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Saúde

Droga que retém avanço do Alzheimer inicial é eficaz, diz FDA

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Medicamento teve resultados considerados promissores, mas decisão final sobre liberação ainda não foi tomada

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) reconheceu, por unanimidade, nesta segunda-feira (10/6), a eficácia da droga donanemab contra o Alzheimer.

O grupo de consultores se manifestou no painel da agência e aprovou o relatório que aponta que o medicamento retardou o avanço do Alzheimer em 60% dos pacientes que estavam em estágio inicial da doença.

O entendimento é que os benefícios para os pacientes que venham a utilizar a droga são maiores do que eventuais riscos associados.

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Uma decisão final a respeito da droga ainda não foi tomada. No entanto, a decisão dos especialistas no painel favorece que ela venha a ser aprovada pela agência. Esta deliberação chegou a ser marcada para o início do ano, mas foi adiada.

Os dados apresentados ao FDA são de um ensaio clínico com 1.736 pacientes com Alzheimer leve, na faixa etária de 60 a 85 anos. A progressão da doença foi atenuada em 60% dos casos.

Dentre os resultados positivos, houve ainda metade dos pacientes que conseguiram interromper o tratamento após um ano da ingestão da droga. O motivo é que os depósitos cerebrais de proteínas danosas ao organismo, que são origem do Alzheimer, reduziram.

Os resultados mais significativos foram em pacientes de menor idade e com estágio menos avançado da doença

Apesar dos benefícios, foram registrados os efeitos colaterais de inchaço cerebral (24% a 40% dos pacientes) e hemorragia cerebral (31%).

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Fato Novo com informações: Metrópoles

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Saúde

Ascensão das bebidas proteicas na dieta moderna; conheça benefícios e cuidados sobre o produto

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Viralizada no ‘mundo fitness’, a bebida pode ser benéfica no processo de ganho muscular, caso incluída em uma rotina balanceada

Nos últimos anos, a busca por opções alimentares que combinem conveniência e nutrição tem crescido consideravelmente. Nesse cenário, as bebidas proteicas emergiram como uma solução popular para aqueles que buscam uma maneira eficaz de aumentar a ingestão de proteínas de forma mais prática.

Esses produtos oferecem uma série de benefícios para a saúde e o bem-estar. Eles são uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, essenciais para a construção e reparo muscular. Além disso, essas bebidas podem ajudar a promover uma sensação de saciedade, o que pode ser útil para quem está tentando controlar o peso ou reduzir o consumo calórico.

No entanto, é importante consumi-las com moderação e atenção aos detalhes. Segundo Bruna Ramos, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, ao escolher um produto, é fundamental verificar a lista de ingredientes para evitar aditivos desnecessários, excesso de açúcares ou gorduras adicionadas. Além disso, é aconselhável consultar um profissional de saúde antes de incorporar qualquer suplemento nutricional à sua dieta, para garantir que atenda às suas necessidades individuais.

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Abaixo, a especialista destacou os benefícios e cuidados que envolvem essa nova ‘febre’ do mundo fitness:

Benefícios

Rápida absorção: A proteína em pó é rapidamente digerida e absorvida pelo organismo, fornecendo aminoácidos essenciais para a recuperação muscular após o treino.

Praticidade: As bebidas proteicas são fáceis de preparar e transportar, tornando-se uma opção prática para quem tem uma rotina corrida.

Versatilidade: Elas podem ser consumidas puras, com frutas, em smoothies ou até mesmo em receitas culinárias.

Auxílio na perda de peso: A proteína pode aumentar a saciedade e reduzir o apetite, ajudando a controlar o consumo de calorias.

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Cuidados

Excesso de proteínas: Consumir mais proteínas do que o necessário pode sobrecarregar os rins e fígado, além de causar outros problemas de saúde.

Desequilíbrio nutricional: É importante consumir outros nutrientes além da proteína para manter uma dieta equilibrada.

Riscos para pessoas com doenças: Pessoas com doenças renais, hepáticas ou outras condições de saúde devem consultar um médico antes de consumir bebidas proteicas.

Qualidade do produto: É importante escolher produtos de boa qualidade e com baixo teor de açúcares e gorduras.

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“As bebidas proteicas, que podemos encontrar em mercados e até em farmácias, como Shakes e Smoothies, podem ser aliadas na dieta, mas não são milagrosas. É importante ingeri-las com moderação, dentro de uma dieta equilibrada e com acompanhamento profissional”, finaliza a docente.


Fato Novo com informações: Cogna

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Ciência

Os exames de sangue que prometem prever doenças e revelar ‘idade real’ do corpo

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Nos EUA e Europa, uma explosão de novas empresas promete ajudar pessoas a ‘hackearem’ seus corpos

Nos últimos anos, tornou-se comum o uso de relógios e pulseiras que ajudam as pessoas a monitorar diversos aspectos de suas vidas que antes eram ignorados: as horas precisas de sono à noite, os batimentos cardíacos, a quantidade de passos dados durante o dia, as calorias queimadas ou o nível de oxigênio no sangue.

Surgiram novas empresas de tecnologia e saúde que prometem ajudar as pessoas a “hackearem” a sua saúde — ou seja, medir em números alguns aspectos da sua saúde e intervir diretamente em seus corpos, adotando dietas, mudando padrões de sono, fazendo exercícios físicos específicos e tomando suplementos ou remédios.

O termo usado por muitas dessas empresas é biohacking — ou seja, reprogramar o próprio corpo da mesma forma que hackers reprogramam computadores.

Agora, algumas novas empresas — principalmente nos Estados Unidos e na Europa — prometem dar um passo além.

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Elas oferecem exames de sangue que prometem monitorar biomarcadores, sinais dentro dos nossos corpos que são mensuráveis e que podem nos fornecer informações sobre o estado atual da nossa saúde.

Esses sinais podem ser desde moléculas, a genes e a níveis de hormônios e vitaminas.

As empresas coletam essas informações com alguma frequência — de três em três ou de seis em seis meses — e oferecem diversos serviços a seus clientes.

Algumas empresas usam os dados para calcular a “idade biológica real” ao comparar os biomarcadores de uma pessoa com os do resto da população. É o chamado “relógio epigenético”.

Uma pessoa pode ter 60 anos de idade, por exemplo, mas ter “um corpinho de 50”. Assim, embora a idade considerada real — ou cronológica — seja 60, diversos biomarcadores indicam que seu corpo é comparável ao de alguém de 50 anos.

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Um desses biomarcadores pode ser, por exemplo, a chamada metilação do DNA.

Trata-se de um processo químico que acontece dentro das nossas células, mas sem alterar a estrutura do DNA.

Cientistas acreditam que existe uma ligação forte entre a metilação do DNA e a idade “biológica”. E existem processos em estudo que poderiam ajudar a conter e até mesmo reverter a metilação.

O que essas empresas afirmam é que a idade “biológica” pode ser mais relevante para a saúde de uma pessoa do que sua idade cronológica ou real.

Além disso, ao contrário da idade cronológica, existiriam formas de intervir e fazer a idade regredir biológica — até certos limites —, com mudanças de hábitos, estilos de vida e uso de suplementos.

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Além da ideia de “hackear” o próprio corpo, alguns biomarcadores poderiam servir como alertas para doenças, como câncer.

Ao mesmo tempo, a multiplicação de empresas que oferecem esses serviços é alvo de críticas entre especialistas que alertam que isso pode gerar uma demanda desnecessária por serviços que são caros e podem desencadear um ciclo interminável de exames e tratamentos.

Isso estaria mais a serviço dos interesses financeiros das companhias que atuam no setor do que de seus clientes.

Eles também alertam que a tecnologia não é 100% precisa e pode levar a diagnósticos equivocados e que as promessas de algumas empresas que apresentam seus serviços como um “elixir da juventude” pode ludibriar consumidores.

Idade biológica

A ideia de monitorar biomarcadores não é nova. Na verdade, qualquer exame de sangue feito em laboratório há décadas já são testes de biomarcadores.

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A hemoglobina A1c, uma molécula presente nas células do nosso sangue, por exemplo, é um biomarcador para diagnosticar diabetes.

As duas grandes novidades no setor são o desenvolvimento de tecnologias para analisar esses dados e, principalmente, a queda nos custos de fazer estes exames.

“Esse teria sido um produto muito difícil de lançar no mercado há dez anos, porque o custo de exames era muito mais alto”, diz à BBC News Brasil o presidente da Lifeforce, Dugal Bain-Kim.

No Brasil, laboratórios de exames já fazem análises de biomarcadores há anos, sob pedido dos médicos. Mas ainda não existe no mercado brasileiro empresas como essas que estão surgindo na Europa e nos EUA, em que diversos biomarcadores são monitorados em conjunto e com periodicidade frequente.

A Lifeforce é uma das empresas que surgiu no boom recente do mercado de biomarcadores.

“O custo dos testes caiu e, pelo menos nos Estados Unidos, por meio de serviços de coleta [de sangue] em casa, você pode fazer esse tipo de coisa a um preço muito mais acessível.”

Fundada há três anos na Califórnia, a Lifeforce afirma já ter realizado mais de 50 mil exames de sangue.

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O modelo de negócios desta e de outras empresas do tipo é parecido com o de outros negócios de tecnologia como Netflix ou Spotify, baseado em assinaturas.

Ao contratar o serviço, o cliente tem seu sangue examinado de tempos em tempos — indo a um centro de coleta ou usando kits caseiros.

As empresas dizem que conseguem reduzir os preços dos exames devido ao alto volume com que costumam lidar.

A Function Health — outra destas novas empresas — afirma que, se uma pessoa fosse encomendar no mercado cada um dos exames de biomarcadores de seu pacote, gastaria cerca de US$ 15 mil (quase R$ 80 mil).

A assinatura anual da Function Health custa cerca de US$ 500 (R$ 2,6 mil). A empresa oferece exames anuais de mais de 100 biomarcadores e testes trimestrais ou semestrais de outros 60.

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Já o pacote da Lifeforce custa US$ 349 (R$ 1,8 mil) no primeiro mês e depois US$ 129 (R$ 680) por mês.

A empresa testa com frequência 40 biomarcadores, como hormônios, nutrientes e condições metabólicas, e oferece um acompanhamento por uma equipe médica, que cria um plano personalizado para “otimizar” a saúde do assinante.

‘Medicina 3.0’

Um dos lemas repetidos pelas empresas é “pare de adivinhar, comece a medir”.


“Quando perguntamos a nossos clientes ‘você é saudável?’, a resposta mais comum é ‘acho que sim, porque não estou doente ou não tenho nenhuma doença grave’”, afirma Bain-Kim, da Lifeforce


“Mas, quando realmente analisamos o que está acontecendo ‘embaixo do capô’, 25% dos novos membros estão com a saúde abaixo do ideal; 23% deles estão em estágio de pré-diabetes, por exemplo. E a maioria não sabe disso.”

Os resultados dos exames são colocados em um painel de um aplicativo que exibe os dados em gráficos de forma didática.

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O primeiro passo é usar os biomarcadores para tentar detectar as doenças mais preocupantes — como problemas cardíacos, câncer e demência.

Outro objetivo dos exames é montar planos personalizados para fazer a idade biológica regredir e melhorar a qualidade de vida dos clientes.

“Um dos grandes problemas no setor de saúde para os consumidores é a fragmentação [das informações]”, diz Bain-Kim.


“As pessoas falam com seus médicos, mas depois tomam um suplemento, talvez porque viram no Instagram, e adotam uma dieta que viram em outro lugar. O consumidor acaba tendo que integrar todas essas informações sozinho.”


Os planos incluem planejamento de dieta, estresse, sono, suplementos e medicamentos — já que a empresa conta com médicos que podem receitar.

Mas por que alguém assinaria um plano de monitoramento de saúde tão detalhado?

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Para se manter com a saúde em dia, não bastaria realizar uma bateria de exames comum e seguir as recomendações de praxe, como comer bem, se exercitar ou controlar as horas de sono?

Este é um grande debate no mundo da Medicina hoje em dia.

A noção de que as pessoas devem realizar mais exames se popularizou graças às novas empresas que surgiram no setor e também a médicos que escrevem livros e falam sobre o assunto no YouTube.

Um dos livros mais influentes é Outlive: A Arte e a Ciência de Viver Mais e Melhor (Intrínseca, 2023), do médico canadense Peter Attia, em que ele diz que o mundo está chegando um ponto que chama de “Medicina 3.0”.

Segundo o livro, nos dois estágios anteriores, a medicina se desenvolveu como uma ciência e ajudou a tratar condições graves de saúde.

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No terceiro, que estaria começando agora, poderá ajudar a estender a vida das pessoas com foco na prevenção e não no tratamento de doenças.

Isso só seria possível, segundo Attia, por causa do desenvolvimento tecnológico da humanidade.

Attia defende que as pessoas monitorem — com o devido acompanhamento médico — diversos biomarcadores com frequência.

Não apenas os mais comuns, como colesterol e glicose, mas outros que ajudem a medir os riscos de ataque cardíaco, derrame, câncer e doenças neurodegenerativas.

Um exemplo desses testes avançados de biomarcadores é o Galleri, desenvolvido pela empresa californiana GRAIL, e detecta sinais para mais de 50 tipos de câncer.

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O Galleri verifica mais de 1 milhão de locais específicos no DNA para detectar sinais da doença.

O exame em si não diagnostica o câncer, mas ajuda a dar pistas de tumores que podem se desenvolver.

Após o Galleri, é preciso realizar mais investigações com acompanhamento médico para se chegar a um diagnóstico preciso.

Disponível apenas nos Estados Unidos, o exame custa US$ 949 (mais de R$ 5,1 mil), não costuma ser coberto por planos de saúde e só pode ser feito com prescrição médica.

Esses preços e barreiras mostram que a “Medicina 3.0” ainda é um conceito acessível apenas a pessoas com mais dinheiro.

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Segundo Bain-Kim, da Lifeforce, seus clientes têm necessidade de entender melhor o que podem fazer por sua saúde, em vez de seguir apenas as recomendações gerais de alimentação e exercício emitidas pelas autoridades de saúde.


“No meu caso, tenho um histórico familiar de doenças cardíacas, mas, fora isso, estou razoavelmente em boa forma”, diz.


“Olhando para mim ou para meus hábitos de vida, seguindo as diretrizes gerais de saúde da população, você não diria que eu precisaria mudar nada na minha vida.”

No entanto, afirma Bain-Kim, quando começou a rastrear seus biomarcadores, ele descobriu, conforme os resultados dos exames, que tinha um risco elevado de ter ataques cardíacos e derrames.

“Ou seja, estava seguindo todas as diretrizes das autoridades de saúde, mas os dados e os biomarcadores mais relevantes estavam apontando que eu estava na direção errada.”

Bain-Kim diz que, a partir desses dados — que são confirmados por um histórico familiar de problemas cardíacos —, passou a seguir uma dieta específica para reduzir estes riscos.

“Em termos de risco de ataque cardíaco, eu não estou apenas na média, eu tenho risco maior. Portanto, eu preciso fazer mais coisas contra esse risco do que uma pessoa mediana faria.”

Críticas e perigos

A explosão de novas empresas oferecendo exames de biomarcadores também despertou críticas entre acadêmicos.

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Em um artigo no Journal of the American Medical Association, dois pesquisadores alertam para o marketing agressivo do setor.

Os autores argumentam que, mais do que atender às necessidades dos pacientes, podem estar servindo aos interesses econômicos de empresas, hospitais e laboratórios, que estariam fabricando um novo mercado baseado em serviços pelos quais são cobrados preços elevados dos consumidores.

É um fenômeno que eles chamam de biomarkup — um trocadilho em inglês que combina biomarcadores e aumento de preços.


“É um quadro complicado. Biomarcadores são essenciais para monitorar doenças e respostas a terapias e gerar diagnósticos precisos. Mas ao mesmo tempo há forças econômicas poderosas que tendem a usar biomarcadores para gerar mais tratamentos e mais exames”, disse à BBC News Brasil Kenneth Mandl, do Departamento de Informática Biomédica da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, e um dos autores do artigo.


Outro risco, segundo Mandl, é a existência de falsos positivos. A tecnologia de testes de laboratório não é 100% precisa, e, às vezes, alguns exames diagnosticam equivocadamente uma doença em um paciente saudável.

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Em muitos laboratórios, a precisão é de 95%. Ou seja, a cada 20 exames realizados, um deles está errado, em média.

Os falsos positivos são problemáticos não só porque geram ansiedade e medo no paciente. Também podem desencadear uma série de novos exames e até mesmo tratamentos que, além de serem inúteis para alguém saudável, geram gastos desnecessários.

Outro estudo de Mandl estima que falsos positivos geram gastos desnecessários da ordem de US$ 4 bilhões (mais de R$ 20 bilhões) por ano só em casos de câncer de mama nos Estados Unidos.

Mas o pesquisador de Harvard acredita que há uma oportunidade importante na explosão de empresas de exames de biomarcadores com uso de inteligência artificial.

Os novos avanços podem aumentar substancialmente a margem de precisão dos exames, diminuindo os falsos positivos.

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Isso acontece porque a inteligência artificial permite que os laboratórios examinem diversos biomarcadores e outros fatores — como histórico familiar — ao mesmo tempo, em vez de basear seus diagnósticos em apenas um marcador.

Bain-Kim diz que sua empresa está montando uma base de dados com os exames de seus clientes que é usada para treinar modelos de inteligência artificial para melhorar a precisão das análises.


“Acho que há oportunidades, mas também riscos. É muito importante discernir esforços que são projetados para gerar mais testes e aumentar receita daqueles que são realmente projetados para melhorar a saúde. Essa distinção nem sempre é óbvia, nem mesmo para quem está trabalhando no setor”, diz Mandl.


O pesquisador de Harvard defende mais atenção das autoridades de regulação e também maior educação dos consumidores por meio de campanhas.

O presidente da Lifeforce concorda que esse é um problema para os consumidores.

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“Há empresas que estão fazendo isso da maneira certa e outras que não estão. Que não estão coletando os dados certos ou os interpretando da maneira certa”, diz Bain-Kim.

“Há muito entusiasmo no setor. E há também todos os perigos que acompanham isso. O consumidor precisa ter bastante atenção.”

Ele também alerta para empresas que prometem soluções que se apresentam como um “elixir da juventude”.

“Há empresas de biotecnologia que estão trabalhando em moléculas e coisas do tipo para prolongar a vida humana. Mas esse tipo de promessa de elixir da juventude está muito distante.”

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Fato Novo com informações e imagens: Correio Braziliense

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Governo Federal

Mais Especialistas: Governo Federal investirá R$ 1 bilhão para ampliar consultas e reduzir tempo de espera

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Além de tornar mais fácil o acesso dos pacientes a consultas ambulatoriais, o programa amplia a oferta de serviços integrados que permitem a redução de filas

O Ministério da Saúde (MS) apresentou nesta quarta-feira, 12 de junho, a estratégia do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), cujo objetivo é ampliar e qualificar o acesso à Atenção Especializada em Saúde, além de permitir ao paciente realizar o conjunto de consultas e exames entre 30 ou 60 dias, a depender da situação.

“É um programa que tem por objetivo ampliar e tornar mais rápido o acesso dos pacientes a consultas ambulatoriais e exames especializados. O fator tempo é vital para o bem-estar e muitas vezes é essencial, principalmente quando pensamos em alguns agravos à saúde. Esse tempo de espera para a realização de consultas e exames diagnósticos terá que ser feito no período entre 30 ou 60 dias”, afirma NÍSIA TRINDADE, Ministra da Saúde

Em 2024, o Governo Federal investirá R$ 1 bilhão para aumentar a disponibilidade de consultas, exames e outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos, reduzindo filas e tempos de espera. “Se trata de um atendimento a uma grande necessidade da nossa população, fortalecimento do SUS e se trata também de uma inovação, que combina financiamento com gestão adequada”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Na prática, o Ministério da Saúde está mudando a lógica de como o serviço é financiado, o que impactará diretamente no encaminhamento dos pacientes desde a atenção primária até o diagnóstico final. Segundo o MS, o Mais Acesso a Especialistas assegura recursos financeiros para as secretarias estaduais e municipais de saúde e para o Distrito Federal. Esses recursos poderão ser utilizados para o custeio dos serviços públicos e contratação da rede privada (rede complementar) para aumentar a oferta de consultas especializadas e exames diagnósticos e qualificar o cuidado ao paciente no SUS.

“O SUS precisa avançar nessa direção para garantir o acesso e a melhor condição de saúde da nossa população”, afirmou a ministra.

Nísia destacou que também fazem parte da estratégia investimentos de mais de R$ 30 bilhões no âmbito do Novo PAC. “Estamos falando de uma grande priorização da saúde no Programa de Aceleração do Crescimento”, afirmou. Segundo explicou a ministra, o Mais Acesso a Especialistas é parte fundamental de um esforço mais amplo para proporcionar um cuidado de saúde mais rápido, eficiente e integrado, que inclui o fortalecimento da atenção primária à saúde e a implementação do SUS Digital.

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“É um programa que tem por objetivo ampliar e tornar mais rápido o acesso dos pacientes a consultas ambulatoriais e exames especializados. O fator tempo é vital para o bem-estar e muitas vezes é essencial, principalmente quando pensamos em alguns agravos à saúde. Esse tempo de espera para a realização de consultas e exames diagnósticos terá que ser feito no período entre 30 ou 60 dias”, destacou a ministra Nísia.

A pasta da Saúde divulgou nesta quarta-feira seis portarias que detalham o Mais Acesso a Especialistas. O secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que o programa envolve uma série de ações que precisam ser articuladas. Tem como componentes a gestão de filas, para identificar o número de pacientes e o tempo de espera e o número de pacientes; a regulação do sistema, a gestão do cuidado, a integração com a atenção primária e o telessaúde.

As ofertas de cuidado integrado estão divididas em cinco pacotes: otorrinolaringologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e oncologia, considerados problemas sensíveis em que a ampliação do diagnóstico interfere no prognóstico. “Esse é o programa que o sistema de saúde quer ter, que é o diagnóstico precoce para tratar as pessoas no tempo certo”, disse o secretário.

A expectativa é de que todos os estados e municípios façam a adesão ao programa para facilitar a implementação do plano de ação regional. “A gente não resolve o problema da atenção especializada sem uma forte pactuação entre estados e municípios, dentro desse desenho regional. É uma ação em que governadores e prefeitos são fundamentais para acompanhar esse processo”, explicou o secretário de Atenção Especializada.

Os compromissos e resultados esperados dos prefeitos e governadores incluem a implementação do plano regional, a gestão eficiente das filas de espera, a busca ativa de pacientes, a implantação do Telessaúde e o uso de prontuário eletrônico. Para os prestadores de serviços, registro em prontuário eletrônico; concluir a oferta de cuidados Integrais no tempo determinado; utilizar os protocolos de realizar telessaúde. Além da ampliação de consultas e exames, um dos resultados esperados do programa é a redução do tempo médio para a primeira consulta e a satisfação dos pacientes.

MAIS ESPECIALISTAS – Neste novo modelo, quando o paciente precisar de mais de uma consulta ou exame, ele não precisará entrar em várias filas. A pessoa será incluída em apenas uma fila e terá a garantia de retorno para a Unidade de Saúde da Família (USF), com acompanhamento do caso quando necessário.

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Os serviços vão ser demandados nas unidades de saúde a partir das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) e terão a supervisão das secretarias de Saúde a fim de que o conjunto de consultas e exames para cada paciente sejam realizados entre 30 ou 60 dias, a depender da situação.

Para ampliar e tornar mais rápido todo o processo, o Ministério também ampliará o serviço de Telessaúde. Isso possibilitará que os profissionais da atenção primária possam debater os casos com especialistas, além da realização de teleconsultas sem que o paciente precise se deslocar.

PAGAMENTOS – Com o Mais Especialistas, o Ministério da Saúde muda a forma de pagar pelos procedimentos. Se for comprovado que o paciente realizou todo o serviço que precisava no tempo máximo determinado para cada especialidade, o Governo Federal vai repassar os recursos daquela OCI para a secretaria estadual ou municipal de saúde para manter os serviços de atenção especializada ou para remunerar os serviços privados contratados.

O propósito é qualificar e inovar o modelo de financiamento, saindo do modelo de pagamento por procedimento (tabela SUS), que resulta em fragmentação, filas e ineficiência, para um pagamento com o cuidado integrado e integral.

Após a adesão do gestor público ao programa, ele deve enviar o Planos de Ação Regional, com as OCIs escolhidas como prioritárias, a aprovação da Comissão Intergestores Bipartite (abrangência macrorregional) ou da Comissão Intergestores Regional (abrangência regional) e demais Informações previstas no modelo de Plano de Ação Regional disponibilizado pela pasta.

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Fato Novo com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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