Conecte-se conosco

Negócios

Desmistificando o Condomínio: Entenda como é calculada a cota e o que impacta o seu bolso

Publicado

em

Presidente da AABIC explica por que o termo “taxa” é tecnicamente incorreto e como a gestão eficiente da folha de pagamento — que representa até 65% dos custos — é vital para a valorização do imóvel.


Viver em condomínio tornou-se o padrão nos grandes centros urbanos, mas o funcionamento financeiro dessa estrutura ainda gera muitas dúvidas e polêmicas em assembleias. Para esclarecer esses pontos, a AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios) detalhou como o custo condominial é formado e por que ele deve ser visto como um investimento na preservação do patrimônio, e não apenas como uma despesa.

“Taxa” ou “Cota”? A diferença vai além do nome

Muitos moradores utilizam o termo “taxa de condomínio”, mas, segundo Omar Anauate, presidente da AABIC, essa é uma impropriedade técnica.

  • Taxa: É um tributo imposto pelo Poder Público (como taxa de lixo ou licenciamento).

  • Cota Condominial: É o rateio das despesas comuns (segurança, limpeza, manutenção e consumo). É o resultado da divisão dos custos operacionais pelas unidades, conforme previsto na Convenção do Condomínio.

O Peso no Orçamento: Onde o dinheiro é gasto?

A composição do custo fixo de um condomínio segue uma média de mercado que ajuda o morador a entender para onde vai o seu dinheiro:

  • Pessoal (Portaria, Zeladoria, Limpeza): Representa entre 55% e 65% do custo total.

  • Consumo (Água, Energia, Gás): Variável que depende do uso coletivo e individual.

  • Manutenção e Contratos: Elevadores, bombas, jardins e sistemas de segurança.


Inadimplência e Valorização Patrimonial

A inadimplência é um dos maiores desafios dos síndicos. Quando um morador deixa de pagar, o condomínio tem duas saídas: usar o fundo de reserva ou aumentar o rateio para as unidades adimplentes.

Por outro lado, Anauate ressalta que um condomínio com cota elevada e sem benefícios claros perde liquidez e valor de mercado. “Um imóvel com alto valor de cota, sem contrapartida evidente, vai se converter em um ativo com menos liquidez, podendo observar perda de valor patrimonial”, alerta.

3 Fatos sobre o Cálculo do Rateio

  1. Fração Ideal: A regra geral do Código Civil prevê que quem tem o imóvel maior (como coberturas) paga proporcionalmente mais, pois detém uma parte maior da copropriedade do terreno e das áreas comuns.

  2. Economia de Escala: Condomínios-clube com muitas torres e unidades costumam ter cotas mais baratas do que prédios pequenos com estrutura mínima, pois os custos fixos são diluídos entre mais pagantes.

  3. Tecnologia: Portarias remotas e sistemas de automação de energia são investimentos que, no médio prazo, reduzem drasticamente o custo fixo de pessoal.


Com informações: AABIC / Predicado Comunicação.

Anúncio

Continue lendo
Anúncio

Clique para comentar

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Negócios

O Futuro da Proteção: Generali aponta 5 tendências que vão dominar o mercado de seguros em 2026

Publicado

em

Por

Da Inteligência Artificial na personalização de apólices ao avanço dos microsseguros no varejo, seguradora detalha como a inovação está redefinindo o valor da segurança para pessoas e empresas.


O setor de seguros no Brasil atravessa uma transformação profunda em 2026, impulsionado por novas tecnologias e mudanças no comportamento do consumidor. A Generali Brasil divulgou um panorama estratégico que mapeia os cinco vetores principais de crescimento para este ano, destacando que a proteção agora faz parte de ecossistemas digitais e estratégias de RH.

Para o CEO da Generali Brasil, Eric Lundgren, o papel das seguradoras evoluiu. “Nosso papel é transformar oportunidades em soluções tangíveis: simples, acessíveis e relevantes para cada perfil de consumidor”, afirma o executivo.

As 5 Tendências-Chave para 2026

1. Seguro de Vida como Retenção de Talentos

As empresas pararam de oferecer apenas o seguro de vida básico. Agora, o foco está em benefícios flexíveis e coberturas para grandes riscos corporativos. O seguro passou a ser uma ferramenta estratégica de RH para valorização e retenção de colaboradores em um mercado de trabalho competitivo.

2. Microsseguros Embutidos (Embedded Insurance)

Sabe quando você compra um eletrônico ou contrata um serviço e a proteção já vem integrada na jornada de compra? Essa tendência ganhou escala. Com valores acessíveis e contratação simplificada, os microsseguros oferecidos via varejistas e bancos facilitam o acesso da população à proteção financeira sem pesar no orçamento.

3. Inteligência Artificial e Hiperpersonalização

A IA deixou de ser promessa e passou a atuar no “coração” das seguradoras. Em 2026, a análise massiva de dados permite:

  • Precificação Dinâmica: Apólices moldadas pelo comportamento real do usuário.

  • Agilidade no Sinistro: Automação que acelera o pagamento de indenizações.

  • Atendimento Assertivo: Bots que resolvem demandas complexas em tempo real.

4. Open Insurance e Ecossistemas de Parceria

O avanço do Open Insurance e o uso de APIs abertas permitem que diferentes empresas (bancos, fintechs e seguradoras) compartilhem dados com segurança. Isso resulta em ofertas sob medida e maior transparência, permitindo que o cliente tenha uma visão completa de suas proteções em um só lugar.

Anúncio

5. Riscos Cibernéticos e Critérios ESG

Com a digitalização total, o ciberseguro tornou-se indispensável. Além disso, a subscrição de riscos agora leva em conta critérios ESG (Ambiental, Social e Governança). As seguradoras não oferecem apenas a cobertura, mas consultoria para mitigação de riscos e resiliência climática.


Sobre a Generali

Com quase 200 anos de história, o Grupo Generali é um dos maiores do mundo em gestão de ativos e seguros, presente em mais de 50 países. No Brasil, a companhia foca em canais B2B e B2B2C, consolidando-se como parceira para toda a vida de seus 71 milhões de clientes globais.


Com informações: Generali Brasil / Approach Comunicação.

Continue lendo

Negócios

Gestão Gastronômica: 6 dicas para evitar prejuízos e alavancar seu negócio em 2026

Publicado

em

Por

Segundo o Sebrae, falhas no planejamento estratégico são as principais causas de baixa rentabilidade no setor; Chef da Prática aponta que eficiência operacional e tecnologia são chaves para o sucesso.


Para quem empreende no setor de alimentação, o início do ano é o momento crucial para definir se o negócio vai apenas “sobreviver” ou prosperar. Dados do Sebrae indicam que a ausência de um planejamento estruturado — resultando em compras mal dimensionadas e desperdício — é um dos maiores vilões da rentabilidade de bares, restaurantes e padarias no Brasil.

O chef de gastronomia da Prática, Rafael Fraga, ressalta que o planejamento vai além da planilha de custos: envolve a revisão de toda a dinâmica da cozinha. Confira os seis passos essenciais para blindar sua operação:

1. Cace os custos invisíveis

Identifique onde sua equipe perde tempo. Filas de pedidos, preparo lento e equipamentos que consomem energia excessiva são gargalos que “comem” o lucro silenciosamente no fim do mês.

2. Metas financeiras claras

Defina quanto o negócio precisa faturar e qual a margem de lucro desejada. Números claros permitem investimentos mais assertivos em equipamentos e insumos, evitando gastos emergenciais.

3. Engenharia de cardápio

Nem sempre o prato mais vendido é o mais lucrativo. Avalie o custo, tempo de preparo e complexidade de execução. Enxugar o cardápio ajuda a reduzir desperdícios e garante a padronização.

4. Fluxo de trabalho e Layout

Uma cozinha mal organizada gera atrasos e cansaço. Ajustar o posicionamento dos equipamentos para melhorar o fluxo de trabalho aumenta a produtividade e torna o ambiente mais seguro para os colaboradores.

Anúncio

5. O Coração do Negócio: Manutenção Preventiva

O forno é a peça central de cozinhas profissionais. Uma falha inesperada pode paralisar toda a produção e gerar perda de faturamento imediata. Mantenha as revisões em dia para evitar paradas forçadas durante o serviço.

6. Tecnologia como aliada

Investir nos equipamentos certos reduz o tempo de preparo e garante que a qualidade do prato seja a mesma, independentemente do volume de pedidos no horário de pico.


“O planejamento feito no início do ano é o que separa operações que apenas sobrevivem daquelas que conseguem evoluir”, finaliza Rafael Fraga.

Sobre a Prática: Empresa brasileira líder em equipamentos para food service, presente em mais de 50 países, focando em soluções de alta performance e eficiência energética para o mercado gastronômico.


Com informações: Prática / DFREIRE Comunicação.

Continue lendo

Brasil

Mapfre projeta ciclo de expansão para 2026 com nova marca e foco em multicanalidade

Publicado

em

Por

Encontros estratégicos em São Paulo alinharam as metas da seguradora global; eficiência operacional, sustentabilidade e o fortalecimento da parceria com corretores são as prioridades para o ano.


A Mapfre, gigante global do setor de seguros, iniciou o ano de 2026 com uma demonstração de força e renovação. Nos dias 22 e 23 de janeiro, a companhia reuniu suas lideranças e times comerciais para consolidar o planejamento estratégico da operação brasileira. O encontro não apenas definiu metas de crescimento, mas também marcou um momento histórico: a apresentação da primeira atualização de identidade visual da marca em mais de 40 anos.

Para o CEO da Mapfre no Brasil, Felipe Nascimento, o momento é de colher os frutos de uma transformação interna que priorizou a simplicidade e a proximidade com o cliente. “A evolução da marca reflete uma empresa orientada a relações de longo prazo”, afirmou.

Pilares Estratégicos para 2026

A estratégia da companhia para este ciclo está sustentada em quatro eixos fundamentais:

  • Eficiência e Digitalização: O investimento em autosserviço e na simplificação de processos resultou em uma melhora nos índices de NPS (satisfação do cliente), facilitando a jornada tanto do segurado quanto do corretor.

  • Multicanalidade: A Mapfre reforçou sua capilaridade atuando fortemente com bancos, cooperativas, parcerias estratégicas e, principalmente, com o canal corretor, que segue no centro da distribuição.

  • Sustentabilidade (ASG): A agenda ambiental, social e de governança está integrada ao negócio, com foco em soluções que atendam às novas demandas climáticas e sociais.

  • Cultura Interna: O reconhecimento de equipes de alta performance foi um dos pontos altos do evento, visando manter o engajamento para um ano de expansão.


O Brasil no Centro da Estratégia Global

O desempenho da operação brasileira foi elogiado por executivos internacionais do grupo. Até setembro de 2025, a Mapfre Brasil registrou um lucro líquido de 199 milhões de euros, consolidando o país como uma das peças mais importantes do tabuleiro global da companhia (que é líder em seguros na América Latina).

Nelson Alves, COO da Mapfre no Brasil, acredita que o cenário é de otimismo. “Criamos as condições perfeitas para fazer de 2026 um ano de expansão”, destacou durante o Encontro Comercial. Karine Brandão, diretora do Canal Corretor, complementou que o foco será tornar o trabalho do corretor “mais fluido e competitivo”.

Sobre a Mapfre no Brasil

Presente no país desde 1992, a seguradora emprega mais de 2,4 mil colaboradores e oferece mais de 100 soluções de proteção, abrangendo desde previdência e investimentos até seguros tradicionais e consórcios. A empresa também se destaca pelo trabalho social da Fundación Mapfre, dedicada ao bem-estar social e pesquisas.

Anúncio


Com informações: Mapfre Brasil.

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights