Os longas “Neirud”, sobre uma lutadora de circo negra e queer, e “A Mensagem de Jequi”, sobre um menino quilombola, chegam aos cinemas com histórias de resistência, identidade e representatividade.
Documentário “Neirud” e infantil “A Mensagem de Jequi” estreiam com narrativas negras
Duas novas longas-metragens do cinema nacional independente chegam às telas em agosto de 2025 trazendo histórias negras, identidade cultural e representatividade. O documentário “Neirud” , de Fernanda Faya , estreia nesta quinta-feira (14), enquanto o filme infantil “A Mensagem de Jequi” , de Igor Amin , já está em cartaz.
Ambos os filmes têm como protagonistas figuras negras e são frutos de processos criativos profundamente conectados às comunidades retratadas.
“A Mensagem de Jequi”: um rio, uma identidade quilombola
Dirigido por Igor Amin, “A Mensagem de Jequi” nasceu de oficinas de cinema realizadas com crianças da comunidade quilombola de Vila Nova , no alto do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O filme conta a história de Jequi , um menino que simboliza o percurso do rio Jequitinhonha , que nasce pequeno em São Gonçalo do Rio Preto e ganha força até desaguar em Belmonte, na Bahia.
Durante os escritórios, as crianças produziram vídeos como se as mensagens fossem enviadas em garrafas, revelando sua relação simbólica e afetiva com as águas. “Elas me demonstraram a importância de estar em coexistência com aquelas águas, muito além de um discurso de proteção”, explica Amin. O filme combina elementos do cotidiano, da brincadeira e da ancestralidade, construindo uma narrativa sensível e poética sobre pertencimento.
“Neirud”: a história de uma lutadora queer e negra
O documentário “Neirud” , dirigido por Fernanda Faya , mergulha na trajetória de sua tia, Neirud , uma mulher negra, artista circense e lutadora de luta livre que atuou em trupes exclusivamente femininas entre as décadas de 1960 e 1980.
Neirud viveu à margem das normas de gênero e das expectativas sociais, desafiando convenções em um ambiente profundamente machista e racista. “Ela foi uma mulher periférica, queer à sua maneira, que deixou marcas profundas em quem a conheceu”, afirma a diretora.
Ao contar essa história, o filme busca visibilizar vidas negras e dissidentes que foram apagadas da memória histórica. “Contar sua história é uma maneira de ampliar o repertório de imagens e memórias sobre a diversidade das existências brasileiras”, diz Fernanda Faya.
Cinema como instrumento de resistência e memória
Ambos os filmes refletem um movimento crescente do cinema brasileiro em dar voz a narrativas historicamente silenciadas. Enquanto “A Mensagem de Jequi” resgata a identidade quilombola por meio da infância e da natureza, “Neirud” recupera uma figura singular da cultura popular e da resistência LGBTQIA+.
A estreia simultânea dessas obras reforça o papel do audiovisual como ferramenta de educação, representação e justiça social no Brasil contemporâneo.
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