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Distrito Federal

Implosão histórica: Torre Palace Hotel é demolido no centro de Brasília

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Operação coordenada pela Defesa Civil utilizou 165 kg de explosivos para derrubar prédio abandonado desde 2013; Ministério Público fiscalizou a segurança e o impacto urbano da ação no Setor Hoteleiro Norte

A paisagem urbana do Distrito Federal passou por uma transformação definitiva neste domingo, 25 de janeiro de 2026. Após mais de uma década de abandono, imbróglios judiciais e degradação, o antigo Torre Palace Hotel foi implodido em uma operação que durou apenas cinco segundos. Localizado no Setor Hoteleiro Norte (SHN), o edifício ruiu sob o impacto de 165 kg de explosivos, marcando o fim de uma das estruturas mais problemáticas da capital.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acompanhou cada etapa do processo. O procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, e a promotora de justiça Marilda Fontenele estiveram presentes para garantir o cumprimento dos protocolos de segurança e mitigar os impactos para a população e hotéis vizinhos. A operação exigiu a evacuação de três edifícios próximos — Brasília Tower Hotel, LET’S Idea e Nobile Suítes Monumental — e o isolamento de um perímetro de 300 metros.

Planejamento milimétrico e monitoramento da Defesa Civil

A implosão foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e pela Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil. A decisão pela técnica de implosão ocorreu devido à estrutura comprometida do prédio, que tornava a demolição mecânica convencional arriscada.

  • Volume de Explosivos: 165 kg instalados estrategicamente no térreo e nos primeiros andares.

  • Resíduos: A estimativa é de que a queda tenha gerado 20 mil toneladas de entulho. O concreto triturado será reaproveitado em obras de infraestrutura do DF.

  • Alertas: sirenes e mensagens via celular foram disparadas minutos antes da detonação para alertar curiosos e moradores.

  • Retorno às Atividades: A circulação de pedestres na região foi liberada por volta das 10h30, após vistoria técnica que descartou danos estruturais nos prédios vizinhos.

De ícone do luxo ao colapso social

Inaugurado em 1973, o Torre Palace foi o primeiro hotel de luxo de Brasília, mas mergulhou em decadência após a morte de seu fundador, Jibran El-Hadj, nos anos 2000. Fechado oficialmente em 2013, o local tornou-se foco de ocupações irregulares e criminalidade, sendo apelidado de “cracolândia vertical”.

O terreno, avaliado em milhões de reais, foi objeto de disputas familiares e penhoras judiciais até ser adquirido por um novo grupo econômico do ramo hoteleiro no segundo semestre de 2025. A demolição era vista pelo governo e por empresários locais como medida urgente de segurança pública e revitalização econômica da área central.

Modernização da hotelaria no Setor Hoteleiro Norte

Com o terreno limpo, o lote — considerado um dos mais valorizados de Brasília por sua vista privilegiada para o Eixo Monumental e proximidade com a Torre de TV — dará lugar a um novo hotel de alto padrão. O projeto prevê a construção de uma torre moderna com cerca de 250 apartamentos, visando atender ao crescente mercado de luxo e eventos na capital.

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Embora o nome do novo empreendimento e o cronograma de entrega ainda estejam sob sigilo comercial, a expectativa é que as obras comecem ainda no primeiro semestre de 2026. A renovação do espaço é celebrada pelo setor hoteleiro, que esperava há anos pela solução do “esqueleto” que gerava insegurança e desvalorizava as edificações adjacentes.


Com informações: MPDFT, Correio Braziliense, G1 DF, Agência Brasil

 

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“Nossos Brasis”: Exposição histórica é prorrogada na CAIXA Cultural Brasília até fevereiro

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Mostra que reúne um século de arte brasileira (1920–2020) ganha mais duas semanas de exibição; público terá até o dia 1º de fevereiro para conferir obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Eduardo Kobra.

Os brasilienses ganharam uma nova oportunidade para mergulhar na história visual do país. A aclamada exposição “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade”, em cartaz na CAIXA Cultural Brasília, foi prorrogada e permanecerá aberta ao público até o dia 1º de fevereiro de 2026. A mostra, que faz um encontro inédito de acervos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, celebra 100 anos de produção artística nacional.

Com a curadoria de Denise Mattar e conceito de Rafael Dragaud, a exposição reúne 79 obras de 50 artistas, criando um diálogo vibrante entre o modernismo clássico e a arte urbana contemporânea. É uma chance rara de ver, em um único espaço, a evolução da identidade brasileira através de pinturas, esculturas, fotografias e instalações.

Um passeio por três Brasis

A mostra organiza um século de inventividade em três núcleos interconectados que guiam o visitante por diferentes perspectivas da nossa cultura:

  • Vozes dos Trópicos: Foca na exuberância da natureza e nas tensões da nossa formação. Inclui ícones como Tarsila do Amaral (com a obra O Mamoeiro), Burle Marx e nomes contemporâneos como Adriana Varejão e Denilson Baniwa.

  • Vozes da Rua: Celebra a cultura popular, as festas e o cotidiano. Aqui, o mestre Di Cavalcanti e Portinari dividem o olhar com a potência do grafite de Eduardo Kobra.

  • Vozes do Silêncio: Um mergulho na memória, espiritualidade e exclusão. Destacam-se as poéticas de Arthur Bispo do Rosário, Maria Auxiliadora e Vik Muniz.

Experiência acessível e gratuita

Um dos grandes diferenciais desta temporada é o investimento em acessibilidade. A exposição oferece audiodescrição, intérpretes de Libras e materiais táteis, permitindo que pessoas com deficiência desfrutem plenamente da experiência estética. Além disso, as visitas mediadas ajudam a contextualizar o peso histórico de cada peça para estudantes e entusiastas.

Programe-se para os últimos dias

Se você ainda não visitou ou deseja rever obras de mestres como Alfredo Volpi e Hélio Oiticica, fique atento aos horários:

  • Local: CAIXA Cultural Brasília (Setor Bancário Sul).

  • Data final: Até 01 de fevereiro de 2026.

  • Horários: Terça a domingo, das 9h às 21h.

  • Entrada: Gratuita para todas as idades.

  • Dica: Como a exposição está em seus dias finais, a recomendação é visitar durante a semana para evitar filas e aproveitar o estacionamento gratuito (disponível a partir das 18h de terça a sexta).


Com informações: Assessoria de Imprensa da CAIXA, Agência Pira

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Educação Digital: Programa Escolas Conectadas já atinge 61% das unidades no Distrito Federal

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Meta do Governo Federal é universalizar o acesso à internet de alta velocidade em todas as 716 escolas públicas da capital até o final de 2026.

O avanço da tecnologia na sala de aula ganhou um novo capítulo no Distrito Federal. De acordo com dados recentes dos ministérios das Comunicações e da Educação, o programa Escolas Conectadas já atendeu 61,6% das unidades de ensino previstas na capital. O objetivo é ambicioso: garantir que, até o encerramento de 2026, todas as 716 escolas públicas de educação básica do DF estejam operando com infraestrutura digital completa.

A iniciativa não se resume apenas a “instalar Wi-Fi”. O programa foca na criação de condições reais para o uso pedagógico, incluindo a formação de professores e o acesso dos alunos a plataformas de aprendizagem de última geração. Onde há infraestrutura, a prioridade é a instalação de fibra óptica; em áreas rurais ou de difícil acesso, a conexão é garantida via satélite.

Panorama Nacional e Investimentos

O Distrito Federal faz parte de um esforço nacional que pretende conectar 138 mil escolas em todo o país até o fim deste ano. Atualmente, a média nacional de conectividade está em 68,7%. Somente em 2025, o programa deu um salto significativo, levando internet a 22,8 mil novas escolas brasileiras.

Os recursos para viabilizar essa transformação vêm de diversas fontes estratégicas:

  • Novo PAC: Destina R$ 6,5 bilhões para a infraestrutura.

  • Fust e Eace: Fundos setoriais que financiam a expansão da rede.

  • Investimento Total: Estimado em quase R$ 9 bilhões.

Desde setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram efetivamente aplicados em escolas estaduais e municipais em todas as regiões do Brasil, consolidando a inclusão digital como uma política de Estado.

O impacto pedagógico da conectividade

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o projeto é prioritário para garantir que nenhum estudante fique para trás na era digital. A conectividade permite que alunos da rede pública tenham acesso ao mesmo nível de informação e ferramentas de pesquisa que estudantes da rede privada, reduzindo as desigualdades históricas no ensino.

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Com a internet de alta velocidade, as escolas podem implementar:

  1. Laboratórios de Informática Modernos: Uso de ferramentas de IA e programação.

  2. Bibliotecas Digitais: Acesso a acervos globais e livros interativos.

  3. Gestão Escolar Eficiente: Sistemas de chamada e acompanhamento de notas em tempo real.

Próximos Passos no DF

Com 61,6% das escolas já conectadas, os esforços nos próximos meses serão concentrados nas unidades remanescentes, muitas localizadas em áreas de expansão urbana e zonas rurais do DF. O acompanhamento rigoroso do cronograma é essencial para cumprir a promessa de universalização até dezembro de 2026.


Com informações: Ascom MCom, Ministério das Comunicações.

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Distrito Federal

Boom no e-commerce: Distrito Federal registra 5º maior crescimento logístico do país em 2025

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Dados da 4ª edição do “Mapa da Logística”, da Loggi, revelam salto de 24% no envio de pacotes no DF e consolidam o Centro-Oeste como força emergente no comércio digital

O Distrito Federal consolidou sua posição como um dos principais motores do e-commerce brasileiro em 2025. De acordo com o levantamento anual da Loggi, o DF registrou uma taxa de crescimento de 24% no envio de encomendas em comparação ao ano anterior, garantindo a quinta posição no ranking nacional de expansão logística.

O estudo aponta que esse crescimento é impulsionado por uma combinação de grandes varejistas e o vigor das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). No último trimestre de 2025, o Distrito Federal figurou como o décimo estado com maior volume de envios por PMEs, demonstrando que o empreendedorismo local está cada vez mais digital e conectado à malha logística nacional.

O protagonismo do Centro-Oeste e os produtos mais vendidos

A expansão logística em Brasília e arredores reflete um movimento regional. O Centro-Oeste alcançou o posto de terceira região com maior volume de envios realizados por PMEs, evidenciando a descentralização do e-commerce para fora do eixo Sul-Sudeste.

Na região Centro-Oeste, os setores que mais movimentaram pacotes no fim de 2025 foram:

  1. Cosméticos e Perfumaria

  2. Vestuário e Moda

  3. Serviços Financeiros (envio de cartões e documentos)

  4. Eletrônicos e Informática

  5. Calçados

Evolução do modelo: Pontos de Entrega (PUDOs) em alta

Uma das tendências mais marcantes reveladas pelo “Mapa da Logística” é a mudança no comportamento dos vendedores. Embora a coleta tradicional na porta ainda seja majoritária (67%), o modelo de Pick up and Drop off (PUDO) — onde o lojista deixa o pacote em um estabelecimento parceiro para ser enviado — saltou para 33% dos envios.

Essa modalidade foi utilizada sete vezes mais do que em 2024, indicando que os empreendedores do DF e do entorno estão buscando modelos mais flexíveis e eficientes para gerir suas entregas sem depender exclusivamente do horário de coleta das transportadoras.

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[Image showing a heat map of Brazil with the Federal District highlighted as a high-growth logistics hub]

Black Friday e Natal: Os picos de demanda

As datas sazonais foram determinantes para os resultados recordes. No DF e no Brasil, a Black Friday gerou um aumento de 57% no volume de envios em relação às semanas comuns. Já na semana do Natal, o destaque ficou para as PMEs, que registraram uma alta de 45% nos envios, entregando cerca de 2,4 milhões de pacotes em todo o país.

No panorama nacional, a logística brasileira elevou seu padrão de serviço: 45% das entregas já são realizadas em até dois dias, e 57% chegam ao destino em até três dias. Isso coloca o DF em um patamar de competitividade que exige dos negócios locais uma agilidade operacional cada vez maior.


Com informações: Loggi, Mapa da Logística 4ª Edição

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