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Ciência

NASA monitora asteroides gigantes que cruzarão a órbita da Terra em 2026

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Com dimensões que chegam a 1,6 km — quatro vezes o tamanho do Pão de Açúcar —, rochas espaciais farão passagens seguras, mas astronomicamente raras neste ano

O ano de 2026 será movimentado para a defesa planetária. Astrônomos do CNEOS (NASA) identificaram seis grandes asteroides que farão suas aproximações máximas do nosso planeta nos próximos meses. Embora nenhum deles esteja em rota de colisão, o tamanho colossal de alguns desses objetos oferece uma oportunidade única para estudos científicos.

O Calendário dos Gigantes

Abaixo, os destaques da “agenda espacial” de 2026:

Data Asteroide Tamanho Estimado Comparação Visual
14 de Fev 2001 FD58 1,0 km Escala Quilométrica
16 de Fev 2026 BX4 390 metros Navio de Cruzeiro
27 de Jun 1997 NC1 1,6 km 4x o Pão de Açúcar
04 de Jul 2007 ML24 800 metros Próximo ao Burj Khalifa
09 de Ago 2000 YV137 1,3 km Escala Quilométrica
10 de Ago 2019 NY2 340 metros Estádio de Futebol

Os Destaques da Lista

1. O Colosso de Junho (1997 NC1)

O maior da lista passará no dia 27 de junho. Com 1,6 km de diâmetro, ele é considerado uma “montanha voadora”. A NASA classifica sua raridade como nível 3, pois objetos deste porte só se aproximam da Terra uma vez por década. Ele passará a confortáveis 2,5 milhões de quilômetros (6,7 vezes a distância da Lua).

2. O Visitante do Carnaval (2026 BX4)

Este asteroide da classe Atira é um dos mais difíceis de detectar, pois sua órbita fica “escondida” pelo brilho do Sol. Ele fará seu rasante na segunda-feira de Carnaval (16 de fevereiro) e só voltará a nos visitar em 2066.

3. O Asteroide Movido a Luz (2001 FD58)

Com 1 km de diâmetro, este gigante de fevereiro é famoso pelo Efeito Yarkovsky: a luz solar atua como um “motor” sutil, empurrando o asteroide e alterando sua rota ao longo de séculos, um dado vital para os cálculos de defesa planetária a longo prazo.


Por que monitorar se o risco é baixo?

O monitoramento de PHAs é essencial para refinar nossa capacidade de prever trajetórias futuras. Atualmente, a missão DART da NASA já provou que somos capazes de desviar um asteroide se necessário, mas o sucesso de qualquer intervenção depende de anos de observação prévia desses “vizinhos” espaciais.

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Com informações: NASA / CNEOS / Olhar Digital

 

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