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Saúde

Gripe e resfriado: entenda as diferenças e os tratamentos

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Com a chegada das estações mais chuvosas, é comum que muitas pessoas confundam gripe e resfriado, duas condições respiratórias que compartilham sintomas semelhantes, mas possuem causas e tratamentos diferentes. Entender as diferenças entre elas pode ajudar no diagnóstico correto e no tratamento adequado, além de evitar complicações e melhorar o bem-estar

A gripe é causada pelo vírus Influenza, enquanto o resfriado é provocado por outros vírus, como os rinovírus. Ambas as condições têm sintomas parecidos, como coriza, tosse e dor de garganta, mas a gripe tende a ser mais grave e se caracteriza por febre alta, dores musculares e cansaço extremo. Já o resfriado é mais leve, com sintomas que geralmente incluem nariz entupido ou escorrendo, espirros e dor de garganta, sem a febre intensa.

Outro ponto importante é que a gripe pode evoluir para complicações mais sérias, como pneumonia, especialmente em crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas. O resfriado, por sua vez, raramente leva a complicações graves.

Como tratar cada um?

Gripe: o tratamento para a gripe é focado em aliviar os sintomas, já que a infecção viral tende a melhorar por conta própria. Os medicamentos antivirais, quando indicados pelo médico, podem ajudar a reduzir a duração da doença, especialmente se iniciados nas primeiras 48 horas. Além disso, repouso e ingestão de líquidos trazem alívio. A vacina contra a gripe é altamente recomendada, principalmente para grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Resfriado: no caso do resfriado, o tratamento é basicamente sintomático, com repouso e ingestão de líquidos. Descongestionantes nasais e analgésicos podem ser indicados, mas é importante buscar orientação médica.

A prevenção passa pela prática de hábitos de higiene simples, como lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato com pessoas infectadas. A vacinação contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção para reduzir o risco de infecção e complicações, principalmente em períodos de maior incidência do vírus.

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Embora compartilhem sintomas semelhantes, a gripe tende a ser mais intensa e pode causar complicações. O tratamento de ambas as condições é sintomático, mas é fundamental saber diferenciar os dois para buscar a ajuda médica adequada, quando necessário, e tomar medidas de prevenção eficazes. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, é sempre recomendável consultar um profissional de saúde.

Sobre a PróGenéricos 

Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) congrega os principais laboratórios que atuam na fabricação e na comercialização desses produtos no País. Sem fins econômicos, a organização canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no Brasil.

Desde o início dos anos 2000, os medicamentos genéricos geraram uma economia de mais de R$ 329 bilhões para consumidores e pacientes. Atualmente, os laboratórios associados à entidade representam cerca de 90% do mercado de genéricos e já conquistaram uma participação de 7,33% no segmento de biossimilares comercializados no País.


ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – PRÓGENÉRICOS 

Saúde

Genotipagem do HPV torna-se aliada na prevenção ao câncer de colo de útero

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Exame que identifica tipos de alto risco do vírus passa a ser recomendado a partir dos 25 anos e já está disponível na rede pública de saúde para reduzir a mortalidade feminina

O combate ao câncer de colo do útero no Brasil ganhou um reforço tecnológico e normativo estratégico com a ampliação do acesso ao exame de genotipagem do papilomavírus humano (HPV). Estimativas indicam que até 80% da população sexualmente ativa terá contato com o vírus em algum momento da vida. No cenário nacional, o HPV é o agente causador da doença que mais vitima mulheres de até 36 anos, ocupando o segundo lugar no ranking de letalidade feminina até os 60 anos, com uma média de 19 mortes diárias.

Diante da gravidade dos dados, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) atualizou suas recomendações em 2025, reduzindo a idade inicial para a realização do teste de genotipagem para 25 anos. Anteriormente, a indicação prioritária ocorria a partir dos 30 anos. A medida visa identificar precocemente os tipos oncogênicos do vírus, permitindo intervenções médicas antes que as lesões evoluam para quadros malignos.

A natureza silenciosa da infecção e os riscos de latência

O HPV é o vírus sexualmente transmissível mais disseminado globalmente, com mais de 200 genótipos identificados. De acordo com a infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, a infecção é majoritariamente assintomática, o que dificulta o diagnóstico apenas por observação clínica. O vírus pode permanecer latente no organismo por meses ou décadas, manifestando-se apenas quando há uma queda no sistema imunológico.

As manifestações dividem-se em dois grandes grupos:

  • Lesões Clínicas: Verrugas genitais ou anais, geralmente causadas por genótipos de baixo risco (não oncogênicos), que provocam incômodo estético e físico, mas raramente evoluem para câncer.

  • Lesões Subclínicas: Invisíveis a olho nu, podem ser causadas por tipos de alto risco. Sem o exame laboratorial, essas lesões passam despercebidas, progredindo silenciosamente para tumores no colo do útero, ânus, boca ou garganta.

Diferença entre rastreamento comum e identificação genética

Diferente do preventivo convencional (Papanicolau), que busca alterações nas células, a genotipagem do HPV identifica a presença do DNA do próprio vírus e especifica qual é a sua linhagem. Esta distinção é fundamental, pois permite ao médico saber se a paciente carrega os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical.

Desde agosto de 2025, o exame de genotipagem passou a ser incorporado à rede pública de saúde brasileira. A implementação começou por 12 estados e está em processo de expansão gradual para todo o território nacional. A disponibilidade no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um marco na democratização do diagnóstico de alta precisão, antes restrito à rede privada.

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Próximos passos após a detecção de alto risco

A detecção de um genótipo de alto risco não significa um diagnóstico imediato de câncer, mas sim a necessidade de um monitoramento rigoroso. “O teste permite identificar os tipos de maior risco, possibilitando a adoção de medidas preventivas ou mesmo o tratamento precoce”, esclarece a infectologista Sylvia Freire.

Caso o exame aponte a presença de vírus oncogênicos, a conduta médica é ajustada para incluir investigações adicionais, como a colposcopia e a biópsia. O acompanhamento multidisciplinar entre ginecologistas e oncologistas é essencial para definir a estratégia de seguimento, que pode variar desde a cauterização de lesões precursoras até protocolos de vigilância ativa, garantindo que a paciente receba o tratamento antes da instalação definitiva da neoplasia.


Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde, Ministério da Saúde

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Ciência

“Esponja biológica”: Cientistas usam células-tronco para absorver a dor da artrite

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Tratamento experimental SN101, testado em camundongos, utiliza neurônios sensoriais modificados para sequestrar sinais inflamatórios e até promover o reparo de cartilagens

Uma inovação biotecnológica pode representar o fim da dependência de opioides para pacientes com dor crônica. Pesquisadores da Escola de Medicina Johns Hopkins, liderados pelo Dr. Gabsang Lee, desenvolveram a terapia SN101, uma técnica que utiliza células-tronco pluripotentes humanas (hPSC) para criar neurônios “iscas”. O estudo, publicado em dezembro de 2025 no servidor bioRxiv, demonstra que esses neurônios, quando injetados em articulações com osteoartrite, funcionam como uma esponja, absorvendo gatilhos de dor e inflamação antes que cheguem ao cérebro.

Diferente dos tratamentos convencionais para doenças neurodegenerativas, que tentam substituir neurônios mortos, o SN101 introduz novos neurônios que coexistem com os originais. Eles agem como um escudo biológico, ligando-se a fatores inflamatórios no local da lesão. Surpreendentemente, além de aliviar a dor, o experimento mostrou que os neurônios modificados ajudaram no reparo ósseo e da cartilagem nos camundongos testados.

Como funciona a terapia SN101

A lógica por trás da “esponja para dor” é atacar a causa na origem, em vez de apenas bloquear a percepção no sistema nervoso central:

  • Ação Localizada: Neurônios derivados de células-tronco são injetados diretamente na articulação (como o joelho).

  • Sequestro de Sinais: Eles possuem receptores naturais que “capturam” as citocinas inflamatórias, impedindo que elas estimulem os neurônios sensoriais do próprio corpo.

  • Vantagem sobre Opioides: Enquanto os opioides atuam no cérebro e geram riscos de dependência e náuseas, o SN101 atua apenas onde a dor é gerada, com potencial de longa duração.

Desafios e Próximos Passos em 2026

Apesar dos resultados promissores, a comunidade científica mantém a cautela. Chuan-Ju Liu, professor da Universidade de Yale, destaca que a pesquisa ainda está em fase pré-clínica.

Desafio Detalhes
Diferença Biológica As articulações humanas são maiores, mais complexas e sofrem estresse mecânico por décadas, diferente dos camundongos.
Resposta Imune É preciso garantir que o corpo humano não rejeite os neurônios injetados (imunogenicidade).
Durabilidade Estudos de longo prazo são necessários para saber quanto tempo os neurônios injetados permanecem ativos e funcionais.
Toxicologia Testes formais de segurança devem preceder os primeiros ensaios clínicos com humanos.


Com informações: Live Science e bioRxiv

 

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Distrito Federal

Carro da Vacina intensifica imunização em Brazlândia neste sábado

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Iniciativa itinerante percorre feiras e áreas rurais para facilitar o acesso às doses do calendário nacional, beneficiando trabalhadores e moradores com horários restritos.


A estratégia de imunização itinerante do Distrito Federal avançou por Brazlândia neste último sábado (24), com a presença do Carro da Vacina na tradicional Feira da Vila São José. A ação, coordenada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), buscou aproximar os serviços de saúde pública de uma parcela da população que enfrenta dificuldades logísticas ou de tempo para comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) durante os dias úteis.

O foco da atividade foi a aplicação de imunizantes previstos no calendário nacional para adultos e crianças. Com exceção das vacinas BCG e contra a dengue — que exigem protocolos específicos de armazenamento e aplicação realizados exclusivamente nas unidades fixas —, todas as outras doses estavam disponíveis para atualização imediata da caderneta de vacinação.

Estratégia de busca ativa e acessibilidade

A utilização de veículos adaptados para a vacinação é uma ferramenta consolidada na Região Oeste de saúde, que engloba Brazlândia e Ceilândia. Segundo representantes do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização (Nvepi), o objetivo central é a ampliação do acesso. A escolha de locais com grande fluxo de pessoas, como feiras livres, permite que a saúde chegue até o cidadão em seu ambiente de convivência ou trabalho.

Além das áreas urbanas densas, o projeto tem um impacto significativo em zonas rurais e regiões de difícil acesso. Para muitos moradores dessas localidades, o deslocamento até uma UBS demanda recursos e tempo que nem sempre estão disponíveis, tornando as ações de fim de semana essenciais para manter os índices de cobertura vacinal em níveis seguros.

Impacto direto nos trabalhadores locais

Para os feirantes da Vila São José, a chegada do Carro da Vacina representou uma oportunidade de cuidado com a saúde sem a necessidade de interromper as atividades econômicas. O comércio local, que movimenta a economia da região com a venda de produtos hortifrutigranjeiros e artesanatos, exige presença constante dos trabalhadores, especialmente nos sábados e domingos.

Luciano da Silva Mendes, feirante na região, destacou que a rotina intensa impede visitas frequentes aos postos de saúde. Ao atualizar seu cartão vacinal no próprio local de trabalho, ele exemplifica como a política de saúde itinerante remove barreiras práticas. A facilidade logística foi citada como o principal diferencial para que profissionais autônomos e comerciantes consigam manter a proteção contra doenças imunopreveníveis.

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Diversidade de imunizantes e prevenção

Os cidadãos que compareceram à ação puderam receber doses contra diversas enfermidades, como tétano, hepatite B, febre amarela e gripe, dependendo da disponibilidade e da necessidade individual apresentada no cartão de vacina. Alcides de Oliveira Paula, morador da região, aproveitou a mobilização para garantir doses contra o tétano e a hepatite B, reforçando a importância da prevenção como método mais eficaz de saúde pública.

A ausência de burocracia e a agilidade no atendimento foram pontos elogiados pela comunidade. A presença de equipes técnicas qualificadas garantiu que a triagem e a aplicação ocorressem de forma célere, evitando aglomerações e garantindo a segurança dos pacientes.

Mobilização em todo o Distrito Federal

Embora o Carro da Vacina tenha sido o destaque em Brazlândia, a mobilização de saúde não se restringiu à cidade. No mesmo sábado, a Secretaria de Saúde manteve o funcionamento de 49 Unidades Básicas de Saúde distribuídas em 20 regiões administrativas do Distrito Federal. Essa capilaridade é parte de um esforço contínuo para elevar as taxas de imunização no DF, que, assim como o restante do país, busca recuperar coberturas vacinais que sofreram quedas nos últimos anos.

Dados da SES-DF indicam que a vacinação em massa e as ações itinerantes são fundamentais para o controle de doenças erradicadas ou sob controle. A vigilância epidemiológica monitora constantemente os bairros com menores índices de procura para direcionar o veículo e as equipes de forma estratégica.

O papel da conscientização coletiva

Especialistas em saúde pública reiteram que a vacinação não é apenas uma proteção individual, mas um ato de responsabilidade coletiva. Ao reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade, as campanhas protegem também aqueles que, por motivos médicos, não podem ser vacinados.

A Secretaria de Saúde reforça que, para as doses não disponíveis na unidade móvel (como a BCG e dengue), a população deve procurar a UBS mais próxima durante a semana. O cronograma completo de onde o Carro da Vacina estará nas próximas semanas é atualizado regularmente nos canais oficiais do Governo do Distrito Federal.


Com informações: Agência Brasília

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