Dor intensa, dificuldade para respirar e incapacidade de se mover exigem atendimento de emergência. Quedas são a 3ª causa de morte em idosos acima de 65 anos
Risco grave e subestimado na terceira idade As quedas são a
terceira causa de mortalidade entre pessoas com mais de 65 anos, segundo dados do Ministério da Saúde e do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). Realizado entre 2019 e 2021, o estudo revelou que
25% dos idosos que vivem em áreas urbanas já sofreram ao menos uma queda nos últimos 12 meses. Diante desse cenário, saber como agir após um tombo pode ser decisivo para a vida do paciente. O ortopedista
Dr. Graziane Rajao , do Hospital Orizonti, em Belo Horizonte, destaca os principais sinais que indicam a necessidade de
atendimento de emergência após uma queda em idosos. “Muitas famílias tratam o acidente como algo comum, mas algumas consequências podem ser graves e silenciosas. Reconhecer os sinais de alerta é essencial para garantir uma avaliação médica rápida e segura”, afirma.
Dor intensa e localizada exige avaliação urgente Uma dor aguda e muito forte, especialmente na região do
quadril ,
costas ,
cabeça ou articulações, não deve ser ignorada. Esse tipo de dor pode indicar fratura, fissura ou lesão interna. “Fraturas de fêmur, por exemplo, são comuns em idosos e podem passar despercebidas se o paciente não for avaliado por imagens”, explica o especialista.
Inchaço ou deformidade visível é sinal de fratura A presença de
inchaço acentuado ,
hematomas que se expandem rapidamente ou
deformidade em membros — como um braço ou perna em posição anormal — são indícios claros de fratura ou luxação. “Se o membro está torto, inchado ou não pode ser movimentado, é emergência. Não tente corrigir ou forçar o movimento”, orienta Dr. Rajao.
Ferimentos na cabeça exigem atenção imediata Qualquer ferimento com
sangramento que não cessa com pressão local ou cortes profundos, especialmente na cabeça, deve ser avaliado em pronto-socorro. “Lesões cranianas podem causar hematomas internos, que não são visíveis, mas evoluem com náusea, confusão mental ou perda de consciência”, alerta.
Dificuldade para respirar pode indicar trauma torácico Se o idoso apresentar
falta de ar após a queda, mesmo sem ferimentos aparentes, é necessário procurar ajuda médica imediatamente. O sintoma pode indicar fratura de costela, pneumotórax ou lesão pulmonar. “Essas condições são graves e podem se agravar rapidamente”, ressalta o ortopedista.
Incapacidade de se levantar ou se mover é emergência A incapacidade de se levantar sozinho, mover um braço ou perna, ou andar com apoio é um sinal claro de que algo mais sério ocorreu. “Evite forçar o idoso a se levantar. O movimento pode agravar lesões na coluna ou em articulações. O melhor é imobilizar e buscar ajuda profissional”, orienta.
Prevenção e atenção familiar são essenciais Além de saber como agir após uma queda, o médico reforça a importância da
prevenção . “Ambientes seguros, pisos antiderrapantes, boa iluminação e acompanhamento médico regular reduzem significativamente o risco.” Ele também destaca o papel da família: “Observar mudanças no equilíbrio, na marcha ou medo de cair pode antecipar intervenções importantes.”
Sobre o Hospital Orizonti O Hospital Orizonti, parte do Grupo Orizonti, possui mais de 250 leitos e oferece mais de 55 especialidades médicas , incluindo ortopedia, neurologia, oncologia e cardiologia. Localizado em Belo Horizonte (MG), o hospital conta com centro cirúrgico completo, medicina nuclear, diagnóstico por imagem, radioterapia e centro de transplante de medula óssea (TMO). O edifício bioclimático integra sustentabilidade e saúde, com jardins internos e um dos maiores telhados verdes da América Latina.
Com informações: Hospital Orizonti