminhamento de um clínico geral da rede municipal.

  • Valparaíso de Goiás: O Centro de Atendimento Especializado (CAE) oferece suporte em fisioterapia.

  • Santa Maria (DF): Pela proximidade com o Novo Gama, muitos moradores buscam o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que possui setor de fisioterapia para casos egressos de internação.

4. Clínicas-Escola (Opções Gratuitas ou de Baixo Custo)

Grandes faculdades de Brasília e do Entorno oferecem atendimento à comunidade realizado por estudantes sob supervisão de mestres.

  • UniCEUB, IESB e UNIP: Possuem clínicas de fisioterapia com atendimento voltado à comunidade. É uma excelente alternativa para quem enfrenta filas no SUS.

  • Faculdade Anhanguera (Unidades de Brasília/Entorno): Frequentemente abre triagem para novos pacientes em seus cursos de saúde.


Dicas Importantes para o Pós-AVC:

  1. A pressa é aliada: A reabilitação deve começar, idealmente, nos primeiros dias após o evento.

  2. Documentação: Guarde todos os relatórios da internação hospitalar; eles são essenciais para o fisioterapeuta traçar o plano de exercícios.

  3. Cuidado em casa: Além das clínicas, o estímulo diário da família (como auxiliar em pequenos movimentos) potencializa os resultados.


Da Redação

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