Empresas têm até maio de 2026 para se adequar à norma que exige mapeamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho
Dados do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelam que
quase 500 mil trabalhadores brasileiros foram afastados em 2024 devido a
transtornos mentais , como
ansiedade, depressão e síndrome de burnout . O número reforça a
necessidade de políticas corporativas mais robustas para a prevenção e o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A
nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) , em vigor, exige que empresas incluam o
mapeamento e o gerenciamento de riscos psicossociais nos
Programas de Gerenciamento de Riscos (PGRs) . O
prazo final para adequação é maio de 2026 , e
multas podem ser aplicadas a partir dessa data para quem não cumprir as exigências.
NR-1 vai além do papel: exige mudança cultural e estratégica
A norma não se resume a uma nova exigência burocrática. Segundo especialistas, a NR-1 representa um
novo patamar na proteção da saúde mental no trabalho , com impactos diretos na
produtividade, clima organizacional e custos com afastamentos e acidentes de trabalho .
“Muitas empresas enxergam a NR-1 como um simples formulário a ser preenchido, mas ela exige muito mais: a estruturação de diretrizes que promovam a segurança psicológica, o acompanhamento de indicadores e a criação de ambientes de trabalho mais saudáveis”, explica André de Barros Martins , vice-presidente sênior de Benefícios da Alper Seguros .
Mapeamento personalizado e engajamento são fundamentais
A implementação do PGR deve ser
customizada a cada realidade corporativa , considerando o porte da empresa, setor de atuação e perfil das equipes. A
diretora de Gestão de Saúde e Riscos da Alper Seguros, Paula Gallo , destaca que:
“Cada plano de adequação deve levar em conta a cultura interna, os recursos disponíveis e o perfil das equipes. Em muitos casos, nossa equipe se desloca a locais remotos para conduzir o processo de forma humanizada.”
A diretora também ressalta o uso de
ferramentas digitais e inteligência artificial para
monitorar o engajamento dos colaboradores e
fornecer dados estruturados ao RH , permitindo ajustes contínuos e ações mais assertivas.
Estratégia começa com sensibilização
A jornada de adequação à NR-1 começa com
palestras e rodas de conversa , conduzidas por profissionais com formação em
psicologia e saúde mental . Esse passo é essencial para:
- Preparar a organização para a mudança
- Promover conscientização sobre saúde mental
- Criar um ambiente de confiança e abertura
“É uma mudança cultural. O objetivo é que as empresas entendam que a saúde mental não é apenas responsabilidade do colaborador, mas também da organização”, afirma Paula Gallo.
Empresas que não se adequarem podem ser multadas
A partir de
maio de 2026 , empresas que não incluírem o
mapeamento de riscos psicossociais em seus PGRs podem sofrer
sanções administrativas , com
multas proporcionais à gravidade da infração e ao porte da organização . A norma busca
prevenir situações de estresse crônico ,
excesso de demandas emocionais e
pressões psicológicas no ambiente corporativo, promovendo um
trabalho mais seguro e saudável .
Saúde mental é fator estratégico para a sustentabilidade do negócio
Mais do que uma exigência legal, a NR-1 reforça a importância de uma
gestão de pessoas mais humana e efetiva . Segundo especialistas, a
saúde emocional dos colaboradores está diretamente ligada ao
desempenho organizacional , à
retenção de talentos e à
redução de custos com absenteísmo e rotatividade .
“A saúde mental corporativa é um processo estratégico. A visão precisa ser sistêmica, compreendendo a ligação entre saúde emocional, clima organizacional, desempenho e sustentabilidade do negócio”, afirma Gallo.
A Alper Seguros tem atuado como parceira estratégica de empresas na
diagnose, implementação e monitoramento dos programas de risco psicossocial, oferecendo soluções customizadas e apoio técnico para a adequação à nova norma.
Com informações: Loures Comunicação